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segunda-feira, 2 de outubro de 2023

Ancestralidade, Espiritualidade e Arte

Por Fábio Seabra

 

Foto: Acervo Pessoal
Definição formal de:

-Ancestralidade se refere aos antepassados ou antecessores. O que se recebeu das gerações anteriores; hereditariedade. 

-Espiritualidade pode ser definida como uma "propensão humana a buscar significado para a vida por meio de conceitos que transcendem o tangível, à procura de um sentido de conexão com algo maior que si próprio". A espiritualidade pode ou não estar ligada a uma vivência religiosa.

-Arte é uma forma de o ser humano expressar suas emoções, sua história e sua cultura através de alguns valores estéticos, como beleza, harmonia, equilíbrio.

AGORA OS MEUS CONCEITOS SOBRE ESSA MISTURA, TOMANDO COMO EXEMPLO UMA DAS CULTURAS QUE VIERAM PARA O BRASIL, O POVO YORUBÁ, DENTRE TANTAS COMO O POVO BANTU (CONGO/ANGOLA) E OS FON BGE, CHAMADOS DE JEJE (ESTRANGEIROS) PELO POVO YORUBÁ. SEM CITAR OS MULÇULMANOS E INÚMEROS OUTRO POVOS.

Para começar vamos discorrer sobre a cultura Yorubá, muito resumidamente. 

É uma cultura rica e com bases na ancestralidade, originária de determinadas regiões da Nigéria e que também exerceu influência em muitas outras partes da África e do mundo. Ela possui uma forte conexão entre antepassado, espiritualidade e arte. Vamos explorar como esses elementos interagem na cultura Yorubá:               

Começando por Ancestralidade, os chamados Egungun:

Os Yoruba têm um profundo respeito pela ancestralidade. Eles acreditam que seus predecessores desempenham um papel significativo em suas vidas e através do culto aos ancestrais, chamados de Egungun, que são os espíritos dos mortos, os quais honram e se comunicam frequentemente pedindo conselhos e orientações. Isso é feito através de cerimônias, danças e rituais específicos.

A arte desempenha um papel crucial nesse formato de culto, uma vez que máscaras e trajes elaborados são frequentemente usados durante as cerimônias de invocação, além dos cantos e danças que fazem parte da ritualística.

Atrelados aos ancestrais estão sua religiosidade que é ligada ao culto dos Orixás e Ifá, cumprindo cada um o seu papel na sociedade religiosa e como um todo:

A espiritualidade Yorubá é central para sua cultura e está ligada ao dia a dia do povo. É social, é política e é uma expressão, forma, de vida. Ela envolve a adoração de divindades conhecidas como Orixás, que representam forças da natureza, elementos e aspectos da vida humana.

O sistema oracular se chama Ifá, mas temos também os búzios e os obis, variando de família para família, de região para região, onde o culto apresenta suas particularidades. Tudo isso é parte importante da espiritualidade Iorubana. O oráculo é usado para buscar orientação divina e é conduzido por sacerdotes chamados babalawos (oluwo).

A arte, também nesse caso, desempenha um papel significativo na representação visual dos Orixás e divindades, pois, esculturas, pinturas e máscaras frequentemente retratam essas entidades.                   

Na Arte Yorubá que se produz é, basicamente, escultura de madeira, ferro ou argila, dança, música, joias e tecelagem sendo todas elas altamente valorizadas, pois compõem uma forma de expressão espiritual. São criadas com grande habilidade e significado simbólico.

A dança é parte integrante da expressão artística e espiritual dos Yoruba. Rituais dançantes são realizados em honra aos Orixás e durante cerimônias importantes.

A tecelagem é outra forma de arte importante nessa cultura e culto. Tecidos coloridos e padrões complexos são usados em trajes cerimoniais e, frequentemente, comunicam status social e identidade. A arte é usada para representar os deuses e espíritos, bem como para honrar os antepassados. A espiritualidade é incorporada à vida diária desse povo onde se obtém uma rica fusão de religião, ancestralidade e arte. 

AGORA FALEMOS DE BRASIL 

O Candomblé:

É uma das religiões afro-brasileiras mais influentes e significativas que emergiu da diáspora africana no Brasil. Sua formação envolveu a fusão de diversas tradições religiosas africanas, que foram trazidas pelos escravos e, ao longo do tempo, fundidas em uma religião única. O Candomblé, essa religião tradicionalmente brasileira, teve e continua a ter, um impacto profundo em várias áreas da cultura brasileira, deixando um legado significativo para a sociedade como um todo, que são vastos e abrangem diversas áreas, incluindo: música, dança, religião, culinária, linguagem, arte e muito mais.                      

Cultura e Identidade:

O Candomblé desempenhou um papel fundamental na preservação da identidade cultural dos afro-brasileiros. Ele ajudou a manter vivas as tradições, línguas, músicas, danças e mitos africanos que foram trazidos para o Brasil durante a época da escravidão.

A religião também contribuiu para a valorização da beleza negra e da herança africana, promovendo uma maior autoestima entre a comunidade afro-brasileira

Política e Ativismo:

O Candomblé, historicamente, foi alvo de perseguição e discriminação no Brasil, e ainda o é. No entanto, essa perseguição levou à formação de movimentos de resistência e ativismo por parte dos praticantes do Candomblé e de outros grupos afro-religiosos e mesmo aqueles que não possuem envolvimento com a religião, encontram nela argumentos de valorização da cultura preta em geral.

