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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Mens Sana In Corpore Sano

Dra. Vanessa Reis - Nutricionista
Foto: Acervo Pessoal
O título desta postagem que significa ‘uma mente sã num corpo são’, é uma famosa citação latina, derivada da Sátira X do poeta romano Juvenal. No contexto, a frase é parte da resposta do autor à questão sobre o que as pessoas deveriam desejar na vida. Vivemos atualmente (mais do que nunca) em busca de uma vida mais saudável, diariamente somos bombardeados pela mídia com uma expressiva quantidade de dietas, shakes, tipos de alimentação e etc., tudo em nome da saúde mental e corporal.

Conversando com nossa amiga, Vanessa Reis, Nutricionista & Líder de Emagrecimento resolvemos abordar o assunto aqui para que voce, nosso fiel leitor, pense também em sua saúde. Dra. Vanessa segue o método científico Comportamental! E o que é Nutrição Comportamental?

É a parte da Nutrição que leva em consideração não apenas a comida, mas todo o comportamento do paciente relacionado a ela, pois apesar da grande quantidade de informações sobre alimentos e dietas, as pessoas continuam enxergando a comida como grande inimiga. A nutrição comportamental tem como objetivo mudar essa relação, fazendo com que as pessoas sintam prazer (e não culpa) em comer. Esse método considera os aspectos emocionais, fisiológicos e sociais da alimentação. A mudança de o comportamento alimentar proposta pelo método envolve estratégias de aconselhamento nutricional, técnicas do comer intuitivo, terapia cognitivo-comportamental, entrevistas motivacionais e táticas para comer com atenção plena.

Como o foco principal da nutrição comportamental é resgatar o prazer em comer, tornando a relação com o alimento mais saudável, a perda de peso não é tão imediata como acontece com algumas dietas. No entanto, isso está longe de significar que ela seja inexistente. Nessa prática, acontece uma abordagem defendendo a real importância de entender como se come e não o que se come. Ou seja, mostrar que o foco é entender as relações envolvidas no ato de se alimentar ao invés de apenas contar calorias. Onde se come, quando, com quem, qual o sentimento, quais as dificuldades: é esse tipo de autoconhecimento que deve ser estimulado e compreendido.

Não há restrições na nutrição comportamental. Afinal, estabelecer um vínculo saudável com a comida é uma excelente forma de começar a melhorar a alimentação em qualquer faixa etária. Pessoas que não conseguem colocar dietas em prática ou que não conseguem se organizar para estabelecer uma alimentação saudável costumam ter bons resultados com esse método, pois passam a compreender a sua relação com a comida, o que facilita a mudança.

E aí?! Que tal começar o ano conhecendo o que come e porque come?! Dra. Vanessa Reis atende nos endereços:

Espaço Terra Mater - Rua Barão de Guaratiba, 29 – Glória – RJ
Estética Ayo – Rua do Senado, 338 – Centro – RJ
Contatos: 21 98890-2236 / Facebook: @Vanessa Reis Nutricionista / Instagram: @vanessareis.nutri


Pesquisa/Fonte: www.nutrisoft.com.br

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Novidade à Vista, Nossa Cultura Agradece!

Por Conceição Gomes

Aracy - Pintora Naif Brasileira


Em Março de 2015, escrevi um texto sobre as Quadrilhas das Festas Juninas aqui no blog e lembro-me bem da dificuldade em coletar informações precisas, o curioso da ação é que não há livros acadêmicos publicados sobre o assunto na região sudeste, no máximo aborda sobre esta cultura folclórica na região nordeste, onde podemos dizer que ‘nasceu’ esta manifestação cultural popular, nesta parte do Brasil o sentido da festa e da celebração aos santos tem uma importância quase vital para a população. E para pesquisa que fiz lancei mão de muitos artigos acadêmicos, mas não de brochuras, nem de obras publicadas, existe sim um legado de publicações literárias destinados ao público infantil.

