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quinta-feira, 23 de julho de 2026

Dijon Muse – Tim-Tim – Bisehetkon!

 Por Rogério Madruga

Fotos by Alan Motta

Jehane Saade e Rogério Madruga

No espoucar da rolha do espumante, borbulhas esfuziantes transbordam das taças cheias de líquido dourado, se espalhando pelo salão apinhado de risos e cochichos… o alarido dos felizes convidados a um momento mais-que-perfeito, melhor, especial para a sociedade carioca e brasileira.

 

A velha Saara, berço de libaneses, sírios, árabes e tantas culturas, onde mercadorias eram oferecidas em tendas e “nos lojinhas” foi palco do relançamento com estilo e empreendedorismo da marca DIJON e, creia, em um prédio chamado Monte Líbano construído por um antepassado dos Saade. Coincidência? Em negócios existem conexões e parcerias. Olho vivo que cavalo não desce escada, citando outro descendente de libaneses, o Sued, sim, o colunista Ibrahim.

 

Capitaneada por Jehane Saade, guardiã e sobrinha do legado do visionário empresário Humberto Saade, a marca DIJON faz sua reentré no mercado do bom gosto, da sofisticação e da exclusividade… The First Brazilian Luxury Cultural Maison uma plataforma internacional multivertical de luxo cultural, abrangendo todas as áreas do glam world business.

 

Jehane, aliás, é uma locomotiva de desejos e sensações… cantora, artista, empresária que sabe exatamente onde quer chegar.  Sorriso, carisma, contato e tato social arrojadas ela transita pelo salões entre borbulhas douradas e reúne ao seu redor artistas, empresários e empreendedores, visando aliar sustentabilidade, arte e luxo nos moldes do futuro.

 

Humberto Saade, o Midas empresarial carioca lança a DIJON no final dos anos 1970 e já atrela a marca ao nome da estonteante Beth Faria, sucesso televisivo de então. Visionário, nos anos 1980, Saade e Luiza Brunet eram figurinha certa nas páginas das revistas e outdoors. O jeanswear se torna febre e a marca invade a Big Apple. Mantendo a linha de starlets à frente das campanhas, Saade traz a bela Monique Evans para ser o novo rosto da marca, sendo seguida pela não menos espetacular Vanessa de Oliveira, consolidando a marca com os padrões de glam e status e lança uma extensa linha de produtos, símbolos de uma sociedade efervescente, na capital cultural brasileira, meca vanguardista da moda e do estilo. E esses conceitos foram absolutos em Saade que torna-se o capo, o leão dourado e a DIJON como espelho do desejo e do bom gosto….


E eu que de bobo nada tenho, lá estava, com meu bom e cheio flûte de espumante DIJON Muse, claro, entre solos de violino… clássicos como Con Te Partiró, dançarina do ventre a todos prendendo nos seus movimentos sexy, Octavio Lello, artista do stand up comedy e chocolatier, criador da deliciosa bundadolello (calma. É um chocolate. Amo), políticos e empresários, como Angélica França, da CYA Transportes e Renata Ibiapina, do Portal Confraria Brasil… qua amaram minha bolsa rosa, o belo modelo Jair Lanzellotti e seus profundos olhos claros, contemporâneo de Miss Evans. Aliás, ele me contou histórias incríveis sobre sua família e trajetória que já é pauta para outra coluna. E em meio a isso tudo, a fulgurante e maravilhosa Jehane Saade que me segredou, à boca miúda (ihhhhh… contando… ah, as borbulhas.. me perco …) que a marca retorna plena e o lançamento do Espumante Muse é só o pontapé inicial. Parcerias, novidades, chiques e muito muito glamour confesso que estou ansioso pelas passarelas e pelo baile… aquele… do Champagne, com direito à liteiras douradas, personalidades, e muitas borbulhas borbulhantes … lembrou? Não!

 

Mais uma vez, citando Ibrahim Sued, o colunista das estrelas … ademã, que eu vou em frente. Quer mais? Só acompanhar aqui no Blog E AI!?!