Hoje em dia, o Candomblé e outras religiões afro-brasileiras como a Umbanda, Quimbanda, Batuque, Xambá, Xangôs, Jurema, entre outras, desempenham um papel importante na luta contra a intolerância e o racismo estrutural.

Por ser o Candomblé uma religião que valoriza a conexão com os espíritos, a natureza e, principalmente, a ancestralidade, o que se perdeu durante o período do tráfico negreiro entre os séculos XVI e XIX, foi ludicamente, resgatado através da cultura de terreiro. Esse fato acabou por influenciar a religiosidade de muitos brasileiros, mesmo aqueles que não são praticantes do Candomblé, mas encontram nele as referências ancestrais que lhes foram roubadas.

Arte e Expressão Cultural:

O Candomblé é conhecido por suas cerimônias com rituais vibrantes, dançantes, musicais e com trajes alegres e coloridos, transbordando ludicidade. Essas expressões artísticas influenciaram a cultura brasileira como um todo, contribuindo para a riqueza e diversidade do cenário artístico do país.

Muitos artistas brasileiros, tanto na música quanto nas artes visuais, incorporaram elementos do Candomblé e da cultura afro-brasileira em suas obras, por muitas vezes até mesmo sem se darem conta.

Em resumo, o Candomblé e outras religiões afro-brasileiras formam um legado profundo e duradouro na cultura brasileira. Eles influenciaram a forma como os brasileiros percebem sua própria identidade, contribuíram para o ativismo em prol dos direitos civis e da igualdade racial, moldaram a espiritualidade e a religiosidade no país e enriqueceram a cena cultural e artística do Brasil. Esse legado é parte preponderante na herança cultural do Brasil e continua a desempenhar um papel vital na construção da identidade nacional.

P.S.

No Brasil, as religiões de matriz africana desempenham um papel significativo na vida cultural e espiritual do país. Algumas das principais religiões de matriz africana no Brasil incluem:

·         O Candomblé é uma das religiões de matriz africana mais antigas e influentes no Brasil. Originou-se na região da Bahia e é mais comum nas Regiões Sudeste e Nordeste do país. Os praticantes do Candomblé adoram divindades conhecidas como Orixás, N’Kisis e Voduns, para os quais realizam rituais complexos que envolvem danças, cânticos, oferendas e possessões espirituais.

·         A Umbanda é uma religião sincrética que mistura elementos do Candomblé, do Espiritismo, do Catolicismo, do Xamanismo dos povos originários, cultura cigana, ... . Ela é praticada em todo o Brasil e é conhecida por sua ênfase na incorporação de espíritos benevolentes chamadas de "guias" durante cerimônias religiosas.

·         A Quimbanda é uma religião que compartilha algumas semelhanças com a Umbanda, mas muitas vezes é associada a práticas mais voltadas para o culto de entidades mais ligadas a causas terrenas e mais parciais, associadas, ERRONEAMENTE, a figura do Orixá  Exu dos Yoruba. Ela é menos difundida e mais estigmatizada do que o Candomblé e a Umbanda.

·         O Batuque é uma religião afro-brasileira praticada, principalmente, no Rio Grande do Sul. Ela tem raízes africanas e, também, incorpora elementos indígenas. Os praticantes do Batuque adoram divindades conhecidas como Orixás e realizam rituais que envolvem danças e música.

·         O Tambor de Mina. Esta religião é encontrada principalmente no estado do Maranhão. Ela é uma forma de religião afro-brasileira que envolve rituais com tambores e cânticos em homenagem aos Orixás, Voduns e espíritos ancestrais.

·         O Xangô do Nordeste é uma variante do Candomblé que é praticada principalmente na região nordeste do Brasil. Ele adora os Orixás e tem suas próprias características distintas e tradições. 

Além das religiões mencionadas acima, existem cultos afro-brasileiros menos conhecidos e regionais, muitos dos quais são praticados em comunidades específicas em diferentes partes do Brasil. 

É importante notar que as religiões de matriz africana no Brasil, frequentemente, se entrelaçam com outras religiões e práticas espirituais, criando uma rica tapeçaria de tradições sincréticas. Além disso, essas religiões desempenharam um papel significativo na preservação da cultura africana no Brasil e na promoção da identidade afro-brasileira. 

quinta-feira, 27 de julho de 2023

Future Face Global 2023 - Oportunidade para jovens negros brasileiros no mundo fashion

 Por Conceição Gomes

Foto: Divulgação
Atenção jovens negros brasileiros que sonham com a carreira internacional de modelo, se você tem no mínimo 16 anos, altura mínima de 1,76cm (feminino) ou 1.85cm (masculino), então, leia o que vem a seguir que pode lhe interessar e muito. Ah! E mais, se você (menina) não tem o estereótipo ‘magérrimo’, tá de boa, a oportunidade inclui as plus size.

Pela primeira vez o Brasil está na rota da maior agência de modelos da África, a Beth Models que irá em breve aterrissar em especial na capital de Salvador-BA para o Future Face 2023 Global, a competição tem uma política de igualdade de oportunidades.

É a maior competição internacional de modelos que retorna em 2023 em vários países no mundo. A competição icônica, organizada pela maior agência de modelos da África - Beth Model Management - da modelo nigeriana Elizabeth Elohor. A Beth Models é uma grande potência internacional dentro do mundo fashion.