A origem vem da Idade Média trazida pela igreja católica em celebração de seus santos relacionados historicamente com as festas pagãs do solstício de verão e inverno... (saiba mais no link abaixo), mas... E de lá pra cá? Brasil, Região Sudeste, Rio de Janeiro??? Em 26 de Dezembro de 2013 foram declaradas como Patrimônio Cultural Imaterial do povo carioca as quadrilhas juninas, lei 5.655/2013 manifestada pelo Vereador Marcelo Queiroz e promulgada pelo Poder Executivo Municipal do Rio de Janeiro, publicada no D.O. – página 3, na data acima citada. Como justificativa para o projeto de lei, o vereador cita:

As quadrilhas juninas fazem parte da história da nossa cidade e geram em muitos cariocas um sentimento de identidade. Originária de velhas danças populares de áreas rurais da França (Normandia) e da Inglaterra foi introduzida no Brasil, mais precisamente no Rio de Janeiro, possivelmente em 1820, por membros da elite imperial. Durante o Império, a quadrilha era a dança preferida para abrir os bailes da Corte. Depois, popularizou-se saindo dos salões palacianos para as ruas e clubes populares, com o povo assimilando a sua coreografia aristocrática e dando-lhe novas características e nomes regionais. Embora as quadrilhas tenham encontrado um colorido especial no Nordeste associando-se à música, aos fogos de artifícios e à comida da Região – elas nunca deixaram de fazer parte da cultura da cidade e se firmaram como um símbolo do folclore e orgulho carioca. Cada um dos concursos oficiais de quadrilhas no Rio de Janeiro recebe em média 100 grupos de dançarinos e, além disso, as inúmeras comemorações extraoficiais espalhadas pelas ruas da cidade possuem quadrilhas juninas.

Bom, o que posso adiantar é que já está no forno a primeira Obra Acadêmica e Literária
sobre o Mundo Junino do Estado do Rio de Janeiro. Um grupo de amigos Historiadores, Pesquisadores, Mestres e Professores juntaram-se para realizar este feito e contribuir para a memória cultural do estado e região. Um compêndio produzido e costurado por estes amantes da Cultura Popular Brasileira, nele poderemos encontrar informações sobre as origens desta manifestação cultural popular no Rio de Janeiro, e seus desdobramentos tais como, Quadrilhas de Igreja; Quadrilhas de Escolas; Multiquadrilhas; Estilos; Premiações; Associações; Federações e muito mais.

Quer saber mais? Aguarde! Em breve darei mais detalhes, uma coisa eu garanto, voce ficará surpreso com o preciosismo de nossa cultura. 

#MaisCulturaPorFavor #OEaíÉMaisCultura #OEaíÉMaisEducação #OEaíÉMaisArte #LivroJunino #CulturaPopular


terça-feira, 2 de janeiro de 2018

E aí?! Vamos Começar Tudo de Novo?!

Agradecemos a Deus e a todas boas energias pelo ano que passou, foram mais parcerias, mais aprendizado, mais solidariedade, mais sabedoria para contornar os dias e momentos (beemmm) difíceis, mais reconhecimento (mesmo quando muitos nos diziam: 'O perfil de voces não é comercial... Isso não tem visibilidade... Ninguém lê mais hoje em dia,diminui os textos... O negócio é youtube, coloca uns videozinhos divertidos que dá muitos cliques...'). Do fundo do coração somos gratos pelas sugestões, e pode acreditar, pensamos e discutimos carinhosamente cada uma delas... Mas... Sofremos da Síndrome de Xuxa 😂😂😂😂

💃💃Tudo pode ser, se quiser será
O sonho sempre vem pra quem sonhar
Tudo pode ser, só basta acreditar
Tudo que tiver que ser, será

Tudo que eu fizer
Eu vou tentar melhor do que já fiz
Esteja o meu destino onde estiver
Eu vou buscar a sorte e ser feliz

Tudo que eu quiser
O cara lá de cima vai me dar👌😇
Me dar toda coragem que puder
Que não me falte forças pra lutar

Vamos com você
Nós somos invencíveis💪💪 pode crer
Todos somos um
E juntos 💞👍não existe mal nenhum...

Ultrapassamos barreiras e estamos aqui, de pé e com muita vontade de fazer mais, realizar mais, contribuir mais, tudo isso com muita SAÚDE, GRATIDÃO, HUMILDADE E EMPATIA, e queremos (precisamos) contar com VOCE!! Enfim começou um novo ano, que seja mais justo e rico de oportunidades para TODOS NÓS!


sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Prêmio Cesgranrio de Teatro


Saiu a lista dos indicados da quinta edição do Prêmio Cesgranrio de Teatro.