 

Borbulhas douradas…

Shukram, Jehane!




quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Tradição e Ancestralidade Resiste e Existe na Pedra do Sal

 Exposição permanente ȮKAN MIMȮ do artista plástico, Fábio Seabra, na Casa Omolokum da Chef Leila Leão, um espaço em que o visitante pode experienciar gastronomia, literatura e arte ancestral.

Por Conceição Gomes

Foto: Acervo Pessoal

Pedra do Sal, local histórico e cultural na parte central do Rio de Janeiro chamado de ‘Pequena África’. Antes nominado como Pedra da Prainha passou a ser conhecido como Pedra do Sal, porque o sal que chegava ao porto era descarregado ali pelos escravizados no século XIX.

E neste local de pura resistência cultural e religiosa, na Rua Tia Ciata, fica o quilombo Casa Omolokum. Sim, quilombo. Pois, onde a valorização e tradição das culturas, religião e culinária ancestral são mantidas com axé, arte e sinergia é sim um quilombo em seu mais puro e simples significado.

A Chef Leila Leão utiliza dois dos aspectos principais da gastronomia – Culinária + Cultura e História – para entregar e proporcionar aos visitantes uma experiência sensorial com a ancestralidade afro-brasileira, os pratos servidos são uma releitura da comida de terreiro.

Fábio Seabra
Foto: Acervo Pessoal
Além da gastronomia o visitante tem a oportunidade também de visitar a livraria que existe no mesmo espaço, e as obras de Fábio Seabra -   o artista usa como técnica o grafismo digital – dando cores, sugerindo interpretações subjetivas e construindo uma visão antirracista sobre tudo que foi e é relacionado diretamente ao povo negro em diáspora no Brasil. Estão expostas obras das cinco coleções do artista plástico: Lewá Mimò; Ebun Mimò; Urban Arts Mimò; Imolé Mimò e Agabara Mimò.

As obras de Fábio Seabra têm como objetivos promover uma autorreflexão sobre os pré-conceitos instituídos na sociedade acerca de cultura e religiosidade afro-brasileira. Promulgar o entendimento das diferentes raízes africanas que em diáspora agregado à costumes, culturas e religiosidades dos povos originários e cristãos europeus tornou-se cultura e religião no Brasil.

Sem dúvida um passeio gastronômico e cultural indispensável, e uma dica de quem ficou maravilhada com o espaço, eu mesma: Não deixem de saborear o espumante de caju, é simplesmente uma de-lí-cia!









Serviço

De sexta a domingo

Das 13 às 18h

Rua Tia Ciata, 51 – Pedra do Sal – Saúde - RJ

Reservas até às quintas-feiras pelo Instagram https://www.instagram.com/casaomolokum/

 

quarta-feira, 30 de abril de 2025

Comprem suas passagens que a LOCOMOTIVA já vai partir!

 por Redação

No domingo último – 27 de abril – a mais nova escola de samba carioca abriu as portas de sua sede na Gamboa - Pequena África, para sua primeira Feijoada de São Jorge.

A Acadêmicos da Avenida Brasil é uma união de amigos e velhos parceiros de carnaval que se propõem a homenagear os condutores de transporte público. O nome e a homenagem chamaram nossa atenção e por isso fomos em busca de maiores informações.

Segundo, Célio Santos - Presidente da agremiação, em conversas com o Presidente de Honra – Antônio Marcos Teles, o Tê, o assunto mobilidade urbana estava sempre em pauta nas conversas deles, como a população carioca se locomove e utiliza os transportes públicos.

E começaram a lembrar e pesquisar de como foi a evolução da mobilidade dos transportes públicos, por estradas e linhas férreas. Esse papo foi parar lá em 30 de abril de 1854, há exatos 171 anos atrás, quando circulou pela primeira vez a primeira locomotiva brasileira na Estrada de Ferro Petrópolis num trecho entre Mauá e Fragoso, fundada por Irineu Evangelista de Sousa, o Visconde e Barão de Mauá.

A Estação Barão de Mauá (também chamada Estação Leopoldina) foi inaugurada em 6 de novembro de 1926 pela Estrada de Ferro Leopoldina, no Rio de Janeiro. A linha que unia a Zona Central do Rio de Janeiro a Petrópolis e a Três Rios desde sua inauguração até a primeira metade da década de 1980.

