Nos últimos dias o mundo ficou chocado com as fortes imagens do menino imigrante encontrado morto numa praia da Turquia. Vítima e símbolo de uma crise migratória de países em guerra e miseráveis. São muitas opiniões, sugestões, críticas, revoltas e afins. Nós do E aí?! também temos nossa análise sobre esse momento crítico mundial, pensamos em escrever algo sobre o assunto de forma que representasse fielmente nosso perfil, mas que não agredisse o conceito democrático de liberdade de imprensa. Sabemos e acreditamos que qualquer meio de comunicação é formador de opinião, voluntário ou não, vemos isso diariamente em todos os veículos de mídia no Brasil, onde os de maior alcance público conduzem as notícias para avalizar e estabelecer seus interesses. Como nós do E aí?! não temos patrocinadores, jabás e etc, nosso compromisso é apenas com os fatos e proporcionar que os nossos leitores tirem suas próprias conclusões, queremos que voces pensem e concluam por conta própria. Porém, a isenção total é utópica, por isso compartilharemos o vídeo do Canal Curta que mostra um debate sobre racismo e imigração exibido em 24/04/15 no canal France 2, onde a escritora senegalesa Fatou Diome faz um relato emocionante, verdadeiro e corajoso, literalmente o Mundo como ele é! Agradecemos a Ronna Dias, atriz, amiga e colaboradora do E aí?! pela dica.
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
quinta-feira, 9 de julho de 2015
A Economia do Carnaval
De 18
a 20 de junho aconteceu no Centro de Convenções SulAmérica, na Cidade
Nova, a
2ª Feira de Negócios do Carnaval (CARNAVÁLIA) e o 2º Encontro Nacional do Samba
(SAMBACON). O Carnavália tinha o intuito de reunir a cadeia produtiva do
carnaval em uma feira e tornar conhecidos os fornecedores e profissionais que
atuam na área, proporcionando a lei da Oferta e da Procura em negócios
rentáveis na esfera de milhões de reais, e o Sambacon o de promover debates e
palestras sobre temas artísticos, infraestrutura e modelos de gestão. Pelo que
vi da organização do evento e o fluxo de pessoas, acredito que foi um sucesso,
e que para o próximo ano a quantidade de expositores e visitantes vai superar e
muito os 25% de acréscimo deste ano em relação ao ano passado.
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| Fotógrafo Pedro Mattos |
No
primeiro dia, a mesa de abertura contava com as presenças de: Jorge Luiz
Castanheira, Presidente da LIESA (Liga Independente das Escolas de Samba); Rita
Fernandes, Presidente da SEBASTIANA (Associação Independente dos Blocos de
Carnaval de Rua da Zona Sul, Santa Teresa e Centro da Cidade de São Sebastião
do Rio de Janeiro); Guilherme Rosa Varella, representante da Secretaria de
Cultura de São Paulo; e Dulce Ângela Procópio, Subsecretária de Estado de
Comércio e Serviços representando o Governador Luiz Pezão. Vou parar por aqui,
não que o restante da mesa não tenha o valor e reconhecimento necessário para
minha deferência, mas sim, porque essas pessoas citadas foram os personagens de
uma ‘saia justa’ durante o debate.
Enquanto
Rita Fernandes defendia, que o carnaval tem que ser reconhecido de fato e
direito como um setor altamente produtivo para a economia do país, e Guilherme
Rosa Varella endossava esse discurso, acrescentando que há de se criar
políticas públicas voltadas para esse setor, podendo assim qualificar a
discussão sobre carnaval e promover parcerias significativas para o setor com a
aquiescência e reconhecimento dos Governos Municipal, Estadual e Federal. Foi
aí então que a Subsecretária de Comércio e Serviços, Dulce Ângela Procópio,
afirmou em seu discurso utópico que ‘já existe uma parceria do governo estadual
em prol da economia do carnaval’, o que provocou reações físicas de espanto nos
outros convidados, e um burburinho na plateia. Ficou claro que ainda há muitas
lacunas a serem preenchidas sobre o assunto para que algo de fato seja feito,
em prol dessa indústria que gera milhões de reais e poderia ser uma saída
econômica para o país.