Elizabeth Elohor
Foto: Divulgação
O Future Face é uma criação de Elizabeth Elohor que começou sua jornada em 2007 como uma ramificação da Elite Model Look Competition. Ao longo dos anos, Beth Models - Future Face descobriu, desenvolveu e gerenciou vários talentos de sucesso. Impulsionou as carreiras de modelos reconhecidos internacionalmente, que trabalharam com grandes marcas como Victoria’s Secret, Tom Ford, Chanel, Fendi, Dolce &Gabbana, Calvin Klein, Ralph Lauren, Revista GQ, Alexander McQueen, Vogue, Dior, Gucci, Prada, YSL, Hermes e muitos mais.

Em 2023, o Future Face realizará castings de julho a setembro em vários países no mundo, com o objetivo de descobrir talentos promissores. Dos numerosos candidatos, um seleto grupo de 20 finalistas competirá diante de membros da indústria e de um experiente painel de jurados.

No Brasil, Salvador foi a cidade escolhida por ser considerada a segunda África. Uma parceria com a empresária, CEO e Editora Chefe da Magazine Le Afrique Style Brazil - Eliana Oliveira - que está à frente do Casting Brasil.

Eliana Oliveira - CEO da Magazine
Le Afrique Style Brazil
Era isso que estava faltando aqui no Brasil. - diz Eliana Oliveira, que olha para esta seleção com muita esperança de ver um modelo afrodescendente brasileiro entre os finalistas da competição global. Será uma grande oportunidade de relações internacionais entre a África e o Brasil que neste momento estão em várias conexões de negócios. Para mim será mais um sonho realizado, que poderá em breve realizar muitos sonhos de jovens negros e modelos no Brasil, finaliza Eliana Oliveira.

O prêmio final não é apenas o título e o prêmio em dinheiro, mas também a oportunidade de estabelecer uma carreira de modelo de sucesso e obter as habilidades necessárias para o sucesso a longo prazo na altamente competitiva indústria da modelagem e da moda internacional. O Future Face está empenhado em realizar sonhos e revelar o verdadeiro potencial das aspirantes a modelo.

Aqui no Brasil as inscrições estão abertas para candidatos de todos os territórios brasileiros, basta se inscrever gratuitamente no e-mail enviando fotos, medidas e um vídeo simples até o dia 09 de setembro. Todos os candidatos irão ser orientados de acordo com a organização da Beth Models. Será um marco no mercado de modelagem aqui no Brasil, pois muitos jovens afrodescendentes sentem a necessidade desta representatividade legítima dentro do mercado da moda.

Para maiores informações, visite o site www.futurefaceglobal.com/

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sábado, 8 de abril de 2023

Exposição de Arte Visual no Parque

 

O Parque das Ruínas, em Santa Teresa, recebe a exposição de arte visual OKAN MIMÓ do artista gráfico Fábio Seabra

Fábio Seabra
Foto Maria Luíza Alves
O Parque e as ruínas são os resquícios do Palacete Murtinho Nobre, erguido entre 1898 e 1902. Residência de Laurinda Santos Lobo - a marechala da elegância - grande dama da sociedade e mecenas da Belle Époque carioca, na década de 1920 sua casa era o ponto de encontro do modernismo no Rio de Janeiro. Em seus salões reuniam-se famosos e figuras proeminentes da época, como Villa-Lobos, Isadora Duncan, Tarsila do Amaral entre outros.

Este espaço que sofreu saques e invasões de pessoas em situação de rua após sua morte, pela depredação, já em ruínas, foi tombado pelo Estado e recuperada a alma artística do lugar. Hoje, o Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas oferece uma programação cultural eclética e inclusiva, além de ser um mirante da Cidade do Rio de Janeiro.

É neste espaço de memória histórica e artística, que Fábio Seabra lança sua primeira exposição de arte. Okan Mimó em uma tradução livre do iorubá significa Consciência Sagrada, a exposição apresenta três coleções do artista – Lewá Mimó (Beleza Sagrada); Ebun Mimó (Ferramentas/Armas Sagradas) e Urban Arts Mimó (Arte Urbana Sagrada).

As coleções são uma representação da profunda conexão com a espiritualidade e a arte do artista, em uma visão bem particular, é um resgate ancestral para Fábio. A exposição que conta com as poesias de Carolina Rocha (a Dandara Suburbana) e de João Ximenes, e peças do escultor em madeira Cláudio Kfé fica aberta para visitação de 15 de abril a 14 de maio, de terça a domingo das 10 às 17h, a abertura será as 15h do dia 15 de abril – sábado.

 

Release

Cenas Afro-brasileiras são o contexto geral desta exposição, que o artista traz através de suas experiências e da profunda conexão com a espiritualidade e a arte. A alma de Fábio Seabra se reflete em cada criação que projeta, em síntese, este resgate ancestral africano.

Fábio Seabra é Designer Gráfico, Colunista e Podcaster. Desde criança já se via envolvido com as cores e formas, e aproveita para resgatar essas lembranças, que fazem parte desta nova história da arte e do sagrado.

Nessa sua primeira exposição de quadros, OKAN MIMÓ (Consciência Sagrada), serão apresentadas três coleções, uma visão bem particular para dar forma, identidade e personalidade a cada divindade.

