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domingo, 27 de março de 2016

Coelhinho Da Páscoa O Que Trazes Pra Mim?!...

A Páscoa é uma festa religiosa e um feriado que celebram a ressurreição de Jesus ocorrida três dias depois de sua crucificação.  É a principal celebração do ano litúrgico cristão e também a mais antiga e importante festa cristã. A data da Páscoa determina todas as demais datas das festas móveis cristãs. O domingo de Páscoa marca o ápice da Paixão de Cristo e é precedido pela Quaresma, um período de quarenta dias de jejum, orações e penitências. A Páscoa cristã está ligada à Páscoa judaica pela data e também por muitos dos seus simbolismos centrais. 
Diferente das igrejas católicas e batistas, para as religiões de matrizes africanas, como a Umbanda, o Candomblé e a Quimbanda, a data não é confraternizada da mesma forma. É um momento de celebração da vida, da existência do ser humano e de fazer o bem, como em todos os outros dias.
A doutrina ou religião espírita também não reconhece a Páscoa em sua filosofia. Os espíritas vêem a Sexta-Feira Santa como um dia qualquer, em que realizam suas atividades normalmente, como também não cultuam qualquer outro dia considerado santo no Brasil. Isso porque a rotina doutrinária considera e sempre aborda o Deus vivo descrucificado.
Os fiéis das religiões afro-brasileiras praticam o jejum em dias de trabalhos espirituais e não limitam a prática somente ao período da Quaresma. Há muito as religiões de matriz africana romperam com as tradições do catolicismo no Brasil. Um fato ostensivo deste dessincretismo religioso é o rompimento definitivo de muitos terreiros do culto aos orixás (candomblé) em seus calendários religiosos com o chamado LOROGUM (rito em que os orixás se despedem dos adeptos e neófitos como se partissem para a África, retornando somente no sábado de aleluia). Enquanto católicos e cristãos celebram o período pascal, o Candomblé busca um maior contato com Olorum (Deus) munido da certeza de que no plano terrestre a missão dos humanos é fazer o bem.
Quanto a tradição sobre os Ovos de Páscoa, antigamente eram ovos de galinha tingidos especialmente decorados e trocados como presentes para celebrar o feriado da Páscoa. Mas o costume moderno consiste em trocar ovos de chocolate.
Já o Coelho da Páscoa é fruto de histórias da antiguidade. No Antigo Egito o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida. Alguns povos consideravam o coelho como o símbolo da Lua, portanto, é possível que ele tenha se tornado símbolo pascal devido ao fato de a Lua determinar a data da Páscoa. O certo é que os coelhos são reconhecidos historicamente por sua capacidade de reprodução, e geram grandes ninhadas, e a Páscoa marca a ressurreição, vida nova, tanto entre os judeus quanto entre os cristãos.
Existe também a lenda, de que uma mulher pobre coloriu alguns ovos de galinha e os escondeu para dá-los a seus filhos, como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram os ovos, um coelho passou correndo. Espalhou-se, então, a história de que o coelho é que havia trazido os ovos. Fato é que o Coelho da Páscoa é um popular personagem lendário que distribui presentes, análogo ao Papai Noel em muitas culturas. Uma tradição ocidental de origem não religiosa, o Coelho da Páscoa, assim como o Papai Noel, representa a tradição de trocar presentes em datas festivas. Para algumas denominações, é o retrato da secularização e comercialização da festa da Páscoa. Enfim, comungo da mesma opinião de meu pai, Ubirajara Sardinha: 
"Somos muitos sendo um só!. De maneira variada, as religiões ou seitas encontram a forma própria de exercitar sua crença. É possível, entretanto, perceber elementos comuns a todas elas.”
Independente de religião que os povos e famílias se unam para confraternizar e trocar bons augúrios. Desejamos a todos nossos leitores dias melhores, saúde, prosperidade, amor ao próximo e Uma Boa Páscoa!
Com esse pensamento deixo aqui pra vocês como presente de Páscoa, fotos que eu tirei de uma pequena África que existe incrustada bem no Centro da nossa cidade do Rio de Janeiro, que é tão pouco explorada por nós, seja por falta de tempo ou por puro desconhecimento: Jardins do Valongo. Passeio gratuito de uma beleza exuberante e histórica.




segunda-feira, 14 de março de 2016

Vida Longa ao Prêmio Machine!

José Carlos Farias Caetano (Machine)
Sexta-feira, 11 de março de 2016, a cidade do Rio de Janeiro ganhou mais uma premiação extra-oficial do Carnaval Carioca. A Equipe Machine, liderada por seu criador, José Carlos Farias Caetano (Machine), conhecido também como o Síndico da Passarela do Samba promoveu a 1ª Edição do Prêmio Machine – Bastidores do Carnaval Carioca, na quadra da G.R.E.S.Estácio de Sá, no bairro da zona central do Rio de mesmo nome. 

A intenção de Machine em premiar os profissionais técnicos do carnaval carioca foi muito bem recebida pela categoria, muitos o elogiaram de forma contundente e afirmaram que este é o real prêmio de bastidores do carnaval. Nosso produtor cultural, Paulo César Alcântara, conversou com alguns convidados e os comentários de agradecimentos e elogios se repetiam entre eles.