O que me
leva a comentar sobre o assunto da mesa “O Carnaval como Gerador de Negócios”
no último dia da feira, a mesa composta por César Vasquez do SEBRAE-RJ; Ronaldo
Darzi da Casa Pinto; Fernando Nicory da Magma Ind.Com.Têxtil; Luís Pinheiro
Junior do Palácio dos Cristais e José Antônio Rodrigues da Revista
Plumas&Paetês Cultural. A discussão ficou basicamente na reclamação de
donos de ateliers e outros fornecedores do ‘calote’ das agremiações, sugerindo
que a LIESA, LIERJ, RIOTUR, Secretarias Municipais e Estaduais reúnam-se e
descubram uma forma de ajudar as agremiações a se organizarem administrativa e
economicamente para que esse ‘calote’ faça parte do passado da folia, uma
sugestão proposta por alguns da platéia foi a da criação de um cartão de
crédito para as agremiações, quando acabasse o limite deste crédito as
agremiações seriam impedidas de continuarem comprando, evitando assim o
‘calote’. Chegaram a apontar a escola de samba São Clemente como a única a
pagar em dia, e as vezes até, antecipadamente. Como um assunto leva a outro,
falando de São Clemente, chegamos à última mesa de debates “O Espetáculo que se
Renova”, mesa esta composta por Kaxitu Ricardo Campos, Presidente da UESP
(União das Escolas de Samba Paulistanas); Fabiana Amorim e Bruno Tenório,
representantes da Unidos da Tijuca; os carnavalescos, Cahê Rodrigues (Imperatriz
Leopoldinense); Paulo Barros (Portela); Rosa Magalhães (São Clemente) e Renato
Lage (Salgueiro); e como mediador o radialista Robson Aldir.
Aqui a
discussão ficou em torno dos patrocínios, e o clima esquentou quando Paulo
Barros disse que o grande e único patrocinador que realmente atrapalha é a Rede
Globo de Televisão. Sugeriu, e contou com o apoio dos outros carnavalescos
presentes, que a Globo permitisse que no início do desfile de cada agremiação
quando aparecem na transmissão os créditos com os dados: Enredo, Intérpretes,
Alas, Presidente, Carnavalesco e etc, fossem incluídos também os logos dos
patrocinadores da Escola de Samba em questão. Neste momento Jorge Castanheira,
Presidente da LIESA, que estava na platéia, pegou o microfone e passou um
‘pito’ (pelo menos foi o que me pareceu) na mesa debatedora, argumentou que
tirassem a Globo do papel de vilã da história e a colocasse como parceira do
espetáculo, disse que as reuniões com a transmissora elevaram e muito o valor
de arrecadação dos direitos de imagens, e que não esquecessem que a
transmissora também tinha seus patrocinadores. E mais, disse que a LIESA está à
disposição dos carnavalescos e dirigentes das agremiações, para conversações e
juntos apresentarem sugestões e indicações viáveis à protagonista das
transmissões dos desfiles das escolas de samba. Os ânimos só não ficaram mais
constrangedores, devido às intervenções bem humoradas de Rosa Magalhães com
suas ‘joaninhas’ e ‘pé de mamão’ (risos) (vide o vídeo).
Enfim,
a discussão foi “babado”! Uma coisa ficou beeem
clara, ainda há muito que se conversar sobre tudo do mundo do carnaval, porém,
o melhor foi poder testemunhar a vontade de algumas pessoas para que esses
debates realmente aconteçam e melhorias de fato se tornem reais, a presença de
representantes dos carnavais de São Paulo, Minas Gerais, Porto Alegre, Bahia, Argentina (San
Luis), Inglaterra (Londres) e Japão (Tóquio) foram determinantes para esta
minha conclusão e para dar a certeza que muitas feiras e muitos encontros ainda
terão. Vida longa ao Carnavália-Sambacon! Nossos sinceros agradecimentos a nossa parceira Revista BMGlobal, ao colaborador e amigo fotógrafo Pedro Mattos pelo convite e credencial, e ao colaborador e amigo Produtor Cultural Paulo César Alcântara.
