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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Prêmio S@mba-Net

       
Soca; Paulo César Alcântara; Nilce Fran; Jerônimo da
Portela e Daniel Mark. Fotógrafo Pedro Mattos
Contando com a participação de jornalistas, pesquisadores, carnavalescos, dirigentes, desfilantes e pessoas interessadas nas Escolas de Samba do carnaval carioca, as listas de discussões pela internet se tornaram os mais importantes fóruns de debates sobre o carnaval e as Escolas de Samba do Rio de Janeiro. E foi num desses acalorados debates que, em 1999, um grupo de integrantes da lista Rio-carnaval, pioneira nos debates virtuais sobre samba, percebeu a inexistência de uma premiação específica para os desfiles das Escolas de Samba dos Grupos A e B, importantes grupos de base para o carnaval carioca. Decidiu-se então instituir a primeira Premiação S@mba-Net valorizando os melhores nos desfiles dos Grupos A e B, e em 2013 o Grupo Especial passou também a fazer parte da lista de premiados.
Conceição Gomes e Nêgo (Intérprete
da Imperatriz Leopoldinense) Fotógrafo
Pedro Mattos
         E neste sábado último foi realizada a 17ª edição do Prêmio S@mba-Net, na quadra da Unidos da Tijuca, onde foram premiados alas, escolas, profissionais e personalidades do mundo do samba carioca. Foi uma festa grandiosa, com presenças ilustres do cenário carioca e paulista, isso mesmo, São Paulo ficou muito bem representado com a presença da Presidente da G.R.C.E.S. Mocidade Alegre, Solange Cruz. O que só afirma e confirma a universalidade do carnaval, esses encontros, trocas de amabilidade e experiências só tem a acrescentar ao maior espetáculo da terra. Aliás, precisamos MESMO mostrar e demonstrar essa confraternização e respeito mútuo para que as pessoas entendam de uma vez por todas, que a TORCIDA é necessária e justa, mas, há de sê-la feita de braços dados com o RESPEITO. 
 
Solange Cruz - Presidente da GRCES
Mocidade Alegre. Fotógrafo Pedro
Mattos
        Um evento tão bonito, onde várias agremiações foram premiadas através de seus componentes por: Melhor Escola; Melhor Bateria; Melhor Conjunto de Passistas; Melhor Destaque de Luxo, etc. Não cabia à platéia o comportamento deselegante, em que, quando foi anunciada a ‘Mais Elegante Galeria de Velha-Guarda’, foram recebidos com vaias pelo simples fato de serem da G.R.E.S. Beija-Flor de Nilópolis, momento feio e triste, que felizmente foi rapidamente contornado pelo apresentador do evento que ‘passou um pito’ na platéia lembrando que ali estava uma parte importante da história do samba em geral, e surtiu efeito, logo após a esse triste acontecimento, foi chamado ao palco para serem premiados o ‘Melhor Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira’, Claudinho e Selminha Sorriso, também da Beija-Flor, e foram recebidos sob aplausos e até cantaram o samba da escola. Resolvi colocar aqui o vídeo da apresentação do casal como um desagravo à reação da platéia com a Velha-Guarda, e sua remissão com Claudinho e Selminha, e para agradar minha afilhada que é Beija-Flor doente, espero que meu editor não leia isso (risos nervosos).
         Outra personalidade presente foi a carnavalesca, comentarista e julgadora, Maria Augusta, que em entrevista ao E aí?! ao ser perguntada sobre o que achava da apresentação da comissão de frente concomitantemente com o casal de mestre-sala e porta-bandeira, respondeu: 
Maria Augusta em entrevista para o E aí?! Fotógrafo
Pedro Mattos
“- Eu considero que cada quesito deve ser julgado como quesito, cada um com seu espaço, especialmente porque mestre-sala e porta-bandeira, um dos motivos do julgamento é como o casal ocupa o espaço na avenida, então quando há uma junção de coreografia de comissão de frente com mestre-sala e porta-bandeira, a porta-bandeira fica prejudicada no seu espaço pessoal, o quesito pode ser, deve ser observado na evolução completa, e do que já vi quando junta comissão com o casal, o casal de mestre-sala e porta-bandeira fica prejudicado sempre!” (sic passim).

         Bom, concordando ou não com Maria Augusta, temos que reconhecer que nas vezes em que este formato foi apresentado na avenida, ‘deu ruim’ para os casais e suas respectivas agremiações. Enfim, parabenizamos à organização do S@mba-Net por mais um evento que prestigia quem realmente faz o maior espetáculo da terra, e o carinho e respeito com o qual o E aí?! foi recebido.

Velha Guarda da GRES Beija-Flor. Fotógrafo
Pedro Mattos
Robson Garrido - Destaque da Império
da Tijuca. Fotógrafo Pedro Mattos

Destaque de Luxo - Carlos Reis e Intérprete Wander Pires
Fotógrafo Pedro Mattos

Selminha Sorriso e Claudinho - Fotógrafo Pedro Mattos

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domingo, 26 de abril de 2015

Salve Jorge!