Na Coleção Lewá Mimó (Beleza Sagrada), baseada em rostos de Orixás, onde Fabio exalta a beleza que percebe nas divindades, denotando o sentimento e a postura de cada um através de seus olhares e expressões, de Esú a Obatalá;

Na Coleção Ebun Mimó (Ferramentas/Armas Sagradas), ele se baseia nos elementos sagrados que cada Orixá tem como particularidade de sua ligação entre o etéreo e a terra;

Já na Coleção Urban Arts Mimó (Arte Urbana Sagrada), o artista traz uma versão em brochura digital e monocromática, dando um tom minimalista e mais moderno ao Orixá na visão do novo mundo.

Colocando em prática a filosofia UBUNTU, o artista convidou a escritora Carolina Rocha – a Dandara Suburbana – ao poeta João Ximenes e ao escultor Cláudio Kfé para agregar diferentes formas de arte à essa exposição, tornando a exposição um encontro de expressões artísticas.

Artistas Convidados

Carolina Rocha/Dandara Suburbana – Escritora e Doutora em Sociologia - @adandarasuburbana

Cláudio Kfé – Escultor em Madeira - https://www.facebook.com/ateliekfe @claudiokfe


João Ximenes – Escritor - https://www.facebook.com/joao.ximenes.399   @joao_xis

 


Sinopse

Exposição de quadros em canvas - OKAN MIMÓ - serão apresentadas três coleções, uma visão bem particular do artista Fábio Seabra  para dar forma, identidade e personalidade a cada divindade. São elas: Lewá Mimó, Ebun Mimó e Urban Arts Mimó. Cenas Afro-brasileiras são o contexto geral desta exposição, que o artista traz através de suas experiências e da profunda conexão com a espiritualidade e a arte. A alma de Fábio Seabra se reflete em cada criação que projeta, em síntese, este resgate ancestral africano. A exposição fica na Galeria do Túnel do Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas de 15 de abril a 14 de maio de 2023, abertura no dia 15 de abril às 15h com entrada gratuita.

Serviço: 

De 15 de abril a 14 de maio de 2023

Abertura: 15 de abril – 15H

Galeria do Túnel

Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas

Rua Murtinho Nobre, 169  – Santa Teresa

Classificação Indicativa: LIVRE

GRATUITO

Ficha Técnica:

Artista – Fábio Seabra

Artistas Convidados – Carolina Rocha, Cláudio Kfé e João Ximenes

Curadoria/Produção – Conceição Gomes

Filmaker – Victor Ruy

Fotografia – Maria Luiza Alves

Paisagista/Decoração – Lourenço Rodrigues

Produção Artística – Rogério Madruga

Realização – E Aí Eventos e Produções Culturais

Fábio Seabra por Fábio Seabra

Desde moleque já me via envolvido com as cores e formas. Na época havia uma coleção da Abril Editora, chamada História do Brasil, que fazia lançamentos semanais em fascículos, cujos desenhos das capas me fascinavam. Então, pedi a meus pais que comprassem para mim lápis de cor e HB, bloco A4, canetinhas coloridas, guache e até uma coleção de canetas nanquim. Assim, fui levando minha pré-adolescência a copiar cada ilustração das capas dos tais fascículos. Ficava inundado de prazer ao ver uma obra reproduzida, mas não me sentia capaz de criar minha própria obra.

Comecei meus estudos no Curso Técnico de Comunicação da ETEC, porém, tudo mudou quando fui estudar Comunicação Social, na FACHA- Faculdades Integradas Hélio Alonso, e descobri a diversidade cultural brasileira, a possibilidade de me arriscar sem medo ou danos, apenas me expressar.

Meu primeiro estágio foi na Artplan. Após a Artplan, trabalhei por alguns anos na Inffinito Foundation, como Diretor de Arte, onde produzia peças publicitárias que rodaram o mundo através dos festivais de cinema brasileiro promovidos por essa produtora, o Brazilian Film Festival. Foi uma escola de aprendizagem. Depois fui trabalhar como responsável pela área de criação da Conceito BR, uma house da Petrobras.

Hoje faço parte do Blog E aí?! como Designer, Podcaster e Colunista, o que muito me envaidece e me torna pleno como artista.

Em minha arte, a pretensão das cores e formas é não achar os pontos onde elas se harmonizam e sim, se complementam. Eu aceito esse desafio e vou além: crio, invento, valorizo e as entrego aos olhos de todas as coisas, para que possam amá-las como eu as amo.


https://www.okan-mimo.com.br/

terça-feira, 21 de março de 2023

Tambor, vai buscar quem mora longe!

Por Redação

Foto Divulgação

Todos conhecem o Prêmio Machine - Bastidores do Carnaval como uma premiação extraoficial que nasceu em 2016 com o perfil de premiar àqueles, que aos olhos de uma maioria são ilustres desconhecidos, passando pela passarela do samba anonimamente. Mas, ultimamente o Prêmio tem se inserido nas atividades sociais e culturais junto à comunidade do samba e carnaval carioca em todas suas vertentes.

Realizou Oficinas no ano passado, e agora, com a Prefeitura do Rio de Janeiro, a Secretaria Especial de Integração Metropolitana, através do Projeto Integra Rio apresenta o espetáculo de dança cenográfica da Cia Cris Camargo & Os Donos da Rua – Tambor Vai Buscar Quem Mora Longe. O espetáculo narra a trajetória dos sons que nasceram dos tambores nas senzalas e quilombos, atravessaram o Rio de Janeiro no pós-abolição, subiram morros, e se espalharam pela região portuária e periferias da cidade.

Tambor - instrumento sagrado, oriundo da África, veio com seus mistérios através do lamento sofrido dos escravizados presos em navios negreiros.

A cada sofrimento, a cada chibatada, seus cânticos e suas culturas eram lembrados pelo toque do tambor. Nos poucos momentos de lazer, era nesse instrumento que os escravizados desabafavam toda a sua dor, e ao mesmo tempo, se conectavam com o Sagrado.

Com magia e ancestralidade, invocavam e se conectavam com os orixás, para assim, agradecerem o privilégio da vida e pedir luz no caminho de volta ao Orùn daqueles que sucumbiram. Por isso esse instrumento é tão sagrado e cultuado até os dias de hoje em becos e favelas, morros e vielas.

Nós da Companhia de Dança Cris Camargo e Os Donos da Rua, através do tambor e em 04 atos (1º Ato: Jongo e Umbigada; 2º Ato: Lundu, Maxixe Corta Jaca e Tambor de Crioula; 3º Ato: Samba de Roda e Samba de Terreiro; 4º Ato: Samba de Malandro e Samba Enredo), viemos reverenciar e buscar toda essa essência na força dos Sambas de Terreiro.

Ficha Técnica

Bailarinos/Atores/Cantores:

Ana Gregório; Bruno Bezerra; Tina Camargo; Carlos Oxalá; Luciano Martins; Ha1000ton Justo; Flavinny Oliveira; Tatiane Amparo

Músicos:

Douglas Jorge – percussão; Gil Vilela – violino; Kaio Ventura – percussão; João Sasmana - violão

Concepção, Direção Artística, de Movimento e Geral: Cris Camargo

Produção Geral e Narração: Paulo Alcantara

Assistente de Produção: Catia Calixto e Marileide dos Santos

Produtor Musical: Gil Vilela

Técnico de som/luz: Bit

Camareira: Maryanne Suth

Cabeleireiro e Maquiador: Equipe Ronegraça Estilos

Cenotécnico: Lino Salles e Alexandre Costa

Fotografia/Filmagem: Alexandre Calixto

Designer Gráfico: Daniel Luan

Assessoria de Imprensa: Conceição Gomes

Contador/Financeiro: Rogério Alves

Coordenação Geral: Catia Calixto

Realização: Prêmio Machine Produções Culturais Ltda 

Serviço

Tambor Vai Buscar Quem Mora Longe

Cia Cris Camargo & Os Donos da Rua

Concepção, Roteiro, Direção Artística, de Movimento e Geral: Cris Camargo

Produção Geral e Narração: Paulo Alcantara

Assistente de Produção: Catia Calixto

Produtor Musical: Gil Vilela

25 e 26 de março às 18h30min – 02 de abril (duas sessões) às 16h e às 19h30min – Quadra da GRES Rosa de Ouro - Rua Coelho Lisboa, 201 - Oswaldo Cruz.

Entrada Gratuita mediante distribuição de senha (distribuição de senhas a partir de 50 minutos antes do espetáculo)

Classificação Indicativa: 10 anos

 


sábado, 18 de março de 2023

Mostra OKAN MIMÓ

Por Redação

Fotos Maria Luiza

Fábio Seabra - Yemonjà
No Dia Internacional da Mulher - 08 de março – o artista Fábio Seabra homenageou o sagrado feminino através de sua arte, e o espaço multicultural KAZA 123 foi o cenário perfeito para abrigar e acolher sua primeira Mostra em uma noite de encontros, reencontros e celebração.

Lourenço Rodrigues - Odoyá
Amigos, família e convidados especiais tornaram a noite calorosa com uma energia vibrante carregada de ancestralidade. A decoração do paisagista Lourenço Rodrigues foi uma dobradinha perfeita com os quadros em canvas de Fábio Seabra.


O KAZA 123 que tem a atriz, Lica Oliveira, como uma das sócias, reúne e agrega diferentes experimentações de cultura e arte, na gastronomia com o Angurmê Culinária Afro-brasil; na literatura com a Kitabu – Livraria Negra; na moda com a Complexo B; e nos acessórios de moda como turbantes, bolsas, sapatos etc. de Andreia Brasis. Ou seja, um lugar que respira arte e cultura, principalmente a arte e cultura preta.

Lewá Mimó - Oxum

 

Cenas Afro-brasileiras são o contexto geral desta exposição que o artista traz através de suas experiências, e da profunda conexão com a espiritualidade e a arte. A alma de Fábio Seabra se reflete em cada criação que projeta, em síntese, este resgate ancestral africano.

Na Mostra OKAN MIMÓ (Consciência Sagrada), estão apresentadas algumas peças das três coleções que compõem a exposição, uma visão bem particular para dar forma, identidade e personalidade a cada divindade.

Ebun Mimó - Oyá

  • Na Coleção Lewá Mimó (Beleza Sagrada), baseada em rostos de Orixás, onde Fabio exalta a beleza que percebe nas divindades, denotando o sentimento e a postura de cada um através de seus olhares e expressões;
  • Na Coleção Ebun Mimó (Ferramentas/Armas Sagradas), ele se baseia nos elementos sagrados que cada Orixá tem como particularidade de sua ligação entre o etéreo e a terra;
  • Já na Coleção Urban Arts Mimó (Arte Urbana Sagrada), o artista traz uma versão em brochura digital e monocromática, dando um tom minimalista e mais moderno ao Orixá na visão do novo mundo.