A estação deixou de ser utilizada definitivamente para embarque de passageiros no início do século XXI (2001), com todos os passageiros sendo transferidos para a Estação Dom Pedro II (atual Central do Brasil), da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil.

Refletindo nessas idas e vindas do trabalhador carioca no balançar preguiçoso dos trens concluíram por fim, que a locomotiva seria o melhor ícone e símbolo da agremiação. Pensando nos 58 quilômetros de extensão da Avenida Brasil passando por 27 bairros da cidade, surge a ideia e desejo de homenagear todos os condutores e passageiros que atravessam a região metropolitana através do transporte público seja para trabalhar, estudar ou lazer.

E assim nasceu o Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos da Avenida Brasil, com as cores verde, amarelo-ouro e branca, tendo como padroeiro São Cristóvão que segundo em sua história católica conta que ele passava os dias ajudando pessoas a atravessarem um perigoso rio, e como falamos de um legado cultural fundado por afro-brasileiros, o padroeiro sincrético pela Umbanda à São Cristóvão é o Orixá Xangô.

Uma bela história, sem dúvida, e arrisco a dizer que a Avenida Brasil fará bastante barulho em sua estreia no Carnaval 2026 pelo grupo de Avaliação na Intendente Magalhães, seja pelo calor da Bateria Locomotiva do Samba, seja pelo enredo GENTILEZA GERA PERFEIÇÃO, VIOLÊNCIA NÃO!

O carnavalesco Bira Dance pretende desenvolver esse enredo tomando como base a ação de José Datrino – o Profeta Gentileza, que escreveu pelos muros da cidade, principalmente nas colunas do antigo viaduto em torno da Rodoviária Novo Rio, frases motivacionais em que a gentileza era o sentimento e atitude necessária para o bem viver social.

Sem ser um enredo biográfico, Bira promete provocar e chamar o público para a reflexão sobre as violências contra idosos. Lembrar que somos o país que mais mata LGBTQIAPN+. Que mesmo com direitos assegurados em Constituição os PCD’s não os têm de fato. E ainda tem o feminicídio, a intolerância e o racismo religioso.

Ou seja, nos últimos anos o verbo incluir tem ganhado promoção, no entanto, seu significado não condiz com a realidade. E todas essas mazelas do mundo moderno poderiam ser amenizadas com uma ação, atitude, sentimento simples que há muito anda esquecido – a gentileza.

Gentileza gera perfeição e a violência não tem lugar em um mundo ideal. A Avenida Brasil vem enaltecer e rememorar esse sentimento acolhedor, respeitoso e inclusivo.

Toda ação provoca uma reação igual ou contrária, assim sendo: Gentileza gera Gentileza, que venha Avenida Brasil estaremos ansiosos aguardando por este desfile. Axé!!

   

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

Festa Boa e um Ano Novo Feliz!

 



Mais um ano que vai e outro chegando ... o finalzinho deste tem um sabor diferente para nós. Dia 27 agora completaremos 10 anos de existência, dez anos de tentativas, erros e acertos, sempre tendo vocês como aliados, parceiros e incentivadores.

O nosso muito OBRIGADO e que venham mais dez anos de troca de saberes e informações, mais dez anos de ARTE+CULTURA+EDUCAÇÃO. 

GRATIDÃO!!!

Feliz Natal e um excelente 2025 para todxs nós!

sexta-feira, 17 de novembro de 2023

Novos Imortais na Academia Brasileira de Cultura

 Por Redação

Fotos Fábio Seabra

Na terça-feira última (14/11) foi realizada a cerimônia de posse como imortais treze novos membros na Academia Brasileira de Cultura (ABC) da Fundação Cesgranrio, no casarão da Fundação no Rio Comprido – RJ.

A ABC, presidida pelo Professor Carlos Alberto Serpa, nasceu em 2021 para fortalecer o setor cultural do país, unindo personalidades de várias áreas artísticas com o objetivo maior de promover o pensamento crítico e a defesa das artes, e da valorização da memória cultural brasileira.