          
São Jorge interpretado pelo ator Alexandre Machafer
Fotógrafo Pedro Mattos 
Dia 23 de abril, Igreja de São Gonçalo no Centro do Rio (muitos não sabem, mas a igreja é de São Gonçalo e não de São Jorge, a do santo guerreiro fica em Quintino, subúrbio carioca) uma multidão deixou a porta da igreja e arredores intransitável, era a festa do santo católico mais popular do Rio de Janeiro, mais até do que o santo padroeiro da cidade, São Sebastião. São Jorge para os cariocas é quase um parente, faz parte da vida familiar e cotidiana da maioria independente da religião, na Umbanda ele é Ogum, mas é a imagem católica do santo que ocupa os altares do culto de matriz afro-brasileira, diferentemente do candomblé, mas isso é outra história. Vamos voltar ao início do parágrafo, a multidão se acotovelava para assistir às missas, rezar, pagar promessas, pedir proteção e pela primeira vez assistir o Auto de São Jorge – O Santo Guerreiro, uma parceria entre a Associação Cultural da Arquidiocese do Rio de Janeiro e a Fundação Cesgranrio, cabendo a primeira a Promoção e a segunda o Patrocínio.
D.Orani Tempesta e Carlos Alberto Serpa
Fotógrafo Pedro Mattos
Segundo Carlos Alberto Serpa, presidente da Fundação Cesgranrio, que estava presente junto com Dom Orani João Tempesta (Cardeal e Arcebispo do Rio de Janeiro), a iniciativa tem o objetivo de melhor apresentar aos cariocas a cultura e a fé católica, e estimular a aproximação da Igreja Católica com o povo, por meio de manifestações culturais e religiosas, através de uma linguagem de fácil entendimento. A ideia do espetáculo, é que ele reforce o culto a esse histórico personagem da Igreja e resgate a fé dos católicos. E olha, o santo fez sua parte em relação ao resgate da fé, porque por volta das 16 horas começou uma chuva fina, que engrossou bem por volta das 17h, o que fez algumas pessoas comprarem capas, guarda-chuva e em alguns o pensamento de desistência, mas... às 18h iniciou o evento, o Coral Allegro, sob a regência do Maestro Ricardo Magno, subiu ao palco montado na Av.Presidente Vargas, esquina com a Praça da República, e com seu doce canto a chuva foi perdendo a força até que parou no exato momento em que começou o auto, encenado por quatorze artistas, alunos e ex-alunos da Oficina de Atores da Cesgranrio, e dirigido por Márcio Fonseca.
Coral Allegro - Fotógrafo Pedro Mattos

         Alternando momentos históricos da vida do santo, como sua conversão e morte. Apresentaram a história do jovem Jorge, capitão-general (por isso ele é o padroeiro da Cavalaria do Exército Brasileiro) da Guarda do Império Romano, que desafiou o Imperador Diocleciano, o Imperador Dragão, que exigia de todos a sua volta que venerassem seus Deuses Romanos e a eles oferecessem sacrifícios. Jorge foi até o Imperador e disse não concordar com tal ordem e mais, declarou perante todos ser cristão, o imperador tentou dissuadi-lo de todas as formas, porque Jorge era um dos seus melhores Tribunos, primeiro ofereceu-lhe terras, dinheiro e escravos, depois o torturando de várias formas, mas como a fé em Cristo de Jorge não se abalava, causando com isso muitas conversões, Diocleciano mandou degolá-lo em 23 de abril de 303. A encenação teve uma abordagem em cima da realidade de jovens cariocas que vivem em comunidades, que buscam maneiras de fugir do preconceito e terem seus direitos de cidadania garantidos.
Imperador 'Dragão' e Família - Fotógrafo Pedro Mattos
Imperador Diocleciano interpretado
pelo ator Ricardo Soares

Fotógrafo Pedro Mattos


São Jorge sendo degolado
pelo Imperador Diocleciano

Fotógrafo Pedro Mattos

       














Foi um belo espetáculo, a tríade história/fé/realidade ficou clara e de fácil entendimento, sem falar na produção visual e artística que ficou de altíssimo nível, aliás, quem assina Adereços do espetáculo é o nosso amigo/colaborador, Rogério Madruga, já está se tornando figura permanente nas nossas matérias. Parabéns amigo, belíssimo e sensível trabalho! Os nossos parabéns e agradecimentos ao também nosso amigo/colaborador, Fotógrafo Pedro Mattos. Assistam ao vídeo da apresentação do Coral Allegro e do Auto de São Jorge na nossa página do facebook: https://www.facebook.com/ceicaogomes.blogspot.com.br/videos
Garoto Jorginho e Velho Guma - Interpretados por
José Vilaça e Flávio Back

Fotógrafo Pedro Mattos
Elenco sob aplausos do público
Fotógrafo Pedro Mattos


      

terça-feira, 21 de abril de 2015

Black is Beautiful!

Fiquei muito triste ontem ao ler alguns comentários preconceituosos e racistas na página de um amigo numa rede social. Mas, como diz o dito popular: "Quando a vida fecha uma porta, Deus abre uma janela", hoje, fui agraciada e acalentada pelo vídeo que assisti de uma menina de apenas 08 anos de idade. Carolina Monteiro revitalizou minha fé e esperança na humanidade, por este motivo pedi licença à equipe do E aí?! para dividir com voces essa esperança de um mundo melhor futuramente através do conceito de beleza de uma menina. Esse é apenas um dos vários vídeos da Carolina, se puderem assistam a todos, e aproveitem suas dicas literárias, são ÓTIMAS!

terça-feira, 14 de abril de 2015

Elza Soares + Plumas & Paetês = Não Existe Mais Quente...