Carlinhos Salgueiro: “Machine conhece todos nós, cumprimenta e chama a todos pelo
Tia Nilda e Machine
nome, sabe o que cada um de nós fazemos e de onde somos isso lhe dá credibilidade para realizar esse evento”.

Tia Nilda (baiana) da Mocidade: “Machine é paixão nacional, é parceiro, tem conhecimento e por isso está onde está compartilhando felicidade a quem ama e distribuindo valores a quem realmente tem amor ao rito e não a quem está aqui por dinheiro ou visibilidade. Muito boa iniciativa, aqui fomos reconhecidos e não barrados como em outros eventos feitos apenas para um público seleto”.

Soca: “Machine não caiu de pára-quedas no carnaval, ele faz isso muito antes de muitos outros que distribuem prêmios para os coleguinhas, ele não se vende, ele aponta e indica quem realmente merece e ponto final, acho digna essa homenagem e incentivarei no que eu puder. Parabéns a esse homem que merece tudo isso e muito mais”.


Carlinhos Salgueiro e seus Passistas
José Bonifácio: “Estou emocionado e sem acreditar ainda, a ficha ainda não caiu, finalmente decidiram olhar para todos nós que aqui estamos e não temos visibilidade e muitos desconhecem nosso trabalho, mas tenho muito a agradecer tamanho reconhecimento e honrado em ser o pioneiro a ganhar esse premio em minha categoria”

Nilce Fran: “O profissional seja ele qual for precisa ser reconhecido e motivado a permanecer criando, independente da agremiação, estamos todos aqui hoje felizes e testemunhando colegas que há anos estão no carnaval e nunca se quer souberam o seu nome, só Machine conseguiria realmente enxergá-los.”

Bira Dance: “Honrado pelo reconhecimento e agradecido por mais um profissional técnico
Bira Dance
reconhecendo outro. Só quem põe a mão na massa sabe de fato os processos para construção desse espetáculo, passando por todas as etapas para colocar uma escola na avenida. Assim como ele, eu sou sambista, não estou no samba. Essa é a diferença, tenho 40 anos só de carnaval já vi muitos passarem e só ficaram os que realmente amam o carnaval.”

Aliás, o Bira tem uma história de vida de fazer qualquer jornalista enlouquecer, é um farto material para uma boa matéria, em breve abriremos esse baú de tesouro para vocês, aguardem!!! (Risos)
Além da premiação José Carlos comemorou seus 60 anos de idade com todos os convidados e amigos, com direito a ‘Parabéns pra Voce’ cantado pelo intérprete Bruno Ribas. Foi uma noite de encontros, reencontros, carinho, respeito e alegria. Parabéns ao Machine e sua equipe, mesmo se tratando de sua primeira edição do prêmio o resultado foi satisfatório para todos os envolvidos, e que nós do E aí?! possamos vir a contar para os nossos leitores como foi a festa de premiação de 2017, 18, 19...  



sexta-feira, 4 de março de 2016

Começando de Novo!

Na década de 90 a palavra de ordem era ‘Reengenharia’ - era um sistema administrativo utilizado pelas organizações para se manterem competitivas no mercado e alcançarem as suas metas, reformulando o seu modo de fazer negócios, suas atividades e tarefas e/ou processos. Hoje a palavra é ‘Reinventar’ ou ‘Readaptar’, não é uma tarefa fácil, precisa de coragem e muita disposição e foi isso que uma amiga e o marido resolveram fazer, quer dizer, se viram obrigados a fazer.
Sônia Condessa, 49 anos, formada em Economia; atuou por +/- 10 anos como Inspetora de Pintura Qualificada na Indústria Naval; condição trabalhista dos últimos 02 anos – DESEMPREGADA.
Márcio Fernandes, 51 anos, atuou por +/- 20 anos no mercado de trabalho como Gerente
Márcio Fernandes e Sônia Condessa
de Compras de uma grande empresa do ramo de confecção (considerada a maior do Brasil e uma das 10 maiores no mundo), desligado do ramo de confecção foi para uma empresa no ramo da pintura industrial e jateamento, desenvolvendo a mesma função ganhava metade do salário anterior, permaneceu por 02 anos; condição trabalhista dos últimos 08 meses – DESEMPREGADO.
Calma, essa não é uma história triste, digamos que é uma história de... superação... NÃÃÃOOO!!! (risos). Não agüento mais essa palavra, em todos os programas de TV, lá está a tal ‘SUPERAÇÃO’. Essa é uma história real de brasileiros normais que sobrevivem em uma sociedade surreal.
Sônia e Márcio se conheceram em um baile de carnaval há mais de 20 anos (quem disse que amor de carnaval não dura?), tiveram duas lindas filhas, uma mora e estuda em Goiânia/GO, e a caçula ainda mora com os pais e teve que se readaptar também à nova condição financeira.
Com o quadro de desemprego estampado na sala de estar da família, começaram as ideias de como atravessar essa tsunami (me lembro de alguém em um passado não muito distante dizendo em rede nacional, que era só uma marolinha, é isso mesmo produção?). Enfim, continuando...
As sugestões vieram recheadas de um humor provinciano tão legal, que prefiro contá-las no formato diálogo:

Márcio: - Vamos vender sacolé?! Se conseguirmos ganhar uns R$ 500 no mês, já dá pra pagar uma conta de luz.Sônia: - Voce tem noção da quantidade de sacolés que teremos que vender para alcançarmos a marca de R$ 500 ao mês????Márcio: - Então o que voce acha de montarmos um Lava-jato?Sônia: - Ah! Perfeito! Num lugar que cai água uma vez na semana, já tô até vendo o tamanho do lucro mensal.

Gargalhadas a parte, foram muitas ideias até chegarem ao “Xis do Gaúcho”. Gaúcho porque Márcio é de Santa Cruz do Sul, município que fica a 150 km de Porto Alegre/RS, e é do sul esta iguaria tão peculiar. Trata-se de um sanduíche, chamado "Xis", por referência muito distante ao famoso cheeseburger. A receita para fazer Xis foi até hoje totalmente oral, transmitida somente de xiseiro para xiseiro. O xis gaúcho tradicional tem pouquíssimas opções, todos os sabores têm 90% dos ingredientes idênticos, o que muda (e dá o nome ao xis) é somente o tipo de carne, o pão para este sanduíche deve ser MUITO grande, um pão pequeno não conseguiria segurar todos os ingredientes.
E assim, a Vascaína e o torcedor do Internacional começaram seu novo e primeiro negócio (uma paixão compartilhada pelo casal: Futebol). Inicialmente ficou estabelecido que fosse
apenas delivery e com uma meta de vender 50 sanduíches por semana, logo, 200 ao mês. Dispondo de uma pequena chapa e muita disposição, o casal montou em sua residência uma verdadeira fábrica de produção de Xis, a distribuição de tarefas ficou assim: 
Maria (Irmã de Sônia) – na cozinha auxiliando nos cortes de temperos, como tomates, cebolas, alfaces etc; Samanta – montagem inicial do sanduíche; Sônia – chapa; Márcio – embalagem e entrega do sanduíche.
Hoje, após 07 meses (apenas) de trabalhos iniciados são vendidos aproximadamente 350 sanduíches por semana, o que equivalem a +/- 1.400 Xis por mês, além disso, a equipe que antes era formada por apenas 04 pessoas, hoje contam com 10 pessoas, e muito em breve precisarão de mais, porque agora além do delivery estão também atendendo no local, mais precisamente na varanda da casa.
Obviamente que fui comprovar (e provar) isto bem de perto. Pra começar voce é apresentado a um pão de 20 cm de diâmetro, depois escolhe o sabor: Frango, Calabresa, Carne, Filé ou Coração, qualquer um têm 200gr de peso. Este big-gigante sanduíche prensado ainda vem com vários acompanhamentos opcionais: Maionese (a melhor que já comi na minha vida, receita super-mega-ultra secreta da Sônia), Catchup, Mostarda, Tomate, Alface, Queijo, Ovo, Milho e Ervilha. Aí é só alegria!!! (risos).



Viu, não disse que não era uma história triste?! Eu diria que é uma história de recomeço. O casal que descrevi nunca tinham se imaginado fora do padrão financeiro confortável que mantinham, se viram obrigados a reavaliar suas vidas e pré conceitos estabelecidos por
uma sociedade que inferioriza qualquer trabalho digno, mas sem um status sócio-econômico pré-definido.
A verdade é que não tá fácil pra ninguém! Divagando ou não, só sei que vale a pena tentar, tentar, tentar... E conseguir. Se for comendo um Xis do Gaúcho melhor ainda, como dizia minha mãe: O pensamento flui melhor de estômago cheio!



Ficou com água na boca e quer experimentar um Xis? Eles atendem de 4ª a Domingo – das 19 as 00 h. - Rua Nabuco de Araújo, 590 - Parque Duque - DUQUE DE CAXIAS/RJ.
Tels.: 21 – 2672-0426 / 97671-1141 / https://www.facebook.com/xisdogauchocaxias/?fref=ts      


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Fechando a Conta!

Para encerrar de vez o assunto CARNAVAL-2016 pedimos que alguns integrantes da nossa Equipe fizessem suas considerações finais sobre o tema. Seria apenas uma reunião de finalização de um trabalho, foram tão interessantes e surpreendentes as diferentes visões que resolvemos publicá-las para que voce, nosso fiel leitor, possa também se surpreender, concordar ou discordar totalmente com eles. Então, E aí o que voce tem a dizer sobre isso?!

Rogério Madruga - Produtor Artístico e Gestor de
Relacionamentos da Equipe E aí?!
Por Rogério Madruga
E quem pensava que as caravelas só trariam os portugueses, se enganou. Abriram as porteiras e não parou mais de aportar gente por aqui. Portugueses, espanhóis, , negros, orientais, sem contar os índios, donos da terra, que já habitavam essas paragens “abençoadas por Deus e bonitas por natureza. Mas, que beleza. Em fevereiro tem carnaval”, já dizia o poeta. E como tem! Se tem gringo no samba, no Rio de Janeiro, encantado com o requebrado da mulata, por esses rincões afora tem gringo fazendo carnaval e tem branca mexendo o bumbum tal qual as preferidas do Lan.
Após viver e vivenciar o carnaval carioca estive pelo Sul, além de Ijurerê Mirim, e me embrenhei pelos interiores de Santa Catarina, aportando em uma cidade chamada Joaçaba. Peculiar localidade. Atravessei uma ponte, se torna Herval d´Oeste. Duas em uma? Vai entender...
Pois bem, lá cheguei para viver o “carnaval” fora do Rio. E não pensem em batuques sem ritmo ou folia de gringos. Ao contrário, um espetáculo verdadeiro, com direito a Liga de Escolas de Samba, julgadores, quesitos e tudo mais, nada devendo aos padrões cariocas. Por sinal, mais claros... Mas, deixemos quieto.
E o que mais impressiona? É um carnaval feito por alemães, italianos, russos, austríacos, ou seja, um bando de gente que na cor da pele ainda é branca, os olhos, em sua maioria, de tonalidade clara, cabelos loiros, mas, acreditem, com alma miscigenada de negros, de índios, de Brasil.
E não dançam ritmos europeus, não. É o bom, velho e tradicional samba, cantado com emoção, garra e amor. Defendem seus pavilhões como qualquer apaixonado por Mangueira, Portela ou Salgueiro. Consideram as escolas de samba do Rio de Janeiro como fonte de inspiração. Todavia, não ficam a dever a estas últimas em espetáculo.
Aliança, Unidos do Herval, Valesamba e Acadêmicos do Grande Vale encheram a passarela de cores, ritmos, empolgação e muito samba no pé. O conhecedor do carnaval carioca há de notar uma diferença na cadência da bateria, mas é samba. Tem repique, surdo, tamborim e, pasmem, até agogô. Tem baiana, feijoada, porta bandeira e passista, branca na pele, colorida não só na fantasia, mas, na alma.
A influência do negro na região sul foi menor que no sudeste e nordeste. Contudo, a alma desse país tão plural, também se miscigenou nos pampas. Se não tão mestiços na cor da pele, o são de coração, alma e sentimento. Se não encontramos Silvas, Souzas, Moreiras tão sambistas, temos Pozzebons, Fetts, Nodaris, Giacommettis, dedicados a essa cultura tão única, tão nossa, exclusiva, porém não excludente, que é a cultura brasileira, de matriz indígena, branca e negra.
E que mais posso dizer se não, Salve o Samba, Salve o Carnaval, Salve o Povo Brasileiro, de tantos nomes, cores, saberes, dizeres e fazeres. Brasil Mostra Tua Cara!


Paulo César Alcântara - Produtor Cultural da Equipe
E aí?!
Por Paulo César Alcântara   
Preocupação é a palavra que define o que sinto a cada carnaval que passa na Marquês de Sapucaí e sugiro que os organizadores repensem e reformulem muito bem essa gestão desastrosa que resulta no afastamento da massa amante de verdade do carnaval, pois esse embranquecimento gradativo e imposto, talvez por imposição da mídia que controla horário de começar a transmitir e se possível, até mesmo impedindo que volte a ter 14 escolas, duas subindo e duas descendo. Pensaram nisso? Quem são os convidados, VIP”s e celebridades que enchem os camarotes dos patrocinadores de costa para pista porque estão dançando outro gênero musical, logo no carnaval? Sim, camarotes lotados de gente que não sabemos de onde, apenas que nos olham passando com ar de quem estão assistindo de perto animais em jaulas passando de uma baia para outra.
Lamentável as inúmeras reclamações de escolas ofendendo umas as outras e apontando culpados, mostrando assim que sabem que não há lisura no resultado. Lavar roupa suja na imprensa é um ato de desprezo aos organizadores que não se defendem com provas concretas e ainda deixam sem justificativa o real motivo do afastamento do julgador e mais uma vez, de novo, julgador esquece de dar nota. Foi ali fazer o quê a pessoa selecionada a dedo, não é verdade?
Visto isso, vamos aos diversos estranhos jamais vistos por nós sambistas trafegando na Marques como se já desfilassem anos no carnaval carioca, quando na verdade buscam o palco de momo para gerar matéria, e ainda tem gente que fotografa, dá força para que artistas queiram e até paguem para ser enredo, torna-se rainha de bateria, deixando do lado de fora do desfile a velha guarda como já aconteceu algum tempo, lembram? Por isso, vamos repensar no que somos, o que fazemos e o que queremos para nossa festa, sim, a festa é nossa, eu sou popular, eu ensaiei por anos varando a madrugada com chuva ou frio, com sono ou com fome coreografias, a comunidade que eu presencio anualmente gritando para dar ponto na harmonia, empolgadas para não comprometer a evolução, gastando dinheiro de passagem, lanche, água, tempo e desgaste físico com a promessa de ganhar a fantasia, será? Pois o prazo de trinta dias após o desfile é dado para a devolução da fantasia. Engraçado, a massa conhece as regras, conhece o samba enredo, e faz o tapete, mas me entristece porque é feito o tapete para os famosos pisarem, e nós aqui embaixo rindo e aceitando.
Acho que vou voltar para Intendente Magalhães, onde o carnaval é de verdade, as pessoas são de verdade e a festa realmente é popular.


Conceição Gomes - Jornalista e Redatora da Equipe
E aí?! - Fotógrafo Pedro Mattos
Por Conceição Gomes
Fazendo as últimas considerações sobre o carnaval, cheguei a um resultado positivo para os espectadores e profissionais do meio. Independente das notas dos jurados as agremiações proporcionaram um belo espetáculo, comprovou-se na avenida o grande número de profissionais qualificados que temos no segmento ARTE. O Sambódromo é a nossa Broadway, em Nova York é na Broadway que se reúnem os melhores profissionais em todos os segmentos artísticos do mundo, e não está resumido apenas em atores, bailarinos, cantores etc., neste quadro incluem-se também costureiras, carpinteiros, ferreiros, aderecistas, cenógrafos e etc.
Nestes tempos de crise é gratificante e esperançoso ter a certeza de que temos uma farta mão-de-obra qualificada, que a nossa capacidade de transformar o lixo em luxo, misturar mundos paralelos em uma realidade fictícia (Dom Quixote de Alexandre Louzada na Mocidade) e contar a nossa história usando e abusando de muita licença poética e religiosa é digno de muitos APLAUSOS.
Outro ponto que observei foi a cobertura de nossa imprensa. Temos um grande número de profissionais de segmentos diferentes e cada um no seu quadrado tentando obter o melhor ângulo de fotos, a melhor entrevista, a melhor imagem... #sóquenão. O que vimos foi muita gente dando ‘carteirada’ sem a menor qualificação, especulação de imagens para ganhar ‘views’ e muita entrevista sem conteúdo. Uma lástima! Mas, é claro, que entre estes ‘coleguinhas’ tinha também excelentes profissionais que fizeram um trabalho de qualidade, visualização e conteúdo de grande apuro e qualificação. O que me leva a um assunto muito abordado durante e pós-carnaval, a transmissão exclusiva da Rede GLOBO.
Em junho de 2015, no Carnavália-Sambacon realizado no Centro de Convenções SulAmérica, na Cidade Nova/RJ, durante uma mesa debatedora entre carnavalescos que reclamavam exatamente sobre isso, o Sr.Jorge Castanheira, presidente da LIESA, disse que estava disponível para uma conversação sobre o assunto (maiores detalhes sobre essa conversa releiam no texto “A Economia do Carnaval” postado em 09/07/15).
Bom, pelo o que aconteceu parece que as reclamações pararam por ali e nada foi feito. Pena, porque me parece ter uma solução fácil para esse entrave. A Globo tem sua grade e seus patrocinadores/anunciantes e quer adequar tudo a sua conveniência, hipocrisias a parte, comercialmente ela está certa. O Rio tem um canal estatal, que é a TV Brasil, antiga TVE (Canal 2), que fez a transmissão do desfile das Campeãs, a qualidade não é a mesma que a da TV Globo, isto é um fato incontestável, mas, e ao mesmo tempo, um fator que pode ser usado a favor ao direito de transmissão compartilhada. Seria uma transmissão sem dualidade entre as redes no quesito patrocínio/anunciante, a possibilidade de se transmitir o desfile na íntegra e o telespectador ganharia a opção de assistir pelo canal de sua preferência. Eu voto e torço para que LIESA/LIERJ/GLOBO/BRASIL/ESCOLAS/CARNAVALESCOS e quem mais puder intervir, percebam que é uma boa solução para todos que a TV Brasil transmita também os Desfiles Oficiais das Escolas de Samba em 2017.

Ah! E só pra fechar, outra observação que já tinha comentado em outro texto: Foi o ano do DOURADO, todas as escolas tinham alas ou setores inteiros dourados, aff!! O sooollll há de brilhar mais uma veezzz...  


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Iiihhh! Deu Ruim Malandro!

Bateram o martelo, abriram o (s) envelope (s) e ‘The Oscar go’s to... MANGUEIIIRRAAAA!’
Quase ganhei o bolão daqui da redação, acertei as seis agremiações que voltariam a desfilar nas Campeãs, só errei a ordem @#$%¨&*. Risos.
Percebemos alguns comentários nas redes sociais desfavoráveis aos resultados tanto no grupo Especial como na série A. Confesso que achei que a Viradouro fosse levar o campeonato da série A, mas... quem nos segue aqui e em nossa página do facebook deve lembrar de nossos comentários no texto postado em 21/01 sobre o ensaio técnico de 17/01 onde ali, já criamos uma grande expectativa sobre o enredo da Tuiuti, e no texto de 07/01 após o desfile elogiamos muito o carnavalesco Jack Vasconcelos pelo feito na avenida, e pelo jeito os julgadores acharam o mesmo. Porém, o que parece ter irritado/incomodado algumas pessoas foi a chuva de notas 10 que ela recebeu.  Gente, a verdade é que sempre vai ter os muito descontentes e os muito contentes com as notas dos jurados.
Enfim, parabenizamos a todas as Agremiações da série A e do Especial pelo belo trabalho que desenvolveram, foi um espetáculo bom de assistir. Mesmo rolando surpresas deliciosas (opinião única desta que vos escreve o restante da redação não concorda muito não, risos) como a pernada que Oyá passou no Malandro, foi uma disputa acirrada e bonita até chegar ao último quesito, ali Oyá soprou seus ventos e ganhou distância do Malandro. (Gargalhando, com todo respeito é claro!)
Bom, agora é esperar pelo próximo ano, e falando nisso, ficamos muuuiittoo (esse muito
com muitas vogais é por minha conta) contentes com a notícia de nossa amiga Pri Garcia, disse ela que o Bloco Conselho do Samba de São Paulo já tem um tema proposto para o carnaval 2017 – “Para Sempre Mangueira”. Uhuuu!!! (tímido pra não causar discórdias aqui na redação).
Aproveitamos também para parabenizar o nosso amigo, Zezzo Henze, carnavalesco da Unidos do Herval de Joaçaba – Santa Catarina, que foi a Vice-Campeã deste carnaval.
E o carnaval ainda não acabou galera, além do desfile das Campeãs ainda tem muito bloco pela cidade confira na nossa Agenda Personalizada de Blocos do RJ. E só pra provocar mais um pouquinho:


Quem me chamou? Mangueira
Chegou a hora, não dá mais pra segurar
Quem me chamou? Chamou pra sambar
Não mexe comigo, eu sou a menina de Oyá
Não mexe comigo, eu sou a menina de Oyá


sábado, 6 de fevereiro de 2016

Desfile / 1º Dia: Na Média / Saldo = 02 Penalizadas

Altay Veloso - O Alabê da Viradouro
Foto: Zequinha Santos
Como já tinha falado sobre o ensaio técnico, a Acadêmicos da Rocinha tinha uma árdua tarefa em se fazer entender com a escolha do enredo “Nova Roma é Brasil, Brasil é Rocinha”. Pois bem, que o carnavalesco Alex Oliveira me perdoe, mas... Nada fazia sentido pra mim, da comissão de frente ao samba de enredo, desejo profundamente que os julgadores o tenham entendido e o beneficie com boas notas, já que, 1 décimo já foi perdido pelo tempo estourado, uma lástima ter de serrar a estrutura do carro abre-alas que ficou enganchado na dispersão e provocou o atraso na saída da escola. Ao meu amigo/informante que estava na Sapucaí (ainda não posso revelar o nome dele, por enquanto é segredo), ao qual o chamarei de PA o parecer foi o mesmo, e nas fantasias, disse-me ele que faltou ‘apuro’.
Alegria da Zona Sul trouxe o enredo “Ogum”. Apesar do susto no início do desfile em que um destaque teve de subir no carro alegórico por escadas, a confusão ocasionou um enooorrrmmmee buraco no setor 1, logo a situação foi totalmente contornada, só não sabemos se foi antes da cabine de jurados. Chamou atenção, a mim e ao PA, as saias vazadas das baianas, nos pareceu que faltou tecido, porém, o samba, bomboouuuu!!
A ‘Palhaçada’ tomou conta da avenida com a Porto da Pedra. Homenageando o palhaço Carequinha, o carnavalesco Jaime Cezário coloriu a Marquês de Sapucaí. Duas coisas prenderam minha atenção e me encantaram: A fantasia da bateria de ‘Marcha Soldado’ foi uma super sacada; e as fantasias do 2º casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira – “Ladrão de Mulher e Mulher Roubada”, simplesmente fofa e MARAVILHOSA! Parabéns ao Jaime pela palheta de cores, todavia, meu amigo PA disse que ao vivo estas cores não surtiram o mesmo efeito da TV.
PA confidenciou-me que, se tivesse no prêmio Estandarte de Ouro a categoria ‘Ala da
Comissão de Frente da Santa Cruz
Foto: Zequinha Santos
Força’, esta seria para os empurradores de carro alegórico da Acadêmicos de Santa Cruz, ele contou que a alegria desses homens era tanta que emocionava a quem via a cena. Risos. Falando em emoção, confesso que me emocionei com a caracterização da Comissão de Frente, bem legal! Mas, parei por aqui, porque mesmo sabendo que o enredo ‘Diz Mata! Digo Verde. A Natureza Veste a Incerteza, e o Amanhã? (O clamor da floresta)’, não teria muita alternativa a não ser usar e abusar do verde achei a escola monocromática demais, mas valeu pela mensagem, a ordem é PRESERVAR! Ah! E a Santa Cruz, como a Rocinha, perderá também um décimo pelo tempo de desfile estourado.
Como tinha proferido sobre o ensaio técnico da Unidos do Viradouro, acho que os Deuses Africanos ficaram felizes com o enredo “O Alabê de Jerusalém: A Saga de Ogundana”. Foi tudo PERFEITO aos meus olhos, e aos olhos de PA também. Da Comissão de Frente ao último carro alegórico = LINDO. O samba e a bateria = FOD... Enfim, se os jurados concordarem comigo a Viradouro foi a campeã de sexta-feira.
Baianas da Império da Tijuca - Foto: Zequinha Santos
Já a Renascer de Jacarepaguá, sinto muitíssimo pela comunidade e torcida da agremiação, mas... A única coisa que salvou foi a ala de saquinhos de Cosme & Damião, e o refrão do samba. O enredo “Ibejis - Nas brincadeiras de criança: Os orixás que viraram santos no Brasil...” não ‘caminhou’, não ‘deslanchou’. PA ainda me contou que os carros alegóricos quase não entraram na avenida, a cada um que vinha era um parto pra entrar. Bom, como dizia um pai-de-santo que conheci: “Se fizer trato com Ibeji e não cumprir, prepare-se é tiro, porrada e bomba, nada dá certo!” Risos.

Pra fechar a primeira noite de desfiles, veio a Império da Tijuca homenageando o ator José Wilker. Até agora não sei o que escrever para não parecer tão desagradável... Enfim, dois pontos altos no desfile da Império da Tijuca, o primeiro é destaque meu, e o segundo é do PA: Fantasia das Baianas “Damas do Teatro Mambembe”, as baianas mais luxuosas e interessantes da noite; e a maquiagem da Comissão de Frente produzida pela Nega Chic Produções.


E por enquanto, é só amiguinhos!


quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Ensaio Técnico - 23 e 24 de Janeiro

Sei que o título acima induz ao assunto carnaval, mas, antes de começar relatar o que vi neste fim de semana, preciso dizer duas coisas que aconteceram e achei ‘bafo’.
1º - O que foram os beijos dos meninos e das meninas no programa ‘Amor & Sexo’ da Fernanda Lima no sábado? LACROU!
2º - Uma integrante da Fan Page do Musical O Beijo No Asfalto,  https://www.facebook.com/obeijonoasfaltoomusical/?fref=ts entrou em contato conosco, lá do Paraná, pedindo se poderíamos publicar a apresentação e o discurso do ator, Claudio Lins, no Prêmio Cesgranrio de Teatro. Como já tínhamos editado o nosso vídeo, enviamos o material bruto da indicação para eles. Divulgaram e nos deram o devido crédito. Nada demais, né? Não... Muito Demais! Significa que esse país ainda tem jeito, ainda tem gente correta por aí. Valeu Priscila Trigo Martins!!!

1º Casal do Império Serrano - Raphaela Caboclo e Feliciano Jr
Foto: Cristiane Moraes
Agora sim, vamos ao finde carnavalesco. Confesso que um leve resfriado e o cansaço me impediram de ir à Sapucaí no sábado, mas o nosso querido Colaborador/Assessor de Imprensa/Estagiário de Jornalismo (e etc. e tal, risos), Phill Araújo, nos enviou suas impressões sobre o ensaio da Acadêmicos do Cubango; do Império Serrano e da Unidos de Padre Miguel.

Por Phill Araújo
“Noite de muita alegria e emoção. Sábado (23/01) foi uma noite de grande espetáculo... as três agremiações mostraram que vem com tudo . O ensaio técnico foi aberto pela Cubango com enredo: “UM BANHO DE MAR À FANTASIA”, a escola veio tecnicamente bem. O ponto máximo do desfile da Cubango foi a comissão de frente que deu um show de evolução e trabalho bem executado, e, como sempre o carinho e alegria do carnavalesco Cid Carvalho.
O Império Serrano veio com o enredo: “Silas Canta Serrinha”, a escola que tem como tradição a sua comunidade, pois a mesma fez valer essa tradição, veio pra Sapucaí com força total, mas deve observar seu canto, a escola deixou a desejar no quesito canto. O ponto máximo foi a ótima evolução do primeiro casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira (Feliciano Jr. e Raphaela Caboclo), e o carisma da Rainha de Bateria, Patrícia Chélida.
Unidos de Padre Miguel - Foto: Cristiane Moraes
Terminando a noite, a Unidos de Padre Miguel entrou na Sapucaí com força total, trazendo o enredo “O Quinto dos Infernos”, critica ao atual panorama político do país, onde a impunidade e a corrupção fazem mestrado e doutorado, sendo que o pré-escolar vem desde o Brasil - Colônia. Fez um ensaio digno de especial. A bateria do mestre Dinho como sempre, arrasou. Ponto a se observar é a saída da bateria do primeiro recuo, no ensaio criou-se um buraco. A escola veio forte, com bom canto, evolução maravilhosa e com várias alas coreografadas.”

Obrigado Phill!
Pelo seu texto parece que o sábado foi super tranqüilo, já no domingo... A segurança da

Abre Alas da Viradouro - Fotógrafo Pedro Mattos

Sapucaí estava barrando todo mundo, vários coleguinhas sofreram para entrar, e alguns não conseguiram. Diziam que o número elevado de credenciais falsas motivou algumas agremiações a reclamarem com a organização dos ensaios técnicos da Sapucaí, alegaram que o grande número de pessoas na pista estava atrapalhando os ensaios. Isso realmente é uma verdade, mas não motivo bastante para a Unidos da Tijuca atrasar seu ensaio por 01 hora e 10 minutos, a diretoria avisou pelo alto falante que não entraria enquanto tivesse pessoas na pista, inclusive, a Imprensa... Bom, entre mortos e feridos, salvaram-se todos!
O vermelho e branco da Unidos do Viradouro, pisou na avenida com força total, trazendo o enredo “O Alabê de Jerusalém: A Saga de Ogundana”. 
Abre parênteses. Lembro-me de ter assistido a esta Ópera no Theatro Municipal em 2005/06, não sei exatamente a data, mas lembro de ter saído de lá extasiada e apaixonada por Altay Veloso, musicista, compositor e cantor de uma sintonia tão fina, que é um absurdo ele não prover do mesmo prestígio e reconhecimento público de um Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque e tantos outros grandes nomes da MPB, pelo menos fora do país ele têm esse merecido reconhecimento. Fecha parênteses.
Voltando ao enredo em questão, é um tema extenso, pela trajetória cigana e andarilha de Alabê, sua história perpassa por muitas cidades e contracena com muitos personagens diferentes, mas acredito que o carnavalesco Max Lopes consiga desenvolver esse enredo de forma enxuta e clara tanto para o público como para os jurados. Aos deuses africanos parece que Max e a Viradouro já agradou, durante a apresentação do casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira (Marquinhos e Giovanna) passou sobre eles uma revoada de pássaros em forma de V, foi arrepiante! Acho que dá pra ver no nosso vídeo.
Haroldo Costa - Fotógrafo Pedro Mattos
Em seguida, quer dizer, muito tempo depois, veio a Unidos da Tijuca, com o enredo "Semeando Sorriso, a Tijuca festeja o solo sagrado", e foram muitos sorrisos, muito canto (o samba na ponta da língua) e muito samba no pé. Tijuca passou tecnicamente perfeita, o ator, escritor, produtor, sambista (e muito mais) Haroldo Costa, disse que o ensaio da Tijuca foi praticamente oficial, e que, se no desfile oficial ela repetir o mesmo feito ‘Vai dar trabalho!’ (sic)
Quem estava se acabando na ala de passistas na Tijuca, era Lucinha Nobre, parece que a irmã do cantor, Dudu Nobre, desistiu de ser porta-bandeira mesmo e caiu no samba como passista, é isso aí Lucinha, é vida que segue!
Falando em Lucinha Nobre, lembrei da Mocidade (última escola em que ela participou como porta-bandeira). O nosso Produtor Artístico, Rogério Madruga, estava comentando que este ano com a queda da torre de TV (aquilo era um desespero pra águia da Portela) a Mocidade, Portela e Beija-Flor virão com esculturas acima dos 12 metros, antes esta proeza só era possível em São Paulo, agora o Rio também contemplará essas esculturas enooorrmmeesss, dizem que o ‘Gulliver’ (alegoria da Portela) vem com 15 metros de altura. Seguindo o papo com o Rogério, ele me confidenciou que o estilista Henrique Filho (que, aliás, assina as fantasias de Sabrina Sato este ano, tanto no Rio como em São Paulo) criou uma ‘paradise’, se voce não sabe do que se trata... eu também não! (Risos). Rogério me explicou que a ‘ave do paraíso’ está em extinção, como se trata de uma ave com um mosaico das mais variadas, cores e nuances, formas e plumagens, imaginem o poder dessa plumagem no carnaval, enfim, está em extinção, logo, não se encontra para comprar, o Henrique então inventou sua própria ‘paradise’, espero poder ser apresentada a tal e quem sabe consigo fotografar para mostrar a vocês depois.
Comissão de Frente do Salgueiro - Fotógrafo Pedro Mattos
Terminando a noite de domingo, o Salgueiro botou os Malandros pra dançar, com o enredo “A Ópera dos Malandros” e todo mundo sambou, foi babadooo! Renato e Márcia Lage inspiraram-se na “A Ópera do Malandro” de Chico Buarque, e livremente construíram esse enredo pro Salgueiro. Sem palavras pra descrever a energia dos componentes e da bateria furiosa. E sua rainha, Viviane Araújo, como sempre arrasou em carisma e samba no pé. O que era Carlinhos do Salgueiro e sua
Viviane Araújo
Fotógrafo Pedro Mattos
ala de maculelê??? Fecharam a Sapucaí. Mas, como diz na sinopse do enredo: ‘Pois, a cada carnaval, ele renasce no coração de todo bamba. Afinal, malandro que é malandro 
nunca sai de cena…Vira samba!’

E foi isso meu povo, até a próxima e não deixem de assistir o vídeo no nosso canal do youtube https://youtu.be/Bxcby7JM-18