O E aí presenciou tudo pelos olhos de Paulo Alcantara, Rogério Madruga e Fábio Seabra, e sobrou para mim (Conceição Gomes), a única que não pode comparecer, relatar as impressões deles. Estranho? Não! Pensamos que a conversa coletiva abre as mentes, e permite ver o mesmo assunto de pontos de vista diversos, e quem não estava presente assume a mesma posição que você, leitor, absorver a informação e vislumbrar o ato sem a emoção que pode inviabilizar a imparcialidade do fato.

Sonia Guajajara
Esse olhar individual, porém, coletivo, permitiu testemunhar o Brasil possível dos nossos sonhos impossíveis, onde duas representantes dos povos originários reconhecidas pelo Estado como Ministra dos Povos Indígenas e Secretária de Articulação e Promoção de Direitos Indígenas (Seart), Sonia Guajajara e Juma Xipaia, respectivamente, tornar-se imortais.

Liniker e Professor Serpa
A constatação de que rótulos não são critérios para competência, talento e sabedoria – Liniker – os nossos mais calorosos aplausos para você! Uma artista multitalentosa e necessária. Luana Xavier, representatividade firmada e afirmada das religiões afro-brasileiras – Eparrey! Salve Boiadeiro!

E ainda (e contando) a presença da Ministra da Cultura, Margareth Menezes, da escritora Conceição Evaristo, de Alcione, Daniela Mercury, Glória Pires, Vanessa Giácomo, Viviane Mosé, José Luiz Ribeiro e Antenor Neto.

Novos membros da ABC com o Secretário
de Cultura da Cesgranrio, Leandro Bellini
Como disse Rogério Madruga, era o retrato do DNA do Brasil – multicolorido, diverso, plural, incluso – humano. Fábio Seabra ficou com as palavras da Ministra Sonia Guajajara repetindo na cabeça como em um loop infinito – “Além de fazer o reflorestamento precisamos fazer o ‘reflorestamente’, reflorestar, tornar a nossa mente mais saudável.”

Professor Serpa, Daniela Mercury e a
Ministra da Cultura Margareth Menezes
Paulo Alcantara se ligou no que disse Glória Pires, que “lutará para que os veículos de comunicação, mais precisamente as TVs, repassem os direitos autorais de imagem das reprises, essa remuneração ajudaria a muitos artistas que não estão atuando.” Eu que adoro o canal VIVA que tem em maioria na sua grade as reapresentações, vejo alguns artistas que simplesmente sumiram da grande mídia e acho que esse pagamento seria muito justo.

Por fim, foi uma noite memorável de inclusão, reparação, uma ode à CULTURA!

Axé! Evoé! Taupéicha! Amém!

domingo, 12 de novembro de 2023

“Tenho Fé” estreia nos cinemas dia 23 de novembro, no Mês da Consciência Negra

O documentário destaca artistas que celebram os Orixás e a ancestralidade em suas obras, além de reforçar a importância de se combater o racismo religioso

Por Assessoria

Foto: Alex Ribeiro
Arte: Lee Swain
A potência da presença afro-brasileira na criação artística do país é celebrada no documentário “Tenho Fé”, de Rian Córdova, que estreia no dia 23 de novembro, no mês da Consciência Negra. Produzido pela Pixys Produções e Lira Filmes (a mesma do premiado “Levante”), o documentário - que foi apresentado na 47º Mostra Internacional de Cinema de SP - acompanha a jornada de artistas que celebram os orixás e a ancestralidade em suas obras, a fim de propor uma reflexão sobre o universo de culturas afro-diaspóricas. Os temas transitam entre o sagrado e o ancestral, pondo em emergência cotidiana no combate ao racismo e à intolerância religiosa. Com uma linguagem direta e simples, a produção é indicada para todos os públicos, independentemente de suas crenças. Assista ao trailer neste link.