          O E aí?! teve o privilégio de poder assistir ‘in loco’ a 11ª Edição do Prêmio Plumas & Paetês Cultural, no sábado último, na Cidade do Samba. Esse prêmio é uma homenagem aos artífices e profissionais do carnaval, são aderecistas, carpinteiros, desenhistas, ferreiros, pintores e etc., profissionais que anonimamente fazem o carnaval do Rio de Janeiro acontecer (este ano foram também homenageados os profissionais do carnaval de Vitória/ES), sem distinção às séries dos desfiles, do grupo Especial ao grupo de Acesso D todos são observados e escolhidos por um corpo de jurados organizado e estabelecido pelo Plumas, estes jurados têm livre acesso aos barracões no período de desenvolvimento dos enredos, e também, livre acesso na Sapucaí nos dias de desfiles. Uma linda e justa iniciativa de José Antônio Rodrigues à frente da direção do Plumas & Paetês Cultural, nessas onze edições já premiaram 645 profissionais. 
Elza com Prêmio
Foto de Marcos Mello
     Todo ano antes da premiação é apresentado um espetáculo que homenageia um nome ou nomes significativos do samba, como o Donga, Chiquinha Gonzaga, as Cantoras do Rádio, e nesta última edição a homenageada foi Elza Soares, reconhecida pela BBC de Londres como a ‘VOZ DO MILÊNIO’, mas pra nós brasileiros, é o link imediato e fidedigno com a Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel, com o jogador de futebol Garrincha, da voz rasgada e poderosa, e das pernas mais cobiçadas na década de 90. A Cia de Arte Plumas & Paetês Cultural apresentou o espetáculo “Elza” com direção artística de Ruidglan Barros e Gilmar Oliveira, foi um giro compacto de grandes sucessos de Elza somados à coreografia criada por Ruidglan Barros (com contribuição de Aline Lima) e excelentemente executada pelos bailarinos da Cia, foi um momento de beleza plástica associada a cenas impactantes, principalmente a encenação da música A Carne (sensacional, choquei!), a emoção tomou conta da presente homenageada, e tão clara ficou sua emoção que Elza presenteou a platéia de premiados e celebridades do mundo samba cantando a cappella ‘O Meu Guri’ de Chico Buarque de Hollanda, e ao terminar a canção disse Elza: “- Gente são 14 pinos na coluna, mas a voz continua intacta”. E está mesmo, simplesmente perfeita. 
Equipe Administrativa do Plumas&Paetês Cultural
Foto de Marcos Mello
      Aproveitei a oportunidade e perguntei a Elza qual teria sido a pedra mais difícil de transpor em sua trajetória, e ela respondeu que o preconceito foi a pedra no sapato que mais incomodou, mas aí em certa altura da vida pensou e decidiu: “- O preconceito só me incomoda, se eu me incomodar com ele, então... parei de me incomodar!”.E assim, com essa frase da Deusa Elza Soares, concluo esta matéria ainda extasiada com a beleza, emoção e profissionalismo que presenciei e compartilhei, aliás, falando em compartilhar aproveito o ensejo para agradecer aos parceiros/colaboradores do E aí?! 
 
Rogério Madruga - Aderecista
Fotógrafo Pedro Mattos
      Paulo César Alcântara - Professor, escritor e produtor cultural; Tiago Ribeiro - Editor e jornalista responsável da revista Plumas & Paetês Cultural; Rogério Madruga - Artista plástico, ator integrante da Cia de Arte Plumas & Paetês e premiado na categoria Aderecista da GRES Beija-Flor de Nilópolis; Fotógrafo Pedro Mattos e André Rola - Web designer e fotógrafo, sem voces nada teria sido possível com a maestria, facilidade e sucesso que foi. Muito Obrigado! E voce leitor se quiser saber mais sobre o trabalho desenvolvido pelo Plumas & Paetês Cultural, é fácil, dá para acessar o site aqui pelo blog, é só clicar na página deles aqui do lado direito da tela em ‘Parceiros’. Até a próxima!


Rosa Magalhães - Carnavalesca e Pesquisadora
(São Clemente)
Fotógrafo Pedro Mattos





Cid Carvalho - Carnavalesco (Vitória/ES)
Fotógrafo Pedro Mattos





















Fantasia Destaque Luxo de Fabíola Abrahão David
Fotógrafo Pedro Mattos
Carlinhos do Salgueiro - Coreógrafo (Aprendizes do Salgueiro); Mestre Manoel Dionísio (Escola de Mestre-Sala e Porta-Bandeira); Lincon Rodrigues e Taciana Couto - Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira (Pimpolhos da Grande Rio) Marcos Roza - Pesquisador (Vitória/ES)
Fotógrafo André Rola



Jornalista Conceição Gomes tietando Elza Soares
Fotógrafo Pedro Mattos
Cia de Arte Plumas&Paetês Cultural
Fotógrafo André Rola

segunda-feira, 6 de abril de 2015

As Letras a Serviço da Criatividade

         Ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso, em janeiro de 2001 foi aprovada a Lei 10172 em que regularizou o Plano Nacional de Educação, dentre as diretrizes e objetivos deste plano incluía-se o desafio de oferecer uma educação compatível na extensão e qualidade à dos países desenvolvidos. Na época, correram boatos de que esse plano nasceu da necessidade política do Brasil em participar da ALCA (Área de Livre Comércio das Américas), fechando um acordo de facilidades alfandegárias entre 34 países, dando fim ao bloqueio econômico que sofriam dos EUA. Especulava-se que Bill Clinton e sua equipe não acreditavam no potencial econômico comercial do Brasil de FHC, porque não viam futuro numa comercialização basicamente tecnológica para um país que seguia um triste histórico de alto índice de analfabetismo. Realmente, se pensarmos por esse lado, como consumir computadores, celulares, tablets etc. sem saber ler e escrever? Daí veio a solução pautada na NÃO REPROVAÇÃO escolar nos ensinos infantis e fundamentais, tentando assim erradicar a evasão escolar, e mais, travou-se uma forte campanha para os adultos semi e analfabetos até então, que voltassem às salas de aulas, o país necessitava de uma população que pudesse consumir os produtos impostos pelos EUA.
         A ideia na teoria era, e, é ótima, pois, ‘povo que recebe educação é um povo cidadão e apto para exigir seus direitos’. Porém, anos a fio de falta de investimentos e vontade política, não podem ser resolvidos da noite pro dia, moral da história, hoje temos um alto índice, não de analfabetos como antes, mas, sim de analfabetos funcionais, ou seja, aqueles que lêem e escrevem, mas não conseguem compreender, é quase um autômato, ele lê, mas não sabe o que leu. Em 2005, o IBOPE relatou que 75% da população brasileira está inserida no quadro de Analfabetismo Funcional, e é fácil validarmos esses dados, basta prestarmos atenção nos posts dos Facebbok’s e What’sApp’s da vida.
         Bom, relatei tudo isso porque fiquei muito feliz, ao ver uma luz no fim do túnel, calma, vou explicar direitinho. Faço parte daquele pequeno grupo de pessoas que acreditam no “Faça a sua parte”, só reclamar do governo atual não adianta, tem que contribuir para melhorar o que está ruim ou deficiente, e claro, se informar e pensar muito na hora de votar. Mas, voltando à iniciativa que me deixou mega feliz, mesmo com esse quadro triste de analfabetos funcionais e da tecnologia que pode lhe proporcionar ler esta matéria no seu celular, tablet ou laptop, por exemplo...Duas amigas que se conheceram no final da década de 90, na faculdade de Letras em Petrópolis, quinze anos depois se reencontraram, hoje, Rita Tré Becker, pós-graduada em Língua Portuguesa e Rebeca L’Gall, pós-graduada em Gestão Escolar, colocaram em prática o sonho que acalentavam desde a faculdade, dessa parceria nasceu a Ideia e Ideais Editora, e exatamente por tudo isso que falei até agora, não tinha como não entrevistá-las e saber o que as motivou e o que esperam desse novo projeto.

Com a globalização digital que assola o mundo, porque abrir uma editora, e mais, porque abrir uma editora em um país que ainda mantém um número considerável de analfabetos, e pior, apresentando hoje um número maior ainda de analfabetos funcionais?
Rita Tré Becker
R/R: Porque o livro físico não morrerá jamais e a Ideia e Ideais Editora acredita que o número de adeptos ao livro aumentará, não só pelo nosso ideal, mas, também, pelos dados estatísticos da SNEL (sindicato nacional dos editores de livros). 

De 1964 a 1968, período da ditadura instaurada pelo golpe militar no Brasil, apreendeu-se, coagiu-se e censurou-se a publicação de livros e revistas. De onde vêm a esperança e a determinação, hoje, em tocar um projeto tão desestimulado pelos governos posteriores à ditadura militar?
R/R: Honestamente, não nos preocupamos com desestímulos de quaisquer origens, acreditamos sim na transformação positiva que o livro permite.

Rebeca L'Gall
Com o momento político atual do país, foi fácil ou difícil abrir a Editora?
R/R: Abrir todo e qualquer negócio não é fácil, porque se trata de responsabilidades, porém, quanto à burocracia, não houve dificuldade.

Qual o objetivo desejado com o projeto “Contos Reunidos”? Qual o público-alvo pretende-se alcançar?
R/R: Incentivar a criação literária, divulgar novos autores, trazer à superfície lembranças e ensinamentos e recuperar valores fundamentais em decadência.
Quantos e quais segmentos literários já fazem parte da composição/acervo da Ideia e Ideais Editora?
R/R: A Ideia e Ideais Editora é nova, tem dois meses de vida. O primeiro título/lançamento será o Projeto Contos Reunidos – Uma Nova Leitura de Vida.
 Quando e onde será a inauguração da Ideia e Ideais Editora? Já existe o livro lançamento? Qual?
R/R: A inauguração/lançamento da Ideia e Ideais Editora será em 25 de julho de 2015, Dia do escritor, na Sala Cinema do 32 BIL, em Petrópolis – RJ, em horário a ser confirmado. O primeiro título/lançamento será o Projeto Contos Reunidos – Uma Nova Leitura de Vida.

Como, e, em quê o E aí? pode ajudar a Ideia e Ideais Editora? O que desejam de nós?
R/R: Divulgar a Ideia e Ideais Editora é divulgar a Cultura, a Educação e os Novos Autores. Acreditamos que o E aí?  Tem esse perfil.


Muito obrigado pelo carinho Rita e Rebeca, nós do E aí?! estaremos sempre prontos para ajudarmos no que for preciso, para que a Ideia e Ideais Editora tenha vida longa, e manter acesa a chama utópica de um Brasil consciente, conhecedor e detentor de seus direitos e deveres garantidos. Quem se interessar em fazer parte do Projeto Contos Reunidos, ou pensa em ser um novo autor da Ideia e Ideais Editora, entre no site por aqui mesmo, basta ir na coluna aqui da direita em 'Parceiros' e clicar na editora, vamos gente, coragem! Viva a leitura!


segunda-feira, 23 de março de 2015

Mundo Junino ... que Mundo é esse?

               Olá pessoal, o assunto hoje é QUADRILHA, calma, não estou falando de Brasília (risos), e sim da Quadrilha de Festa Junina. Recebemos um material de divulgação do evento ‘Concurso Rainha do Mundo Junino 2015’, e o contato com os divulgadores + pesquisas sobre o assunto resultaram em, o que era para ser postado apenas na nossa Agenda Cultural, veio parar aqui na nossa Página Inicial. Nossa redação descobriu o quão rico de informações é o Mundo Junino, que decidimos abordá-lo mais amplamente, e não, mencioná-lo apenas em nossa agenda. O nosso ponto de partida em curiosidade deu-se na descoberta da FIGDQUERJ (Federação Independente dos Grupos de Danças e Quadrilhas do Estado do Rio de Janeiro), fundada em 01 de agosto de 1992, à Rua Dr. Noguchi, n° 46, Ramos, presidida por Célio Esteves. A FIGDQUERJ surgiu a partir de divergências ideológicas com a FAQUAERJ (não conseguimos descobrir a designação correta da sigla). O curioso é que hoje, as duas entidades são vistas como irmãs e atuam dessa forma, frente à LIQUERJ (Liga Independente de Quadrilhas Juninas do Estado do Rio de Janeiro) entidade maior entre todas as Federações de Quadrilhas do Estado do Rio de Janeiro. O segundo ponto que abriu nosso apetite da curiosidade deu-se pelos estilos de quadrilha que temos hoje no Rio de Janeiro, mas, antes de falarmos delas vamos dar um salto no tempo e saber como esse segmento cultural começou. Iniciaremos pela Festa Junina.
       
       Festas juninas ou festas dos santos populares são celebrações católicas que acontecem em vários países e que são historicamente relacionadas com a festa pagã do solstício de verão (no hemisfério norte) e de inverno (no hemisfério sul), que é celebrado no dia 24 de junho. A festa teve origem na Idade Média na celebração dos chamados Santos Populares: Santo António (comemorado dia 13/06); São João (comemorado dia 24/06) e São Pedro (comemorado dia 29/06). De origem européia, as fogueiras juninas faziam parte da antiga tradição pagã de celebrar o solstício de verão. Assim como a cristianização da árvore pagã "sempre verde", que se tornou a famosa árvore de natal, a fogueira do dia de Midsummer (tradução literal ‘pleno verão’) comemorado em 24 de junho, tornou-se ainda na Idade Média, um atributo da festa de São João Batista, o santo celebrado nesse mesmo dia. Ainda hoje, a fogueira de São João é o traço comum que une todas as Festas de São João Européias (da Estônia a Portugal, da Finlândia à França). No Brasil, recebeu o nome de "junina" (chamada inicialmente de "joanina", de São João), porque acontece no mês de junho. A festa de São João brasileira é típica da Região Nordeste. Por ser uma região árida, o Nordeste agradece anualmente a São João Batista, mas também a São Pedro, pelas chuvas caídas nas lavouras. Em razão da época propícia para a colheita do milho, as comidas feitas de milho integram a tradição, como a canjica, a pamonha, o curau, o milho cozido, a pipoca e o bolo de milho. 

           A quadrilha brasileira tem o seu nome originário de uma dança de salão francesa para quatro pares, a Quadrille. A quadrille francesa já era um desenvolvimento da Contredanse, uma dança inglesa de origem campesina, surgida por volta do século XIII, e que se popularizou em toda a Europa na primeira metade do século XVIII. A quadrille veio para o Brasil seguindo o interesse da classe média e das elites portuguesas e brasileiras por tudo que fosse a última moda de Paris. Ao longo do século XIX, a quadrilha se popularizou no Brasil e se fundiu com danças brasileiras preexistentes e teve subsequentes evoluções (entre elas, o aumento do número de pares e o abandono de passos e ritmos franceses). Ainda que inicialmente adotada pela elite urbana brasileira, esta é uma dança que teve o seu maior florescimento no Brasil rural (daí o vestuário campesino), e se tornou uma dança própria dos festejos juninos, principalmente no Nordeste.
Quadrilha dos anos 40
 A partir de então, a quadrilha, nunca deixando de ser um fenômeno popular e rural, também recebeu a influência do movimento nacionalista e da sistematização dos costumes nacionais pelos estudos folclóricos. A quadrilha, como outras danças brasileiras, como o pastoril, foi sistematizada e divulgada por associações municipais, igrejas e clubes de bairros, sendo também defendida por professores e praticada por alunos em colégios e escolas, na zona rural ou urbana, foi incorporada aos costumes das populações indígenas e afro-brasileiras Hoje, a quadrilha faz parte do cenário festivo dos meses de junho, julho e até agosto. Suas características sofreram mudanças no conceito artístico, a adequação e atualização deste segmento cultural popular tomaram forma de um Marketing Natural para manter o interesse do público, e incentivá-lo a comparecer aos torneios e apresentações. Consta no regulamento oficial da FIGDQUERJ como Objetivos:  
* Resgatar a união dos grupos folclóricos juninos da nossa região.
* Estimular a competição entre os grupos juninos.
* Promover a cultura da nossa região, difundindo a cultura popular brasileira no estado do Rio Janeiro. 
* Viabilizar atividades de incentivo à expressão cultural e lúdica, de lazer e entretenimento, estimulando a participação de grupos populares e artísticos, fortalecendo os vínculos culturais e comunitários.
 
Quadrilhão do Caju - Categoria Roça
        O
 "anarriè" e o "olha a chuva!" que eram bordões costumeiros das quadrilhas de antigamente, literalmente ficou no passado, a modernidade e atualização abriram as portas para estilos e categorias, atualmente no Rio, existem dois tipos de quadrilhas, as de Roça, que geralmente usam o nome de Junina na frente, e as de Salão, que geralmente usam o nome de “show”. Uma quadrilha é dita como de roça, quando preenche alguns requisitos, tais como: Anáguas curtas, decoração da indumentária com laços, fitas, rendas e rendados. Temas de raiz, onde usam músicas geralmente mecânicas e bem marcadas, além de uma eterna busca do estilo retrô. Dentro da categoria roça, têm os estilos definidos pelas próprias quadrilhas, alguns deles são: A roça estilizada e a cênica. Já uma quadrilha de Salão apresentará vestidos de armação grande, muitas anáguas, cinto “calçolão”, trabalhos de  pedrarias e ornamentos; inclusive nos chapéus. No salão há uma presença incisiva do corpo de baile (tema), os temas de uma quadrilha de salão, não estão necessariamente presos ao folclore brasileiro, diferentemente das quadrilhas de roça. Nesta categoria têm também alguns estilos como o Salão Contemporâneo, o de Vanguarda e o Estilizado.  
Forró Bodó - Categoria Roça
Aurora Boreal - Categoria Salão

          
             O que nós do E aí?! concluímos após toda essa informação, é que como o carnaval brasileiro, um evento genuinamente do povo, que saiu do confinamento da região central do Rio (Pedra do Sal, Pça.XI e adjacências) para a zona sul e pro mundo, hoje mesmo, um amigo/colaborador do blog, por exemplo, está no desfile que acontece anualmente em San Luis na Argentina, onde várias Escolas de Samba do grupo especial fazem o carnaval de lá, ou seja, um produto tipo ‘exportação’, que funciona e gera uma economia significativa o ano todo. Assim percebemos as quadrilhas das festas juninas, se organizaram em federações e ligas, e proporcionam além de manter uma tradição folclórica, uma fonte de empregos informais para o ano todo também. Porque para realizar as apresentações, há de se ter por trás do evento uma grande equipe de costureiras, bordadeiras, aderecistas, sapateiros,
Chega Mais - Categoria Salão
chapeleiros, eletricistas, designers, divulgadores, enfim, um entourage que nada deixa a dever a um barracão de escola de samba, e, geralmente as mesmas pessoas que estão nas escolas de samba está nas gerências das quadrilhas. Assistindo a alguns vídeos de apresentação percebi também alguma semelhança com a festa de Parintins, onde a figura do narrador é marcante, taí uma coisa que o mundo do carnaval poderia copiar do mundo junino. 

Ah! Já ia esquecendo o motivo que nos fez chegar até aqui, o concurso da Rainha do Mundo Junino, confira os detalhes na nossa ‘Agenda Cultural’.

Fotos retiradas do site: www.figdquerj.com.br

segunda-feira, 9 de março de 2015

Educação e Amor



Imagem do site:
emseverinosalustiano.no.comunidades.net
     As redes sociais, blogues, sites, programas de TV e jornais do país e exterior estão em polvorosas com as últimas decisões e acontecimentos do, e, no governo brasileiro. Fala-se em CPI’s, inquéritos, impeachment’s, passeatas, panelaços, Petrobrás... E como cada cidadão brasileiro tem a sua própria opinião, as agressões no lugar do diálogo também se fazem presentes, uma amiga do blog foi ameaçada em sua página no facebook por expressar sua opinião e posição perante o Governo Dilma. Bombam (literalmente) também na internet as manifestações de intolerância religiosa, em que muros são mantidos e sustentados em preconceitos, baseados em uma fé que fanatizam alguns e os fazem esquecer o princípio básico da maioria das religiões – AMOR AO PRÓXIMO. 