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Prêmio S@mba-Net
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| Soca; Paulo César Alcântara; Nilce Fran; Jerônimo da Portela e Daniel Mark. Fotógrafo Pedro Mattos |
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| Conceição Gomes e Nêgo (Intérprete da Imperatriz Leopoldinense) Fotógrafo Pedro Mattos |
E
neste sábado último foi realizada a 17ª edição do Prêmio S@mba-Net, na quadra
da Unidos da Tijuca, onde foram premiados alas, escolas, profissionais e
personalidades do mundo do samba carioca. Foi uma festa grandiosa, com
presenças ilustres do cenário carioca e paulista, isso mesmo, São Paulo ficou
muito bem representado com a presença da Presidente da G.R.C.E.S. Mocidade
Alegre, Solange Cruz. O que só afirma e confirma a universalidade do carnaval,
esses encontros, trocas de amabilidade e experiências só tem a acrescentar ao
maior espetáculo da terra. Aliás, precisamos MESMO mostrar e demonstrar essa
confraternização e respeito mútuo para que as pessoas entendam de uma vez por
todas, que a TORCIDA é necessária e justa, mas, há de sê-la feita de braços
dados com o RESPEITO.
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| Solange Cruz - Presidente da GRCES Mocidade Alegre. Fotógrafo Pedro Mattos |
Outra
personalidade presente foi a carnavalesca, comentarista e julgadora, Maria
Augusta, que em entrevista ao E aí?! ao ser perguntada sobre o que achava da
apresentação da comissão de frente concomitantemente com o casal de mestre-sala
e porta-bandeira, respondeu:
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| Maria Augusta em entrevista para o E aí?! Fotógrafo Pedro Mattos |
“- Eu considero que cada quesito deve ser julgado como
quesito, cada um com seu espaço, especialmente porque mestre-sala e
porta-bandeira, um dos motivos do julgamento é como o casal ocupa o espaço na
avenida, então quando há uma junção de coreografia de comissão de frente com
mestre-sala e porta-bandeira, a porta-bandeira fica prejudicada no seu espaço
pessoal, o quesito pode ser, deve ser observado na evolução completa, e do que
já vi quando junta comissão com o casal, o casal de mestre-sala e
porta-bandeira fica prejudicado sempre!” (sic passim).
Bom, concordando ou não com Maria
Augusta, temos que reconhecer que nas vezes em que este formato foi apresentado
na avenida, ‘deu ruim’ para os casais
e suas respectivas agremiações. Enfim, parabenizamos à organização do S@mba-Net
por mais um evento que prestigia quem realmente faz o maior espetáculo da
terra, e o carinho e respeito com o qual o E aí?! foi recebido.
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| Velha Guarda da GRES Beija-Flor. Fotógrafo Pedro Mattos |
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| Robson Garrido - Destaque da Império da Tijuca. Fotógrafo Pedro Mattos |
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| Destaque de Luxo - Carlos Reis e Intérprete Wander Pires Fotógrafo Pedro Mattos |
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| Selminha Sorriso e Claudinho - Fotógrafo Pedro Mattos |
domingo, 26 de abril de 2015
Salve Jorge!
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| São Jorge interpretado pelo ator Alexandre Machafer Fotógrafo Pedro Mattos |
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| D.Orani Tempesta e Carlos Alberto Serpa Fotógrafo Pedro Mattos |
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| Coral Allegro - Fotógrafo Pedro Mattos |
Alternando momentos históricos da vida do santo, como sua conversão e
morte. Apresentaram a história do jovem Jorge, capitão-general (por isso ele é
o padroeiro da Cavalaria do Exército Brasileiro) da Guarda do Império Romano,
que desafiou o Imperador Diocleciano, o Imperador Dragão, que exigia de todos a
sua volta que venerassem seus Deuses Romanos e a eles oferecessem sacrifícios.
Jorge foi até o Imperador e disse não concordar com tal ordem e mais, declarou
perante todos ser cristão, o imperador tentou dissuadi-lo de todas as formas,
porque Jorge era um dos seus melhores Tribunos, primeiro ofereceu-lhe terras,
dinheiro e escravos, depois o torturando de várias formas, mas como a fé em
Cristo de Jorge não se abalava, causando com isso muitas conversões,
Diocleciano mandou degolá-lo em 23 de abril de 303. A encenação teve uma
abordagem em cima da realidade de jovens cariocas que vivem em comunidades, que
buscam maneiras de fugir do preconceito e terem seus direitos de cidadania
garantidos.
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| Imperador 'Dragão' e Família - Fotógrafo Pedro Mattos |
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| Imperador Diocleciano interpretado pelo ator Ricardo Soares Fotógrafo Pedro Mattos |
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| São Jorge sendo degolado pelo Imperador Diocleciano Fotógrafo Pedro Mattos |
Foi um
belo espetáculo, a tríade história/fé/realidade ficou clara e de fácil
entendimento, sem falar na produção visual e artística que ficou de altíssimo
nível, aliás, quem assina Adereços do espetáculo é o nosso amigo/colaborador,
Rogério Madruga, já está se tornando figura permanente nas nossas matérias.
Parabéns amigo, belíssimo e sensível trabalho! Os nossos parabéns e agradecimentos ao
também nosso amigo/colaborador, Fotógrafo Pedro Mattos. Assistam ao vídeo da apresentação do Coral Allegro e do Auto de São Jorge na
nossa página do facebook: https://www.facebook.com/ceicaogomes.blogspot.com.br/videos
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| Garoto Jorginho e Velho Guma - Interpretados por José Vilaça e Flávio Back Fotógrafo Pedro Mattos |
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| Elenco sob aplausos do público Fotógrafo Pedro Mattos |
terça-feira, 21 de abril de 2015
Black is Beautiful!
Fiquei muito triste ontem ao ler alguns comentários preconceituosos e racistas na página de um amigo numa rede social. Mas, como diz o dito popular: "Quando a vida fecha uma porta, Deus abre uma janela", hoje, fui agraciada e acalentada pelo vídeo que assisti de uma menina de apenas 08 anos de idade. Carolina Monteiro revitalizou minha fé e esperança na humanidade, por este motivo pedi licença à equipe do E aí?! para dividir com voces essa esperança de um mundo melhor futuramente através do conceito de beleza de uma menina. Esse é apenas um dos vários vídeos da Carolina, se puderem assistam a todos, e aproveitem suas dicas literárias, são ÓTIMAS!
terça-feira, 14 de abril de 2015
Elza Soares + Plumas & Paetês = Não Existe Mais Quente...
O E aí?! teve o privilégio de poder assistir ‘in loco’ a 11ª Edição do Prêmio Plumas & Paetês Cultural, no sábado último, na Cidade do Samba. Esse prêmio é uma homenagem aos artífices e profissionais do carnaval, são aderecistas, carpinteiros, desenhistas, ferreiros, pintores e etc., profissionais que anonimamente fazem o carnaval do Rio de Janeiro acontecer (este ano foram também homenageados os profissionais do carnaval de Vitória/ES), sem distinção às séries dos desfiles, do grupo Especial ao grupo de Acesso D todos são observados e escolhidos por um corpo de jurados organizado e estabelecido pelo Plumas, estes jurados têm livre acesso aos barracões no período de desenvolvimento dos enredos, e também, livre acesso na Sapucaí nos dias de desfiles. Uma linda e justa iniciativa de José Antônio Rodrigues à frente da direção do Plumas & Paetês Cultural, nessas onze edições já premiaram 645 profissionais.
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| Elza com Prêmio Foto de Marcos Mello |
Todo ano antes da premiação é apresentado um espetáculo que homenageia um nome ou nomes significativos do samba, como o Donga, Chiquinha Gonzaga, as Cantoras do Rádio, e nesta última edição a homenageada foi Elza Soares, reconhecida pela BBC de Londres como a ‘VOZ DO MILÊNIO’, mas pra nós brasileiros, é o link imediato e fidedigno com a Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel, com o jogador de futebol Garrincha, da voz rasgada e poderosa, e das pernas mais cobiçadas na década de 90. A Cia de Arte Plumas & Paetês Cultural apresentou o espetáculo “Elza” com direção artística de Ruidglan Barros e Gilmar Oliveira, foi um giro compacto de grandes sucessos de Elza somados à coreografia criada por Ruidglan Barros (com contribuição de Aline Lima) e excelentemente executada pelos bailarinos da Cia, foi um momento de beleza plástica associada a cenas impactantes, principalmente a encenação da música A Carne (sensacional, choquei!), a emoção tomou conta da presente homenageada, e tão clara ficou sua emoção que Elza presenteou a platéia de premiados e celebridades do mundo samba cantando a cappella ‘O Meu Guri’ de Chico Buarque de Hollanda, e ao terminar a canção disse Elza: “- Gente são 14 pinos na coluna, mas a voz continua intacta”. E está mesmo, simplesmente perfeita.
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| Equipe Administrativa do Plumas&Paetês Cultural Foto de Marcos Mello |
Aproveitei a oportunidade e perguntei a Elza qual teria sido a pedra mais difícil de transpor em sua trajetória, e ela respondeu que o preconceito foi a pedra no sapato que mais incomodou, mas aí em certa altura da vida pensou e decidiu: “- O preconceito só me incomoda, se eu me incomodar com ele, então... parei de me incomodar!”.E assim, com essa frase da Deusa Elza Soares, concluo esta matéria ainda extasiada com a beleza, emoção e profissionalismo que presenciei e compartilhei, aliás, falando em compartilhar aproveito o ensejo para agradecer aos parceiros/colaboradores do E aí?!
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| Rogério Madruga - Aderecista Fotógrafo Pedro Mattos |
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| Rosa Magalhães - Carnavalesca e Pesquisadora (São Clemente) Fotógrafo Pedro Mattos |
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| Cid Carvalho - Carnavalesco (Vitória/ES) Fotógrafo Pedro Mattos |
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| Fantasia Destaque Luxo de Fabíola Abrahão David Fotógrafo Pedro Mattos |
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| Jornalista Conceição Gomes tietando Elza Soares Fotógrafo Pedro Mattos |
segunda-feira, 6 de abril de 2015
As Letras a Serviço da Criatividade
Ainda
no governo de Fernando Henrique Cardoso, em janeiro de 2001 foi aprovada a Lei 10172
em que regularizou o Plano Nacional de Educação, dentre as diretrizes e
objetivos deste plano incluía-se o desafio de oferecer uma educação compatível
na extensão e qualidade à dos países desenvolvidos. Na época, correram boatos de
que esse plano nasceu da necessidade política do Brasil em participar da ALCA (Área de Livre Comércio das Américas),
fechando um acordo de facilidades alfandegárias entre 34 países, dando fim ao
bloqueio econômico que sofriam dos EUA. Especulava-se que Bill Clinton e sua
equipe não acreditavam no potencial econômico comercial do Brasil de FHC,
porque não viam futuro numa comercialização basicamente tecnológica para um país
que seguia um triste histórico de alto índice de analfabetismo. Realmente, se
pensarmos por esse lado, como consumir computadores, celulares, tablets etc. sem
saber ler e escrever? Daí veio a solução pautada na NÃO REPROVAÇÃO escolar
nos ensinos infantis e fundamentais, tentando assim erradicar a evasão escolar,
e mais, travou-se uma forte campanha para os adultos semi e analfabetos até então,
que voltassem às salas de aulas, o país necessitava de uma população que pudesse
consumir os produtos impostos pelos EUA.
A ideia
na teoria era, e, é ótima, pois, ‘povo
que recebe educação é um povo cidadão e apto para exigir seus direitos’. Porém,
anos a fio de falta de investimentos e vontade política, não podem ser
resolvidos da noite pro dia, moral da história, hoje temos um alto índice, não
de analfabetos como antes, mas, sim de analfabetos funcionais, ou seja, aqueles
que lêem e escrevem, mas não conseguem compreender, é quase um autômato, ele lê,
mas não sabe o que leu. Em 2005, o IBOPE relatou que 75% da população
brasileira está inserida no quadro de Analfabetismo
Funcional, e é fácil validarmos esses dados, basta prestarmos atenção nos
posts dos Facebbok’s e What’sApp’s da vida.
Bom,
relatei tudo isso porque fiquei muito feliz, ao ver uma luz no fim do túnel,
calma, vou explicar direitinho. Faço parte daquele pequeno grupo de pessoas que
acreditam no “Faça a sua parte”, só reclamar do governo atual não adianta,
tem que contribuir para melhorar o que está ruim ou deficiente, e claro, se
informar e pensar muito na hora de votar. Mas, voltando à iniciativa que me
deixou mega feliz, mesmo com esse quadro triste de analfabetos funcionais e da
tecnologia que pode lhe proporcionar ler esta matéria no seu celular, tablet ou
laptop, por exemplo...Duas amigas que se conheceram no final da década de 90, na
faculdade de Letras em Petrópolis, quinze anos depois se reencontraram, hoje, Rita Tré Becker, pós-graduada em Língua
Portuguesa e Rebeca L’Gall, pós-graduada
em Gestão Escolar, colocaram em prática o sonho que acalentavam desde a
faculdade, dessa parceria nasceu a Ideia
e Ideais Editora, e exatamente por tudo isso que falei até agora, não tinha
como não entrevistá-las e saber o que as motivou e o que esperam desse novo
projeto.
Com a globalização digital que assola o mundo, porque
abrir uma editora, e mais, porque abrir uma editora em um país que ainda mantém
um número considerável de analfabetos, e pior, apresentando hoje um número
maior ainda de analfabetos funcionais?
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| Rita Tré Becker |
R/R: Porque o livro físico não morrerá jamais e a
Ideia e Ideais Editora acredita que o número de adeptos ao livro aumentará, não
só pelo nosso ideal, mas, também, pelos dados estatísticos da SNEL (sindicato
nacional dos editores de livros).
De 1964
a 1968, período da ditadura instaurada pelo golpe
militar no Brasil, apreendeu-se, coagiu-se e censurou-se a publicação de livros
e revistas. De onde vêm a esperança e a determinação, hoje, em tocar um projeto
tão desestimulado pelos governos posteriores à ditadura militar?
R/R: Honestamente, não nos preocupamos com
desestímulos de quaisquer origens, acreditamos sim na transformação positiva
que o livro permite.
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| Rebeca L'Gall |
Com o momento político atual do país, foi fácil ou
difícil abrir a Editora?
R/R: Abrir todo e qualquer negócio não é fácil,
porque se trata de responsabilidades, porém, quanto à burocracia, não houve
dificuldade.
Qual o objetivo desejado com o projeto “Contos
Reunidos”? Qual o público-alvo pretende-se alcançar?
R/R: Incentivar a criação literária, divulgar novos
autores, trazer à superfície lembranças e ensinamentos e recuperar valores
fundamentais em decadência.
Quantos e quais segmentos literários já fazem parte
da composição/acervo da Ideia e Ideais Editora?
R/R: A Ideia e Ideais Editora é nova, tem dois meses
de vida. O primeiro título/lançamento será o Projeto Contos Reunidos – Uma Nova
Leitura de Vida.
Quando e onde será a inauguração da Ideia e Ideais
Editora? Já existe o livro lançamento? Qual?
R/R: A inauguração/lançamento da Ideia e Ideais
Editora será em 25 de julho de 2015, Dia do escritor, na Sala Cinema do 32 BIL,
em Petrópolis – RJ, em horário a ser confirmado. O primeiro título/lançamento
será o Projeto Contos Reunidos – Uma Nova Leitura de Vida.
Como, e, em quê o E aí? pode ajudar a Ideia e Ideais
Editora? O que desejam de nós?
R/R: Divulgar a Ideia e Ideais Editora é divulgar a
Cultura, a Educação e os Novos Autores. Acreditamos que o E aí? Tem esse perfil.
Muito obrigado pelo carinho Rita e Rebeca, nós do E aí?!
estaremos sempre prontos para ajudarmos no que for preciso, para que a Ideia e
Ideais Editora tenha vida longa, e manter acesa a chama utópica de um Brasil
consciente, conhecedor e detentor de seus direitos e deveres garantidos. Quem se interessar em fazer parte do Projeto Contos Reunidos, ou pensa em ser um novo autor da Ideia e Ideais Editora, entre no site por aqui mesmo, basta ir na coluna aqui da direita em 'Parceiros' e clicar na editora, vamos gente, coragem! Viva a
leitura!
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