Artistas e Personagens

De antropólogos, historiadores, profissionais do carnaval até sacerdotes, as encruzilhadas artísticas apresentam um amplo panorama da chamada “arte afro-brasileira”. Entre um vasto acervo de criadores e estudiosos, participam no documentário: o historiador Luiz Antônio Simas; os carnavalescos da GRES Grande Rio Leonardo Bora e Gabriel Haddad; a cantora Rita Benneditto; o dramaturgo Rodrigo França; o autor de quadrinhos Hugo Canuto; o estilista Beto Neves; o antropólogo e Babalorixá Rodney William; os professores e doutores Babalawò Ivanir dos Santos e Helena Theodoro; entre outros artistas.  As câmeras passeiam por palcos de teatros, shows, desfiles de moda, convenções de quadrinhos e até festas populares, como as festas de São Jorge e Iemanjá. O objetivo é entender de forma descomplicada a mitologia dos Orixás e, sobretudo, compreender questões que nos motivam, nos angustiam e nos movem.

Henrique Vieira
Foto Chico Cerchiaro
“O racismo mata em vida. E o racismo mata a vida” - Pastor Henrique Vieira

“Eu acredito cada vez mais em ancestralidade, e ancestralidade pra mim tem um nome:  orixá” - Rodrigo França

Hugo Canuto
Foto Divulgação
“É realmente desconstruir os preconceitos. Ou criar novas perspectivas, novos olhares sobre os orixás, sobre essa herança espiritual cultural africana, e principalmente honrar“  - Hugo Canuto

“A escravidão nos arrancou a realeza, mas os orixás nos devolveram” - Rodney William

Rita Benneditto
Foto Rogério Von Kruger
“Quero tentar com o meu trabalho que as pessoas realmente tenham consciência do que são” - Rita Benneditto

Inspiração e Motivação

Rian Córdova
“O filme é uma grande interseção de talentos artísticos. Nossas câmeras acompanharam a jornada de artistas movidos pela fé nos orixás e pela ancestralidade. Visitamos do desfile icônico de Exu da GRES Grande Rio até a presença de Orixás como heróis em convenções de HQs, para entender a importância da contribuição afro-brasileira na formação da identidade nacional. O filme é sobretudo, um manifesto contra o racismo religioso.” - afirma o diretor Rian Córdova. 

“Como mulher de terreiro, preta e periférica digo: ´Sinto, logo sou!´. O filme, Tenho Fé, proporcionou a representatividade explícita de minha vida sagrada como sempre sonhei. Nós falando de, e, sobre nós. Motumbá!” – diz Conceição Gomes, Curadoria de Conteúdo. 

Direção, Produção e Distribuição

O diretor, Rian Córdova, tem interesse especial em projetos ligados à representatividade e aos direitos humanos. Ele assinou a direção e o roteiro junto do também diretor e roteirista, Leonardo Menezes, o filme “Luana Muniz - Filha da Lua”, vencedor do Prêmio de Melhor Filme pela Escolha do Público no Mix Brasil 2017, Melhor Longa no Festival de Gênero e Sexualidade do Rio no Cinema 2017 e Melhor Longa para Documentário no DIGO 2018 (Goiás). E “Lorna Washington - Sobrevivendo a Supostas Perdas”, que ganhou Menção Honrosa no Festival de Gênero e Sexualidade do Rio no Cinema 2016 e foi selecionado para representar o Brasil como melhor DOC no Festival Internacional de Viña Del Mar 2017 - Lorna Washington que nos deixou recentemente.

A Pixys Produções Artísticas é uma produtora e distribuidora independente sediada em São Paulo. Atua em parceria com a Lira Filmes na distribuição, tendo lançado as obras O VERDE ESTÁ DO OUTRO LADO, de Daniel Rúbio, SEFARAD, de Luis Isamel, FAZ SOL LÁ SIM, de Claufe Rodrigues, DANÇAS NEGRAS, de João Nascimento e Firmino Pitanga, MENÁGE, de Luan Cardoso e O CIRCO VOLTOU de Paulo Caldas. Para 2023 prepara o lançamento das obras LO QUE QUEDA EM EL CAMIÑO e LUIS CARLINI – GUITARRISTA DE ROCK, de Luiz Carlos Lucena.