    Eu também tenho opinião e posição em relação a tudo isso, mas, aqui represento um veículo de comunicação, e como tal, a imparcialidade me obriga a apenas informar os fatos, PORÉM, tenho também o direito constitucional de liberdade de expressão e pensamento (A liberdade de expressão está garantida pelo texto constitucional brasileiro em seu artigo quinto, que abre o Capítulo I "Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos" do Título II da Carta Magna, intitulado "Dos Direitos e Garantias Fundamentais". Estão reunidos, em diferentes incisos, os pontos mais relevantes para a necessária compreensão do seu conteúdo: IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; IX- é livre a expressão de atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independente de censura ou licença; X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; XLI – a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais.). 

   Isto posto, gostaria de compartilhar com vocês os pensamentos e conclusões que cheguei através dos fatos relatados pela imprensa, internet e amigos. Sendo assim, vamos analisar juntos, o que é GOVERNO em cada uma de suas esferas.

    Numa república presidencialista, o Presidente (País) é a autoridade máxima do Poder executivo e da República, cabendo a ele as tarefas de Chefe de estado e o Chefe de governo. O Brasil segue o regime presidencialista. O cargo de Governador (Estado) é o mais elevado cargo político eletivo que representa a autoridade máxima do poder executivo em uma província ou estado de uma federação. O governador tem como função básica chefiar o poder executivo estadual ou provincial. 

Prefeito (Cidade; Município) é uma designação comum dada a várias funções desenvolvidas por um administrador. A partir da constituição brasileira de 1934, o cargo de prefeito passou a ser o único, em todo o Brasil, ao qual estão atribuídas as funções de chefe do poder executivo do governo local, em simetria aos chefes dos executivos da União e do estado, portanto, em forma monocrática, quer dizer que deverá haver harmonia e integração de ação entre as esferas envolvidas. 

O Senado Federal é a câmara alta do Congresso Nacional do Brasil. Seus membros, os Senadores (Representam os Estados-membros da Federação), aqui no Brasil são eleitos 03 representantes por Estado diretamente. Suas atribuições variam de país para país, sendo que no Brasil têm a responsabilidade de zelar pelos direitos constitucionais do povo, julgar o Presidente da República e analisar e votar projetos de lei, entre outras atividades. Os senadores representam os estados e não a população, daí, portanto a não proporcionalidade em relação ao número de habitantes de cada estado. 

Deputado federal é o representante nacional popular eleito para a Câmara dos Deputados, eleito por voto direto. O mandato é de quatro anos, podendo, o candidato, concorrer a sucessivas reeleições. Compete ao deputado federal o ato de legislar e manter-se como guardião fiel das leis e dogmas constitucionais nacionais, inclusive podendo propor, emendar, alterar, revogar, derrogar leis, leis complementares, emenda à Constituição federal e propor emenda para a constituição de um novo Congresso Constituinte (para confecção de nova Constituição). De acordo com a legislação em vigor, os deputados federais são eleitos por estados. Cada estado tem uma representação proporcional a sua população. Em cada estado, cada partido ou coligação partidária elege uma quantidade de deputados proporcional a quantidade de votos recebidos. Um deputado, depois de eleito, não pode trocar de partido, pois o mandato pertence ao partido e não a ele, candidato.

Deputado estadual, de acordo com a Constituição brasileira de 1988, é o representante popular estadual, eleito pelo sistema proporcional, no qual se leva em conta a votação da legenda (partido político ou coligação de partidos). Compete aos deputados estaduais a função de legislar, no campo das competências legislativas do Estado, definidas pela Constituição Federal, inclusive podendo propor, emendar, alterar, revogar e derrogar leis estaduais, tanto ordinárias como complementares, elaborar e emendar a Constituição estadual, julgar anualmente as contas prestadas pelo Governador do Estado, criar Comissões Parlamentares de Inquérito, além de outras competências estabelecidas na Constituição Federal e na Constituição Estadual.

O vereador é um representante político que opera no domínio dos municípios, igual à forma de governo constitucional na Câmara, a nível legislativo. O vereador tem somente poder Legislativo, mas também é um fiscal, embora às vezes partilhe esta tarefa com tribunais de contas. São atribuições dos vereadores, aprovarem as leis que regulamentam a vida da cidade; fiscalizar os serviços de tradicional prestação pelos Municípios, como transporte coletivo, coleta de lixo, manutenção de vias públicas, fiscalização sanitária, etc. Para isso elaboram projetos de lei e outras proposituras que são votados na câmara durante as sessões ordinárias ou extraordinárias. Aprovam ou rejeitam projetos de lei, elaboram decretos legislativos, resoluções, indicações, pareceres, requerimentos, elaboram o regimento interno da câmara e participam de comissões permanentes. A fiscalização ocorre também, por meio da atuação nas comissões especiais e em prol do bom uso do dinheiro público, discussão e aprovação do orçamento anual e da Lei de Diretriz Orçamentária que planeja onde e como aplicar o orçamento do município e análise profunda do Plano Diretor. Essa é a função onde um vereador por si só pode fazer a diferença. A função legislativa, pela própria estrutura federativa brasileira, não lhe deixa muito espaço, a dinâmica da aprovação de uma lei faz com que ele sozinho possa não conseguir aprovar um projeto. Mas o vereador pode, por si só, apontar erros e apurar desfalques nas contas públicas que podem levar a mudanças no Orçamento e à economia dos recursos de todos. O vereador é, ao mesmo tempo, porta voz da população, do partido que representa e de movimentos organizados. Cabe ao parlamentar não só fazer política partidária, mas organizar e conscientizar a população. Outras atribuições dos vereadores são: Prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, serviços de atendimento à saúde da população; Promover, no que couber adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano; e ainda, promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual.

    Ufa! Primeira coisa a se perceber é que quanto menor o cargo, mais atribuições (risos). E a segunda é que sozinho o Presidente não manda em nada, nem em ninguém, ele, o Presidente, precisa do apoio e aprovação de todos que estão na escala hierárquica da estrutura federativa brasileira para aprovar uma lei, emenda ou veto. Ou seja, quem manda não é o Presidente do Brasil, são os Senadores, Deputados Federais e Estaduais, Governadores, Prefeitos e Vereadores conjuntamente, ahá! Não necessariamente nesta ordem, porque estamos falando de partidos políticos com ideias e ideais diferentes, que para chegarem a um denominador comum travam coligações, que são intermediadas por assessores, empresários, órgãos públicos, presidentes de associações e movimentos diversos, imprensa etc. Claro que, nada disso tira a responsabilidade da nossa então Presidenta da República, Dilma Roussef, sobre os escândalos da Petrobrás e do governo, os aumentos abusivos amparados por uma economia inflacionada e descontrolada em resultado de uma corrupção sistemática do nosso país; e um derrame de dinheiro público em obras para a Copa e as Olimpíadas. É presidenta, desculpe, mas quem tá na chuva é pra se molhar! E no caso em questão, é a Sra. quem está na chuva, e pela previsão meteorológica política popular brasileira, a chuva que assola Rio Branco no Acre está a caminho de Brasília.

    Entretanto, não obstante, por causa da movimentação popular nas redes sociais, e na programação da Rede Globo, que pessoalmente não tenho nada contra ou favor da emissora e do jornal, me peguei fazendo umas co-relações bem interessantes com fatos passados.

   Em 1992, na época o Presidente da República era Fernando Collor de Melo, sofreu impeachment decorrente de uma manifestação estudantil chamada de “Caras-Pintadas”, o movimento baseou-se em denúncias de corrupção e medidas econômicas impopulares que pesou contra o presidente. Concomitantemente, neste mesmo ano, um pouco antes dessa manifestação, a Rede Globo exibia a minissérie ‘Anos Rebeldes’, em que mostrava a trajetória de um grupo de colegas estudantes, que se engajavam no Partido Comunista para lutar contra o regime de ditadura, instaurado no país em 1964. Interessante lembrar as passeatas da minissérie e a dos Caras-pintadas, incrível como eram muito parecidas (risos sarcásticos). Agora em 2015 vejo outra semelhança incrível. Panelaços, insatisfações com o governo atual, e a Rede Globo reapresenta em comemoração a seus 50 anos, a novela ‘Rei do Gado’, que tem a discussão e visibilidade do MST, a marcha do movimento em Brasília, o Senador Caxias (representado pelo ator Carlos Vereza) que fala de um governo corrupto e sem políticas públicas para a reforma agrária, saúde e educação. 

   Semelhanças a parte, o que temos de real é um país sendo bombardeado pela corrupção, violência e preconceito em todas as esferas. Voce que está lendo esse texto, provavelmente, faz parte da pequena parcela de brasileiros que tem acesso às informações, estudou e/ou ainda estuda, trabalha, tem uma vida social razoável, amigos e por esse conjunto de ações, consegue separar o ‘joio do trigo’, pode fazer a filtragem de todas as informações que recebe e ficar com a que melhor se encaixa com seu estilo de vida, opinião e posição sócio-política. Mas, não esqueça que a parcela de brasileiros que votam e que realmente faz diferença nas urnas, faz parte de uma massa semi-analfabeta, que se presta a trabalho escravo, ou é refém de uma bolsa qualquer do governo, vende voto por dentadura, óculos ou túmulos, acham o funk proibidão a MPB do pobre, se vêem pobres em todos os sentidos e que nada mudará isso, porque nem imaginam o que os candidatos têm obrigação de fazer quando eleitos, acredita que voce que está lendo esse texto agora têm mais do que merece, e por isso pode roubar seu celular, tratá-lo mal em uma loja, restaurante, serviço ou transporte público, te agredir e ameaçar verbalmente por causa do seu carro, casa, cargo, cor, sexo, ou natureza sexual. E aí? Fazer o quê? Lute, grite, exija EDUCAÇÃO para todos, inclusive para voce mesmo e seus iguais, porque mesmo à sua revelia voce conhece alguém preconceituoso, com valores questionáveis, e até desprovidos deles, e esse caráter contaminado de indiferença e desamor alcança qualquer nível sócio-econômico-cultural, então dissemine a tolerância, o AMOR e a EDUCAÇÃO, vote em EDUCAÇÃO, mas, lembre das funções e atribuições dos candidatos relatados no texto acima, quem realmente pode fazer a diferença no poder e pense bastante em quem voce quer que dê as ordens no seu município, cidade, estado e país, só aí então poderemos começar a caminhar na estrada da igualdade, do respeito, do desenvolvimento sócio-econômico-político e do AMOR AO PRÓXIMO!