Comissão Julgadora
Os jurados do Prêmio Cesgranrio de Teatro elegeram, hoje, (01/12), os indicados do 2º semestre da sua quinta edição. Os indicados de, hoje, concorrerão com os do primeiro semestre. A escolha final dos vencedores, bem como a entrega do prêmio ocorrerá em 30 de janeiro, no Copacabana Palace. Os apresentadores da noite serão os atores Du Moscovis e
Du Moscovis
Christiane Torloni
Christiane Torloni e como grande homenageado deste ano, o ator Antônio Fagundes.








Antônio Fagundes
Trata-se do prêmio de maior valor do cenário brasileiro: R$ 25 mil para os vencedores de cada uma das 12 categorias, num total de R$ 300 mil. Os indicados pela comissão julgadora, formada por Jacqueline Laurence Carolina Virguez, Daniel Schenker, Lionel Fischer, Macksen Luiz, Rafael Teixeira e Tânia Brandão, foram:


Indicados – 1º e 2º Semestre


Melhor Direção

Gustavo Gasparani – Zeca Pagodinho, Uma História de Amor ao Samba – 2º semestre

Luiz Carlos Vasconcelos por “Suassuna – O Auto do Reino do Sol” - 1º semestre

Marco André Nunes – Guanabara Canibal – 2º semestre

Paulo de Moraes por “Hamlet – Som e Fúria” - 1º semestre

Pedro Kosovski – Tripas – 2º semestre

Rodrigo Portella por “Tom na Fazenda” - 1º semestre


Melhor Ator

Armando Babaioff por “Tom na Fazenda” - 1º semestre

Gustavo Vaz por “Tom na Fazenda” - 1º semestre

Mario Borges por Doce Pássaro da Juventude - 2º semestre

Michel Blois por Euforia – 2º semestre

Rafael Primot por “Love, Love, Love” - 1º semestre

Ricardo Kosovski por Tripas - 2º semestre


Melhor Atriz

Andrea Beltrão por “Antígona” - 1º semestre

Andrea Dantas – A Festa de Aniversário - 2º semestre

Débora Falabella por “Love, Love, Love” - 1º semestre

Guida Vianna – Agosto - 2º semestre

Isabel Cavalcanti – A Sala Laranja - no Jardim de Infância - 2º semestre

Yara de Novaes por “Love, Love, Love” - 1º semestre


Melhor Espetáculo

Hamlet – Som e Fúria - 1º semestre

O Jornal - 2º semestre

Suassuna – O Auto do Reino do Sol - 1º semestre

Tom na Fazenda - 1º semestre

Tripas - 2º semestre

Zeca Pagodinho, Uma História de Amor ao Samba - 2º semestre


Melhor Cenografia

Aurora dos Campos por “Tom na Fazenda” - 1º semestre

Carla Berri e Paulo de Moraes por “Hamlet – Som e Fúria” - 1º semestre

Gringo Cardia – Zeca Pagodinho, Uma História de Amor ao Samba - 2º semestre

Lídia Kosovski – Tripas - 2º semestre

Marcelo Marques e Marco André Nunes – Guanabara Canibal - 2º semestre

Sérgio Marimba por “Suassuna – O Auto do Reino do Sol” - 1º semestre


Melhor Iluminação

Bernardo Lorga – A Festa de Aniversário - 2º semestre

Maneco Quinderé por “Hamlet – Som e Fúria” - 1º semestre

Paulo César Medeiros – O Jornal - 2º semestre

Renato Machado – Guanabara Canibal - 2º semestre

Renato Machado por “Suassuna – O Auto do Reino do Sol” - 1º semestre

Tomás Ribas por “Tom na Fazenda” - 1º semestre


Melhor Figurino

João Marcelino e Carol Lobato por “Hamlet – Som e Fúria” – 1º semestre

Kika Lopes e Heloisa Stockler por “Suassuna – O Auto do Reino do Sol” - 1º semestre

Marcelo Marques e Carlos Pétit – Guanabara Canibal - 2º semestre

Marcelo Marques por “Janis” - 1º semestre

Marcelo Olinto – Zeca Pagodinho, Uma História de Amor ao Samba - 2º semestre

Mauro Leite – Estes Fantasmas! - 2º semestre


Melhor Texto Nacional Inédito

Braulio Tavares por “Suassuna – O Auto do Reino do Sol” - 1º semestre

Grace Passô por “Mata Teu Pai” - 1º semestre

Gustavo Gasparani – Zeca Pagodinho, Uma História de Amor ao Samba - 2º semestre

Julia Spadaccini – Euforia - 2º semestre

Marcia Zanelatto por “ELA” - 1º semestre

Pedro Kosovski – Guanabara Canibal - 2º semestre


Melhor Direção Musical

Chico César, Beto Lemos e Alfredo Del Penho por “Suassuna – O Auto do Reino do Sol” - 1º semestre

Dany Roland por “Josephine Baker – A Vênus Negra” - 1º semestre

João Calado – Zeca Pagodinho, Uma História de Amor ao Samba - 2º semestre

Marcelo Alonso Neves – Dançando no Escuro - 2º semestre

Ricco Viana por “Janis” - 1º semestre


Melhor Ator em Teatro Musical

Adrén Alves por “Suassuna – O Auto do Reino do Sol” - 1º semestre

Alfredo Del Penho por “Suassuna – O Auto do Reino do Sol” - 1º semestre

Édio Nunes – Kid Morengueira - Olha o breque! - 2º semestre

Gustavo Gasparani – Zeca Pagodinho, Uma História de Amor ao Samba - 2º semestre

Hugo Bonemer – Ayrton Senna, O Musical - 2º semestre

Renato Luciano por “Suassuna – O Auto do Reino do Sol” - 1º semestre


Melhor Atriz em Teatro Musical

Aline Deluna por “Josephine Baker – A Vênus Negra” - 1º semestre

Carol Fazu por “Janis” - 1º semestre

Juliane Bodini – Dançando no Escuro - 2º semestre

Soraya Ravenle –Puro Ney - 2º semestre

Stella Maria Rodrigues por “Emilinha” - 1º semestre


Categoria Especial

Ø Companhia dos Atores Ivan Sugahara – Pela manutenção da Sede das Cias - 2º semestre

Ø Dr Morris pela trilha sonora de “Programa Pentesiléia: Treinamento Para Batalha Final” - 1º semestre

Ø Lu Brites pela preparação corporal de “Tom na Fazenda” - 1º semestre

Ø Renato Vieira – Pela coreografia e direção de movimento de Zeca Pagodinho, Uma História de Amor ao Samba - 2º semestre

Ø Ricco Viana pela trilha sonora original de “Hamlet – Som e Fúria” - 1º semestre

Ø Roberto Guimarães – Pela sua atuação como programador do Teatro Oi Futuro - 2º semestre 


O Prêmio Cesgranrio de Teatro é um oásis neste deserto chamado Rio de Janeiro. No momento em que a APTR – Associação dos Produtores de Teatro são obrigados a cancelar a campanha ‘Teatro Para Todos’, pelo não cumprimento da Secretaria Municipal de Cultura e da Prefeitura do Rio de Janeiro, em patrocinar a única ação de popularização de ingressos e acesso ao teatro na cidade do Rio de Janeiro. Teatro Para Todos é um evento que já faz parte do calendário cultural da cidade e é aguardado ansiosamente, ao final de cada ano, pelo cidadão carioca.

Lançada em dezembro de 2003, a Campanha tem como principais objetivos: fomentar e revitalizar o público; possibilitar a cobrança do ingresso com valor menor do que a meia-entrada; estimular a frequência nos teatros, nos meses de novembro e dezembro, período tradicionalmente de queda nas bilheterias; impulsionar a economia da cultura e contribuir com a formação de novas plateias.

O cancelamento prejudica o amante do teatro e as classes menos favorecidas economicamente, que, na Campanha, têm a possibilidade de assistir à maioria dos espetáculos em cartaz. Prejudica a economia da cidade e da cultura. A consequência é o desmonte do setor, com verbas cortadas indiscriminadamente e editais não pagos, demonstrando, assim, a total falta de gestão e políticas públicas para o setor cultural.

Nós do E aí?! só temos a agradecer profundamente ao professor Carlos Alberto Serpa e ao Conselho de Cultura da Cesgranrio, em nome de todos aqueles que entendem e percebem a importância da CULTURA para um país socioeconomicamente fortalecido. Obrigado por NÃO permitir que a cultura faleça junto com este descaso do poder público. Obrigado por incentivar e premiar os nossos heróis da resistência. Obrigado por manter acesa a chama da esperança em nós, e a fé nos homens de bem. Aos indicados desejamos ‘Merda’* e ‘Quebre a Perna’** à todos, e que vençam os melhores!



*Umas das explicações remonta à França do século XIX, quando o público chegava às casas teatrais em carruagens ou a cavalo. Os arredores do teatro lotado das fezes desses animais, além do odor insuportável, significavam que muita gente havia comparecido para assistir à montagem. Dessa forma, a expressão “merda” passou a significar boa sorte para a companhia. Outra lenda sobre o tema envolve o maior de todos os autores, o inglês Shakespeare que, ao ver a quantidade de excrementos em frente ao teatro, emprestou o termo “merda” para desejar boa sorte antes dos espetáculos. Uma terceira versão conta a saga de um ator que, antes de um espetáculo, no caminho até o teatro, encontrou muitos obstáculos. Quando finalmente chegou ao local de apresentação ainda pisou em um monte de fezes. Já no palco, enfim, o ator realizou uma das mais belas atuações de sua vida e, novamente, o termo “merda” virou sinônimo de boa sorte para os atores.

**Não se pode afirmar com certeza a origem da expressão, mas uma das possíveis explicações para sua utilização está relacionada à expectativa do elenco para que os aplausos do público sejam tantos e tão fervorosos que as “pernas” do teatro (parte lateral onde ficam as cortinas) se rompam e levem o teatro abaixo. Outra versão é que este termo foi criado durante uma das muitas guerras em que os americanos estiveram envolvidos. Antes de partir para o fronte de batalha, os soldados diziam uns aos outros: "quebre uma perna". Este seria o melhor destino que eles poderiam ter durante o combate. Afinal, mesmo ferido, o soldado continuaria vivo e, melhor, seria dispensado, retornando assim ao seu lar. E, há ainda uma terceira versão que remete ao ato de o público, ao final do espetáculo, jogar moedas para os atores e, assim, demonstrar o quanto havia gostado da peça. Quanto mais os artistas fossem obrigados a se abaixar para apanhar sua recompensa, mais suas pernas sofreriam com o exercício. Ou seja, o sobe-e-desce para recolher o dinheiro espalhado pelo palco poderia quebrar-lhes uma das pernas.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

De Sexta a Domingo – Lá e Aqui – De Volta ao Passado

Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa
Assistindo ao canal Multishow tive a real noção do tempo passado desde a primeira edição do Rock’n Rio, quanta água rolou de 1985 pra cá. Era um sonho dos nossos hippies ter um festival de rock no Brasil como o de Woodstock (👀acho que já falei sobre isso recentemente), mesmo que tardiamente, chegou. Pena que na mesma década o fantasma 👻 do HIV aportou também por estas praias. O mais estranho e triste é perceber o rumo que nossa história tomou.

Ditadura, Repressão, Diretas Já, Impeachment do Collor, Liberdade de Expressão... HIV, Globalização, Metalúrgico no Poder 👇(aqui), Negro no Poder 👉(lá), Corrupção numa proporção nunca antes vista neste país (ou nunca antes sabida, era sempre como dizia a música de Ney Matogrosso... 💃é por debaixo dos panos pra ninguém saber, é por debaixo dos panos...💃), Mulher no Poder (aqui), Klu Klux Klan colocando a cara no sol de novo (lá), Repressão Religiosa, Violência, Crise Financeira, Leilão da Amazônia, Cura Gay 🙈... Só sei dizer que nada sei, como bem disse uma velha e amada amiga: - “O mundo, infelizmente, caminha a passos largos na contramão da história”. Carla Romana.🙌

Timberlake_Shawn_Alicia
Voltando a 2017, principalmente a esta última semana, e tentando cristalizar o melhor desses dias: Rock in Rio = Atrações já bem conhecidas do público brasileiro, e novidades bem interessantes... Quem diria que um teenager (Shawn Mendes) iria cair-me melhor aos ouvidos que Timberlake (mesmo sendo um fofo, me desculpem os fãs, o show foi 😪moooorrrnnooo). E que faça valer a frase das bibas: Diva é Diva! Alicia MAN-DOU se fu... Cara lavada, carismática, politica e socialmente correta: O que foi dividir o palco com o Dream Team do Passinho?? Isso sem falar da qualidade musical (voz, composição, musicista etc. e tal) 👌👏. Vejamos o que ainda virá por aí...


Domingo ensolarado dia perfeito para visitar o CCJF e conhecer a exposição ‘Orixás: Quando o Mito Veste o Corpo’ - Idealizada por Margo Margot, a exposição traz fotografias de Daryan Dornelles e Stefano Martini, representando os principais deuses da mitologia yorubá, vai até 05/11 vale a conferência. Falando em deuses yorubanos... Metrô e calçadão de Copacabana lotados de gente de branco, não, não estou falando de réveillon, estou falando da 10ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa.

Mara Ribeiro e Conceição Gomes
Ilé Aṣè Igi Gì Ójù Ọmim
Lindo ver tantas religiões reunidas e caminhando com o mesmo propósito: RESPEITO e DIREITO ADQUIRIDO! Eu particularmente estava muito feliz, juntei minhas várias nuances num mesmo lugar para um mesmo objetivo. Como jornalista, presenciando o desejo e união de pessoas de diferentes religiões professando e exigindo o seu direito de crer no que bem lhe prouver (inadmissível não ter a presença de um representante oficial do município e/ou o estado). Representando junto com Mara Ribeiro e Helena Francisco o Instituto Candaces, que tem como base estatutária apoiar e proteger toda forma de manifestação e preservação sócio-cultural-religiosa de matriz africana. E junto de minha família, o Ilé Aṣè Igi Gì Ójù Ọmim se fez presente como mais um elo para fortalecer esta corrente de fé e amor à natureza e ao próximo, em nossa casa não queremos nem desejamos ser TOLERADOS, exigimos sim, ser RESPEITADOS. A crença é individual, mas o direito é de TODOS.


Aṣè ὀ!

Assistam ao pequeno vídeo que captei da Caminhada no nosso canal do Youtube: https://youtu.be/sBzisAWWGRg

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Quando a Chuva Cair

Imagem: Pixabay
Mais uma vez peço licença ao Boss e aos meus companheiros aqui do blog, para uma divagação pessoal e intransferível, rs.

Com tantas opiniões e atitudes contrárias ao idealismo de Woodstock é difícil crer que ainda habito o mesmo planeta em que nasci. O idealismo Paz & Música da Era de Aquário celebrado por uma horda de jovens (estima-se que mais de meio milhão de pessoas foram ao festival) que esperavam e desejavam uma mudança radical de filosofia cultural, o festival demonstrou fielmente a ‘era da contracultura’ consumida e naturalizada até então.

A onda do paz & música de Woodstock chega em terras tupiniquins que vivia um regime ditatorial militar, e se naturalizou em Paz & Amor! Mesmo com os ‘milicos’ baixando o pau na galera do paz e amor, a vida cultural brasileira, principalmente na música, já tomava rumos gigantescos com a Tropicália. O tropicalismo de Gil, Caetano, Bethânia, Gal, Tom Zé, Mutantes e outros ganharam força expressiva à frente da então Bossa Nova. Claro que, com tanta opressão da ditadura militar acabou todo mundo preso e exilado.

Mesmo assim o lema Paz & Amor tomou conta do mundo, a defesa do amor livre, dos direitos iguais, do equilíbrio com a natureza foi cultuado ao extremo nos quatro cantos do mundo. Cada um com o seu conceito próprio de amor e liberdade, mas todo o planeta ousava em ser livre e promulgar seu direito de ser aceito e respeitado. EUA com os ‘Panteras Negras’ vivenciava a luta dos direitos raciais. A Tchecoslováquia e sua Primavera de Praga tentavam ‘deseSTAnilizar’ o país. Em Paris, uma greve geral que mobilizou 10 milhões de franceses em protesto ao governo de ‘De Gaulle’...

E a gente aqui sofrendo toda falta de sorte possível nos Anos de Chumbo. E no resto do mundo surgiam os hippies. O Oriente contribui para toda essa desconstrução com o Budismo e Hinduísmo. Musical Hair na Broadway. Godard e Truffaut com o cinema Nouvelle Vague...

Claro que não ficamos atrás, desconstruímos um regime ditatorial e opressor, estabelecemos o novo pensar e conquistamos a liberdade com o Tropicalismo, Festivais da Canção, Glauber Rocha, Oiticica, O Pasquim, Chico Buarque e sua ‘Roda Viva’... Uma ‘liberdade’ que hoje percebemos nunca ter existido, senão a teríamos agora mais fortalecida do que nunca.

No entanto, vemos uma ode ao Ódio e Racismo no Mundo. Ataques terroristas em Londres, Barcelona, Rússia, Filipinas, Quebec, Estocolmo... Isso sem falar em Charlotesville e BRAZILsville. Nunca foi tão incômodo para uma minoria (pelo andar da carruagem já duvido que sejam minoria) estúpida e ignorante, o OUTRO em sua composição. O que veste, o que come, o que ouve, com quem transa, a cor da pele, pra quem reza, se reza, a condição social... Tudo isso é passível de julgamento e condenação instantânea...

Confesso que em vários momentos assistir a esse filme de terror e péssima qualidade dá uma agonia, desesperança e apatia. Mas, como dizia minha sábia mãe: ‘Há sempre uma luz no fim do túnel, mesmo que seja uma ilusão de ótica, você foi até lá e viu, com isso o tempo passou, pode ser que no final do túnel não tenha um arco-íris, mas tem céu aberto, do céu vem água e água é a fonte da vida!’

Acredito que ela tenha razão, os últimos dias foram bem intensos, renovadores e curiosos. Perceber a falta de interesse de alguns com assuntos totalmente direcionados a esses mesmos alguns; a simplicidade de um café com bolo acompanhado de um bom papo sobre a vida com minha comadre ‘Izabé’, rs; o brilho nos olhos de uma amiga falando de seu futuro empreendimento; a dor da vida sendo vida que segue: Até um dia Maria!... Dois jovens que vi nascer, hoje adultos, falando com tanta maturidade, sensatez e conhecimento sobre assuntos até ontem, debatidos por intelectuais defasados, déspotas e preconceituosos...

Tudo isso me fez ver a luz no fim do túnel, ir até lá, olhar pro céu e esperar a chuva cair! 

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Resistir e Perseverar, Sempre!

Pedindo licença ao chefe para usar esse espaço para mais uma reflexão minha. Ei, você aí leitor, acalme-se, não será uma página do ‘meu querido diário’, risos. #Sóquenão #Équaseisso.

Tanta coisa aconteceu nos últimos dias, tanto na minha como na vida de pessoas próximas a mim. E essa minha obsessiva mania de ver a vida como se estivesse assistindo a um filme, tem momentos que parece uma obra de Quentin Tarantino ou Spike Lee. 

Cronologicamente recebi duas notícias de grande impacto quase ao mesmo tempo, e ambas, em sua definição extrema de alegria e tristeza. Triste ter de me despedir de Vó Cecília. Alegria plena em me tornar uma das herdeiras de Candaces. Triste com a partida de Luana Muniz. Satisfação em saber que o filme ‘Lorna Washington – Sobrevivendo a Supostas Perdas’ foi selecionado para mais um festival, no MoDive-se em Campinas/SP. Doloroso ter de aceitar a volta às águas de Mãe Beata ti Yiemonjà. Gás novo com a inscrição do ‘Filha da Lua’ no Rio Festival G&S no Cinema. E tudo isso em meio à produção da Revista Prêmio Machine – Bastidores do Carnaval Carioca, que está sob minha total responsabilidade e me faz desejar que o dia tivesse 26 horas.

Pano rápido, mas com o mesmo cenário de fundo.

Meu amigo e diretor dos documentários que citei acima me indicou para assistir “Eu Não Sou Seu Negro” de James Baldwin e Raoul Peck, no youtube, a falta de tempo e o inglês ‘meia boca’ me impediu de passar do trailer. Porém, confesso que o trailer foi suficiente para os vários pontos de interrogação que eclodiram na minha cabeça: Por que nós, negros brasileiros, somos tão lentos em reivindicar, cobrar, lutar e conquistar??? E a resposta veio de imediato ao assistir o documentário “O Negro no Brasil” -  https://youtu.be/zJAj-wGtoko. E junto com a resposta veio também a solução: Persistir e não desistir. Não existe fórmula mágica, são 500 anos de intimidação e invisibilidade, são muitas ações a serem naturalizadas, ressignificações a serem percebidas por todos, independente da cor da pele.
E uma coisa vai ligando a outra, formando um amálgama. 

Não esqueça o cenário, continua o mesmo.

Uma entrevista no ‘Conversa com o Bial’ com Carol Conka, Alexandra Loras, Yasmin Thayná, Eliane Dias e MC Soffia (que causou um baffon com a célebre frase: “Eu não me inspiro, eu vejo!”), foi uma catarse. Alimentou ainda mais a minha percepção de luta e necessidade de Lugar de Fala para os negros, agora, numa linha reta até às mulheres negras desse país. Se você acha que se trata de mimimi, por favor, assista a entrevista e respeite minha opinião, essas mulheres me representam física, social e intelectualmente. Grata! https://youtu.be/oIC71I6TjGo

E o cenário ainda é o mesmo.

Desde que voltei a morar em Caxias, reclamo da ínfima divulgação cultural, no início cheguei a pensar que simplesmente não existia cultura na Baixada. Foi então que conheci o Fórum de Cultura da Baixada, e com ele descobri uma nova Baixada, riquíssima de conteúdo cultural. Entretanto, continua batendo na tecla “divulgação”. Andando pelo Centro de Caxias, resolvi ir visitar o Instituto Histórico que funciona na Câmara de Vereadores, e qual foi a minha surpresa ao saber que está rolando desde o dia 25 de maio a 3ª Edição do Festival Mate com Angu de Cinema Popular.

Um evento de grande proporção cultural para toda a Baixada Fluminense, necessário no combate ao preconceito social e ao apartheid geográfico promovidos por uma sociedade elitista e hipócrita e assegurado pela indiferença institucional. São mostras nacionais competitivas de curtas (o concurso Baixada 1 minuto, é PHOD..), lançamentos de longas, exibições em praças públicas, rodas de conversas, exposições fotográficas, shows etc., e tudo isso DE GRAÇA!

O Cineclube Mate com Angu existe há 15 anos. Junto com o Gomeia Galpão Criativo e Terreiro de Ideias, as parcerias do Lira de Ouro, Associação dos Amigos do Instituto Histórico e a Casa Fluminense, realizaram este festival de cinema popular. Ainda imbuída do espírito da entrevista do Bial, ontem fui como Candace e Bloguista1 (é isso mesmo, prefiro essa denominação, Bloguista) para o Galpão Gomeia e tive o prazer de assistir Casca de Baobá; Lua em Sagitário; Vênus – Filó, a Fadinha Lésbica; Arremate e Ralé (com presença da atriz Simone Spoladore), numa vibe de altíssimo astral. O festival vai até 31 de maio, e se quiser saber a programação acesse www.matecomangu.org/festival2017. Vale também assistir e votar os curtas do Baixada em 1 minuto, meus favoritos foram “É Longe ou Demora pra chegar?” - https://youtu.be/rFvtXJQJuXc?list=PLAhbhhbhNaDcqCN4ALUHF1e7Xaz91Xno5 e “Dois Lados” - https://youtu.be/d_Acq6Jnq0A?list=PLAhbhhbhNaDcqCN4ALUHF1e7Xaz91Xno5

Baixada, acooorrdddaaa!! Nós temos cultura pra dar, vender e até ensinar para o resto do país. Se liguem, se não prestigiamos a prata da casa... Quem vai?

Fecho as cortinas, o público aplaude, tiro o cenário, apago as luzes. Por hoje é só, querido diário! 😝😆😆😚

1 https://resenhasefolhetins.blogspot.com/2016/01/blogueira-ou-bloguista.html

Vejam o que captei no Galpão Gomeia, percebi que não conseguiria participar do concurso Baixada em 1 minuto, rs.  https://youtu.be/B-dSnp_G7XY