Desde 2011, a Lira Filmes, fundada por Juliana Lira, opera como Produtora Audiovisual em São Paulo. A partir de 2018, ampliou sua atuação ao tornar-se uma distribuidora independente com a chegada de Roberto Gonçalves de Lima. Seu primeiro lançamento comercial ocorreu em 2018 com o filme "Saudade", dirigido por Paulo Caldas.

Serviço

TENHO FÉ – estreia 23 de novembro nas salas:

São Paulo - Espaço Itaú de Cinema - Frei Caneca e Cine Marquise

Rio de Janeiro - Espaço Itaú de Cinema - Botafogo

Porto Alegre - Espaço de Cinema Bourbon Country

Salvador - Circuito Sala de Arte – CineMAM e Cine Glauber Rocha

Brasília - Espaço Itaú de Cinema Brasília

Palmas - Cine Cultura – Fundação Cultural de Palmas

Poços de Caldas - Cine Ultravisão

Manaus - Casarão de Ideias

Ficha Técnica:

Produção Executiva: Rian Córdova, Juliana Lira e Roberto Gonçalves de Lima

Direção: Rian Córdova 

Roteiro: Rian Córdova

Montagem: Luísa Breda  

Direção de Fotografia: Alan Motta

Coordenação de Conteúdo e Produção: Conceição Gomes 

Motion Arts: Moreno Muniz

Produção: Pixys e Lira Filmes

Distribuição: Pixys e Lira Filmes

Duração: 80min

Faixa Indicativa: 12 anos

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=icd3RIgPx6A

Informações para a imprensa:

Andrea Pessôa - (21) 99155-1222 andreaccpessoa@gmail.com

Ana Fernandes - (21)  99979-6846 anacarolinafl82@gmail.com

terça-feira, 17 de outubro de 2023

A impactante apresentação do 1º episódio da série “Resistência Negra” na 25ª edição do Festival do Rio

Por Reposted da ASCOM

Fotos Rozangela Silva

Nem a noite chuvosa de sexta-feira (13) foi barreira para lotar o Cine Odeon, no Centro (RJ) para avant première de "Resistência Negra", sessão especial para convidados, do 1º episódio da série Resistência Negra, no Festival do Rio, série que o Globoplay prepara para estrear em novembro.

Com cinco episódios, apresentada por Djonga e Larissa Luz, sobre movimento negro. O objetivo da série é narrar a história dos movimentos negros no país. Com direção geral é Mayara Aguiar, o projeto foi idealizado e levado à plataforma de streaming da Globo por Ivanir dos Santos - Babalawô, Prof, Pós-Doutor do Programa de pós-graduação em História Comparada da UFRJ e fundador do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP). Ivanir, atuante há mais de 40 anos em prol das liberdades, dos direitos humanos, das pluralidades contra o racismo e a intolerância religiosa

 

Carregada de simbolismos, coincidência ou não, a exibição na data de ontem é alusiva ao nascimento do Teatro Experimental do Negro. O TEN nasceu em 13 de outubro de 1944, no Rio de Janeiro, como um projeto idealizado por Abdias Nascimento (1914-2011), com a proposta de abrir novos caminhos para pessoas negras nas artes cênicas e na sociedade brasileira. Buscando assim reabilitar e valorizar a identidade, a cultura e a diversidade da população afro-brasileiro. Além de ser um movimento artístico, o TEN também foi um movimento político e social que buscou centralizar as questões negras como foco principal. Mostrando que é possível fazer da arte um ato de reivindicações e lutas por igualdade e equidade.

 

Chico Regueira e
Ivanir dos Santos
A produção documental, lançada quase oito décadas depois, poderá ser uma das janelas para que outras versões da história das resistências cotidianas. “Esse momento é um passo importante para a nossa comunidade, afinal, você tira o negro da subalternidade e marginalidade como é notoriamente visto e traça a história da luta negra no Brasil, porém, com foco na resistência política, onde conta as históricas que criaram o “aquilombamento”. A série apresenta a base para os outros quatro episódios, fazendo um paralelo de cultura, trabalho, política, religião e educação do ponto de vista negro, enquanto entendemos a história dos movimentos negros no país”, defendeu Ivanir dos Santos.