Ebun Mimó - Nanà - Lica Oliveira
e Fábio Seabra
A estrutura e conceito de várias culturas africanas, em que a mulher tem a sua imagem e força enaltecida e endeusada como raiz e caule da frondosa árvore da vida, os frutos só são possíveis pela fecundação da tríade feminina – semente + terra + água. Assim, a data escolhida para além de reverenciar todas as mulheres independentemente de sua origem, conversa diretamente com as cenas africanas representadas e retratadas na exposição OKAN MIMÓ.

A Mostra fica até o dia 22 de março – de quarta a domingo – a partir das 18h no Centro Gastronômico e Cultural Kaza 123 – Rua Visconde de Abaeté, 123 – Vila Isabel.


https://www.okan-mimo.com.br/ 

 

 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

Impressões de um folião de Momo

Por Rogério Madruga

Foto J.R.Antunes

E o tempo da serpentina e do confete voltou. O giro da baiana, o esplendor dos pavilhões, a corte e elegância dos casais de MS e PB, o fausto das alegorias e a beleza das fantasias... tudo ao som da música maior da cultura nacional, o Samba.

E na noite de domingo, abriu o espetáculo o Império Serrano mostrando que seu lugar deve ser entre as grandes. Tradição merece respeito. A despeito de falhas, fez um desfile coeso e grandioso em homenagem a um grande artista... Flores em vida para Arlindo Cruz... Serrinha chorou de alegria.

A atual campeã, a tricolor de Caxias, ficou só com o bagaço da laranja no enredo homenageando Zeca Pagodinho. Vindo de um campeonato apoteótico, a Grande Rio não apresentou o mesmo nível e fez um desfile arrastado, mesmo com um refrão chiclete no samba enredo, pesando a mão em fantasias. Aplausos para o setor dos erês, lúdico e doce e, também, para a sacada na composição da fantasia do primeiro casal: É Ogum, é abre caminho, é vence demanda..

A Mocidade Independente de Padre Miguel em justa homenagem a Mestre Vitalino trouxe alegorias com acabamento ruim e falta de cuidado estético, embora com boas ideias na concepção ao (re)utilizar materiais que seriam descartados, como sarrafos de madeira,  latas de tinta e galhos secos. O samba nada empolgante não atrapalhou o bailado da bela roupa do primeiro casal de MS/PB.

A Unidos da Tijuca passeou pela Baía de Todos os Santos com as pinceladas ousadas da paleta do seu carnavalesco e trouxe uma acertada e necessária Yemonja preta, em belo espetáculo de sua Comissão de Frente. Figurinos variados, fugindo da mesmice e na assinatura particular de seu carnavalesco. Erros na última alegoria afastam a possibilidade de o Pavão levantar o caneco.

O Salgueiro pintou a avenida de vermelho, branco e luxúria com seus delírios... Alegorias gigantescas quase levam a erro logo na cabeça da escola. Reincidente, aliás. Belas cores, excelência em acabamento dos carros e figurinos luxuosos são prejudicados pela evolução. Na comissão de frente, bela concepção do elemento alegórico e dos componentes, porém, a coreografia ficou sem dizer a que dança veio. Terá sido delírio?

A Estação Primeira fechou a primeira noite dos desfiles dando um show com sua bateria. Teve paradinha para todos os gostos. O samba funcionou e a arquibancada respondeu ao passar da verde e rosa. A primeira porta-bandeira estreou com pé quente na defesa do pavilhão de Cartola. Mangueira arrebata a todos com um desfile coeso, rico e criativo, deixando sua comunidade com vontade de gritar “é campeã!”.

É isso, sono bateu... Amanhã tem mais.

E a segunda noite chegou e o público aguarda ansiosamente por mais um espetáculo na Marquês de Sapucaí. Uma noite de grandes desfiles e, principalmente, de grandes histórias...

Você já tinha pensado em como o búfalo chegou na ilha de Marajó? Foi isso que a Paraíso do Tuiuti trouxe para avenida: a história da chegada dos búfalos na ilha do Pará. Outra vez, a professora Rosa Magalhães e João Vítor brindam o público com um enredo cheio de informações históricas, trabalho típico da mestra dos campeonatos. Afora isso, a azul e amarelo de São Cristóvão cruza a avenida com alegorias bonitas, belas fantasias e uma comissão de frente bastante impressionante contando a história do mogangueiro e encantando o público. Parabéns,  Tuiuti, por um desfile bastante expressivo.

A Portela faz um dos desfiles mais aguardados do ano, afinal, não é todo dia que se comemora 100 anos.  A majestade do samba abre seu desfile trazendo seu símbolo maior, a águia altaneira, em dourado e cravejada de joias. Nada mais justo para quem faz 100 anos de avenida. Então, todo respeito e todos os aplausos a azul e branco de Madureira. Todavia, erros primários por problemas mecânicos em carros alegóricos tira a possibilidade de a águia de Madureira levantar o caneco no seu Centenário. Levando para a avenida toda a sua história em um desfile orquestrado,  a azul e branco peca pela falta e também pelo excesso: drones pontilham a avenida estrelando um céu em azul e branco. Emocionante, porém não fazem parte dos quesitos julgados. Faltaram histórias da história da maior campeã do Carnaval carioca. Parabéns, Portela pelo seu Centenário, e que venham muitas novas comemorações.

Terceira a desfilar, a Vila Isabel faz um espetáculo arrebatador na Marquês de Sapucaí com luxo, excelente acabamento, criatividade, alegorias bem pensadas e um São Jorge que encantou a avenida. A swingueira de Noel manteve o ritmo e garantiu à Vila Isabel um dos melhores desfiles da noite. E se o enredo eram Festas, a Vila Isabel fez festa ao se colocar como favorita ao campeonato de 2023. Paulo Barros, o carnavalesco, se esmerou em belos figurinos e alegorias e fez um dos melhores desfiles de Carnaval de sua história.

Quarta agremiação a desfilar, a Beija-Flor de Nilópolis, rolo compressor da passarela, traz uma nova versão para o 7 de Setembro e questiona: se não fosse como a história nos conta, de quem seria o protagonismo? Reconhecida pelo seu grandiosismo, a Deusa da Passarela apresenta problemas na primeira alegoria: um incêndio que, embora tenha sido na área de armação, pode comprometer a escola com a perda de décimos no quesito Alegorias e Adereços. Samba funcionando, comunidade cantando com força, a Beija Flor faz um desfile grandioso, informativo, histórico e questionador. A plástica, porém, não seguiu a máxima “o menos é mais”, substituída pelo “mais é demais”... mal acabamento em alegorias e fantasias repetitivas, visualmente pesadas, levaram a uma confusão estética, ofuscando o brilho do desfile, sem tirar seu mérito de ensinamento. Deixa Nilópolis cantar....

Penúltima escola a entrar na avenida, a Imperatriz Leopoldinense nos conta em formato de cordel lúdico a história de onde foi parar Lampião após ter sido recusado no inferno e também no céu. Então, Capitão Virgulino, o que aconteceu? Leandro Vieira, carnavalesco da verde e branco de Ramos, faz uma pesquisa histórica e apresenta na avenida um desfile recheado de belas fantasias, inusitadas alegorias,  excelência em acabamento e uma paleta de cores impressionante que faz com que o espectador não pisque os olhos para não perder nada. Destaque para a Comissão de Frente e a figura de um cachorro bastante extrovertido, brincante e brincalhão... um retrato do nordeste na Marquês de Sapucaí.

Pintura de Rosa Egipcíaca
feita pelo artista Galindo
Acervo Luiz Mott
Fechando a noite, a vermelho e branco de Niterói traz para a avenida o enredo sobre uma personagem pouco conhecida do público: Rosa Maria Egipcíaca. A Viradouro, em uma obra relevante do carnavalesco Tarcísio Zanon, apresenta na avenida a história completamente desconhecida de mais uma personagem que os livros de História não nos apresentaram. Em um desfile com cores de campeonato, a Viradouro faz uma passagem praticamente irretocável pela Sapucaí com lindas fantasias, belíssimas alegorias com cores corretas fazendo do amanhecer desta terça-feira de Carnaval o palco perfeito para o encerramento dos desfiles de 2023. Evoé, Viradouro, pelo espetáculo grandioso.

E assim, se encerram os desfiles do grupo especial neste ano de 2023. Se, na primeira noite de desfiles tivemos uma grande expoente - nessa minha análise muito particular - que foi a Mangueira, nessa segunda noite o caldo engrossou, as plumas se embolaram e a briga pelo caneco será das melhores como não se via há bastante tempo.  Aguardemos a Quarta-feira de Cinzas, cada um puxando brasa para sua sardinha e se segurando em suas crenças. Mais uma vez, Evoé, Carnaval Carioca,  Evoé, Cultura Brasileira e vamos aguardar os resultados.


Rogério Madruga é Produtor Artístico e Podcaster - rogerio.m.madruga@gmail.com

domingo, 6 de novembro de 2022

Prêmio Machine realiza Oficinas e Minicurso na Rosa de Ouro

Já é conhecido pelos cariocas, aliás pelo Brasil todo, o comprometimento do Prêmio Machine - Bastidores do Carnaval em lembrar, homenagear e reconhecer os profissionais e amadores do carnaval. Agora, tomando para si também a responsabilidade social idealizou a realização de oficinas e minicurso com o objetivo de capacitar, reciclar e acolher prioritariamente aos profissionais da região de Madureira, Oswaldo Cruz, Rocha Miranda, Turiaçu e adjacências, proporcionando retorno financeiro agregado a autoestima em conseguir o próprio sustento, de forma digna e com excelência.

Baseado nos objetivos de Capacitar minimamente pessoas do mundo do samba e carnaval visando retorno financeiro digno; Incentivar a criatividade dos inscritos a usar o conhecimento adquirido para outras áreas artísticas que não o carnaval, como exemplo, o teatro, a TV e o cinema; Manter viva tradições através de reciclagem dos profissionais do mundo do samba e carnaval; e, proporcionar conhecimento sociocultural e histórico sobre ancestralidade e tradição.

Esses objetivos tornaram-se possíveis através do primeiro edital do SEIM - Secretaria Especial de Integração Metropolitana, assim sendo:

OFICINAS e MINICURSO gratuitos na quadra da GRES Rosa de Ouro em Novembro

A Prefeitura do Rio de Janeiro, a Secretaria Especial de Integração Metropolitana, através do Projeto Integra Rio apresentam: Parcerias e Oficinas do Carnaval realizadas pelo Prêmio Machine – Bastidores do Carnaval.

Serão 03 (três) oficinas e 01 (um) minicurso voltados para aqueles que desejam se capacitar, ou reciclar seus conhecimentos no universo de segmentos profissionais do carnaval, independentemente de estar inserido neste universo.

MAQUIAGEM – Facilitadoras: Rosângela Pereira (Ronegraça) e Rita Borges.

Módulo I: Maquiagem Social - Duração – 03h – 08/11 - terça-feira – 18h. Conteúdo – Cuidados Básicos e Classificação da Pele; Instrumentos e Produtos básicos para Maquiagem; Noções básicas de contornos, luz e sombra.

Módulo II: Maquiagem Artística - Duração – 03h – 10/11 - quinta-feira – 18h. Conteúdo – Instrumentos e Produtos básicos para Maquiagem Artística; Noções básicas de contornos, luz, sombra e harmonia de cores.

FOTOGRAFIA – Facilitador: Alexandre Calixto.

Módulo I: História e Contemporaneidade - Duração – 01h30min – 18/11 - sexta-feira – 18h. Conteúdo – História da Fotografia; Evolução dos Processos Fotográficos e Equipamentos; Noções básicas das diferentes formas de fotografar eventos sociais e corporativos.

Módulo II: Noções Básicas de Fotografia e Material Fotográfico - Duração – 01h30min – 25/11 - sexta-feira – 18h. Conteúdo – Fotografia com celular; Ética na Fotografia; Direitos autorais.

ADEREÇOS – Facilitador: Driko Rodrigues.

Módulo I: Acessórios - Duração – 02h – 11/11 - sexta-feira – 18h. Conteúdo – Adereçamento de acessórios para o carnaval; sugestão de material prático e básico para pequenos acessórios.

Módulo II: Adereços de Fantasias - Duração – 02h – 17/11 - quinta-feira – 18h. Conteúdo – Noções básicas de adereçamento de fantasias para o carnaval; material básico para adereçamento.

Minicurso HARMONIZANDO A HARMONIA – Ministrantes: Carlos Antônio do Nascimento (Carlinhos Brilhante) e Cosme Marcio Martins.

Módulo I: Protocolos e Apresentação – Duração - 01h30min – 22/11 – terça-feira – 18h. Conteúdo – Protocolos e Etiquetas da Harmonia na Quadra de Escola de Samba.

Módulo II: Função e Atribuição – Duração - 01h30min – 30/11 – quarta-feira – 18h. Conteúdo – Comportamento, atribuição e responsabilidades da Harmonia.

Facilitadores e Ministrantes

Rosângela Pereira (Ronegraça) – Maquiadora Social e Artística. Realizou trabalhos na Rede Globo; Camarote Revista Quem; Embeleze; Projeto Arte Gerando Renda. No carnaval trabalhou com diferentes agremiações, como: GRES Mangueira (desde 2015), Portela, União da Ilha, Imperatriz, Acadêmicos do Sossego, Império da Tijuca, Unidos de Bangu, Unidos da Tijuca, Unidos de Padre Miguel, e Mocidade Independente de Padre Miguel entre outras.

Alexandre Calixto – Fotógrafo e Professor de Fotografia, Designer Gráfico e Videomaker. Fotógrafo exclusivo do Prêmio Machine – cobertura dos ensaios técnicos no Sambódromo e dos desfiles na Intendente Magalhães; Atua como fotógrafo em Eventos Sociais, Corporativos e Culturais; Professor do curso de Fotografia do Educação Profissional – Muito + Educação Macaé – unidade Macaé/RJ; Professor do curso de Designer Gráfico no FOCUS – Ensino de Informática – unidade Barra da Tijuca/RJ.

Driko Rodrigues – Formado em: Artes Plásticas – SENAC; Letras – UNISUAM; Gestão de Carnaval - Estácio de Sá; Pós-Graduado em Gestão e Design de Carnaval Faculdade Censupeg. Passagens pelas agremiações: Mangueira, Portela, Tijuca, Mocidade de Inhaúma, Porto da Pedra e Sereno de Campo Grande. Carnavalesco campeão pelo GRES Pingo D'água, em São Gonçalo. Professor de Artes Carnavalescas no curso de Capacitação do Museu do Samba.

Carlos Antônio do Nascimento (Carlinhos Brilhante) – Estandarte de Ouro (1992) como Mestre Sala da GRES Vila Isabel. Professor no projeto Minueto do Samba. Com uma extensa participação no carnaval carioca como Mestre Sala, Brilhante é um ícone na arte do bailar. Está inserido no mundo do carnaval desde 1967.

Cosme Marcio Martins – Como integrante da comissão de frente arrebatou seis estandartes de ouro para a GRES Imperatriz Leopoldinense, inclusive da famosa ‘comissão dos leques’. Foi integrante do departamento de Harmonia da Vila Isabel e do Império Serrano, na última atuou como Diretor Geral de Harmonia. Presidente da ACDHESB - Associação Cultural dos Diretores de Harmonia das Escolas de Samba do Brasil. Diretor Geral de Carnaval da LIESB. Faz parte do Conselho Deliberativo do Império Serrano, e é Diretor Geral de Harmonia da União de Maricá.

Inscrição online no link https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf0B3a1DGBJaEtuFyMKQfS_BCPnUve6Ihm8J9V_f9NzAYxKdg/viewform

Os inscritos receberão material didático e certificado de participação. Todas as atividades serão realizadas gratuitamente na quadra do Grêmio Recreativo Escola de Samba Rosa de Ouro, situada na Rua Coelho Lisboa, 201 - Oswaldo Cruz. Vagas LIMITADAS.

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