Para Larissa, grande representante da música negra contemporânea da Bahia e umas das vozes que conduzem a história da série – “Temos que entender sobre a nossa ancestralidade, quais os personagens que fizeram a história, que abriram e construíram espaço para estarmos aqui e agora”.


Todos os envolvidos foram reverenciados no palco antes da exibição: arte, edição, diretores, figurinos, entre outros. Das muitas falas emocionadas, Larissa Luz deu uma quebrada ao soltar a voz com o refrão: “...Sou Zezé, sou Leci, Mercedes Baptista, Ednanci, Aída, Ciata, Quelé, Mãe Beata e Aracy. Pele preta nessa terra. É bandeira de guerra porque eu vi. Se é Conceição ou Dandara. Pra matar preconceito, eu renasci...”, música: “Pra Matar Preconceito” (de Raul Di Caprio e Manu da Cuíca), nessa hora, um único coro tomou conta do teatro.

 

Ivanir abordou que “Resistência Negra” é uma mistura e fez um comparativo - “Basta lembrar do filme ‘Faça a Coisa Certa’, do Spike Lee, a frase do Djonga ‘Fogo nos Racistas” e com Buena Vista Social Club”. Um elo interessante sobre a obra-prima de Spike Lee, que consegue levantar questões complexas sem maniqueísmos, entre a contemporaneidade no célebre trecho da música ‘Olho de Tigre’, de autoria do rapper mineiro com os veteranos músicos, formado nos anos 90 em Cuba.

 

"Que honra ser uma trabalhadora operária desse momento tão importante no audiovisual e sociedade brasileira", declarou Samantha Almeida, diretora de Diversidade e Inovação em Conteúdo.

Larissa Luz, Ivanir dos Santos e
Mayara Aguiar
Recheado de emoção, ao fim da exibição, uma surpresa para o grande público: um mini documentário em homenagem à Abdias Nascimento, que abre com uma declamação de “Padê de Exu Libertador”, poema de Abdias, tendo em seguida os bastidores do processo de suas expressões artísticas do militante negro. Mergulhando na obra do baluarte e Emerson Rocha, em uma mostra do conceito de sankofa, uma conexão entre o futuro com o passado. As telas de Abdias estão na abertura da série, transbordando de cores, muitas referências ancestrais e espirituais.

Dos muitos convidados, Claudia Vitalino, atuante do Movimento Negro e Mulheres Negras, Joel da Educafro, Patrícia Rodrigues - coordenadora do projeto "Casa da Mulher Sambista", Pollyne Avelino, do expressivo movimento Wakanda in Madureira, Erick Bretas (TV Globo), Tânia Amorim - umas das idealizadoras do documentário sobre Bangbala "Que eu Receba Riqueza”, Paulo Lins, escritor e roteirista, Deputada Martha Rocha, Luiz Fernando Nery (Petrobrás), Ele Semog (CEAP), Natanael Firmino - PCdoB RJ, Lua Miranda, Elisa Larkin Nascimento (viúva de Abdias Nascimento), entre outras diversas referências negras.

 

Dom Filó, jornalista, produtor e documentarista, alega - “Esse trabalho, resistência é memória, faz com que nossa história seja contada e feita por nós, isso é fundamental”.

 

“Essa série é fruto de muito trabalho, de muita pesquisa e estudo. De um desejo muito grande de contar essa história, que as pessoas conheçam essa história”, declarou a roteirista Mariana Jaspe. Devidamente corroborado por Rafael Dragaud (TV Globo) - “Eu acho que a gente não tem a menor ideia de onde essa mensagem pode chegar, principalmente porque ela está chegando agora, finalmente, para o público que foi destinada”.

 

Lideranças Negras
Uma palinha do “Resistência Negra”, foi apresentado, os outros episódios serão exibidos no Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro, no Globoplay. Vale conferir, certo que será de grande validade histórica. "Hoje, as narrativas negras têm ressoado, mas nossos passos vêm de longe, há uma história que não foi contada sobre nós mesmos. São construções ricas e conscientes", defendeu o Prof. Ivanir dos Santos, que é também interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e Membro da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN).